domingo, 24 de maio de 2009
Novos recordes são um choque? (DN, Especial, Crise Petróleo, 19.Out..2007)
Publicada por José Caleia Rodrigues à(s) 02:25O barril está a caminho dos 100 dólares e pouco falta para bater o nível mais alto de sempre registado em 1980 - valor ajustado à inflação - antes do conflito Irão-Iraque. Mesmo com a ajuda do euro, que atenua o efeito em Portugal, o aumento dos preços não se vai limitar aos combustíveis - transportes, electricidade, indústria e até alimentação
Pode ser um choque para as famílias os preços a que chegaram os combustíveis, o transporte aéreo ou os cereais. Pode ainda ser um choque para as empresas os elevados custos da produção cimenteira, siderúrgica e até automóvel. E pode ser um choque para todos o preço da electricidade e do gás natural. Será certamente um choque quando a factura energética de Portugal subir ainda mais. Mas, para a generalidade dos peritos, os actuais recordes do barril não constituem um novo "choque petrolífero". Pelo menos nos moldes daquele que ficou celebrizado pelas extensas filas à porta dos postos de combustíveis, no início da década de 80, e que tinha na sua origem os efeitos da revolução iraniana.
"Esta subida dos preços não é necessariamente uma escalada. É uma inevitabilidade. O petróleo é um bem finito e está a acabar. Portanto, isto não é um choque. É uma situação normal, dado o actual contexto estrutural de exploração", explicou ao DN José Caleia Rodrigues, especialista em questões petrolíferas e autor do livro Petróleo? Qual Crise? (ed. Booknomics). E esse contexto é marcado, independentemente das questões conjunturais (ver caixa na pág. ao lado), por uma diminuição das reservas de petróleo para explorar, por uma procura global quase incontrolável (com a emergência das fortes economias asiáticas) e por problemas na exploração e refinação. "Consoante o investimento que se for fazendo na exploração, o petróleo pode durar mais 30 ou mais 40 anos. Mas vai acabar", adiantou o mesmo perito.
A projecção deste futuro no presente dá-se através do actual equilíbrio entre consumo e fornecimento, cujos níveis - ligeiramente acima dos 80 milhões de barris por dia - estão praticamente sobrepostos. O resultado é que qualquer perturbação no consumo (aumentos pontuais conforme as épocas do ano) ou no fornecimento (fenómenos climatéricos, tensões políticas ou sociais, problemas tecnológicos) leva os preços a acelerar a sua inevitável trajectória ascendente.
É por isso que o preço do barril negociado em Nova Iorque atingiu esta semana um novo recorde nos 89 dólares. O brent de Londres está um pouco abaixo nos 84 dólares. E esta é uma diferença substancial em relação ao "choque petrolífero" da década de 80: a transformação do petróleo num produto financeiro, susceptível de reagir a especulações e a razões pouco materiais.
Recorde-se que em Abril de 1980 o petróleo chegou aos 101,70 dólares, o "verdadeiro" recorde, se tivermos em conta os valores ajustados à inflação. A média desse ano foi de 90,46 dólares, superior aos cerca de 67 dólares de 2007. Portanto, ainda não chegámos aos níveis que definiram o "choque petrolífero". Mas as circunstâncias também são diferentes. "Na altura, havia capacidade excedentária de produção para compensar a saída forçada do Irão devido a questões políticas. Agora não há", adiantou Caleia Rodrigues. Por outro lado, o "choque" definiu-se por um disparo súbito dos preços. A actual subida tem sido gradual. E, na década de 80, o consumo ressentiu-se de imediato. Actualmente, o consumo tem vindo a adaptar-se lentamente (com a ajuda da "explosão" das energias alternativas).
No entanto, apesar das diferenças, a dependência mundial é grande e a subida dos preços já se sente no bolso dos consumidores (ver textos na página ao lado). Para James Williams, da consultora WRTG Economics, "os efeitos já se sentem, em termos económicos, nos EUA e podem conduzir a uma recessão. Na Europa, o efeito é menor por causa da valorização do euro (ver gráfico)".
Para Caleia Rodrigues, o efeito na economia é importante, mas as consequências geopolíticas podem ser mais graves. "A Rússia e a China estão cada vez mais poderosas por causa do petróleo. E os EUA estão mais fracos e dependentes. Isso vai, a prazo, alterar o mundo como o conhecemos."
Diário de Notícias
Pedro Ferreira Esteves; Ana Suspiro
19 Outubro 2007
Etiquetas: Publicações (Citações)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
"Petróleo vai andar a oscilar entre os 50 e os 80 dólares" (Jornal I, 20.Maio.2009, p. 13)
Publicada por José Caleia Rodrigues à(s) 14:12
José Caleia Rodrigues
Analista de petróleo
O preço do petróleo atingiu, pela primeira vez desde Novembro de 2008, os 60 dólares por barril nos EUA. Qual vai ser a tendência num futuro próximo?
"Pensando a curto prazo, num período de um ano, o preço irá oscilar entre os 50 e os 80 dólares por barril. Mas até serem retomadas novas explorações os valores devem andar bastante oscilantes."
O preço do barril de petróleo pode chegar novamente aos cem dólares?
"Se a situação não se estabilizar nos próximos anos, poderemos até chegar aos duzentos dólares."
Mas não a breve prazo, então...
"Não. Penso que os 60 dólares actuais se irão manter co mo valor mínimo durante algum tempo, mas o preço aumentará proximamente."
O que pode evitar que uma subida significativa venha a acontecer?
"Se não houver um investimento maciço em novas capacidades de exploração, o preço do petróleo poderá subir imenso nos próximos meses. As taxas de esgotamento são altissimas. É importante que as novas explorações sejam retomadas para que o preço do barril possa diminuir."
Jornal I
Secção P&R (Perguntas e Respostas), página 13
M.C.
20 de Maio de 2009
Etiquetas: Entrevista
terça-feira, 5 de maio de 2009
OIL AS A DIPLOMATIC WEAPON (Master's degree dissertation)
Publicada por José Caleia Rodrigues à(s) 14:40OIL AS A DIPLOMATIC WEAPON: THE STRATEGIES AND POLITICS OF BREAKING DEPENDENCY ON ENERGY NEEDS BY MIDDLE LEVEL DEVELOPING COUNTRIES WITH TECHNOLOGICAL CAPACITY.
Dissertation submitted to the Faculty of Arts (International Relations Department), University of the Witwatersrand, Johannesburg, in fulfilment of the requirements for the degree of Master, on 6th day of November 1997.
José Júlio Caleia-Rodrigues
Student No. 9614130F
Was admitted to the Degree of Master at a congregation of the University held on 2 June 1998.
ABSTRACT
Faced with the potential threat of oil embargoes imposed by producer countries for political reasons, the consumer countries reacted by creating different alternatives which granted them some energy independence and security of supply by using alternative products and technologies available in their own countries.
Can a middle level developing country break out of the cycle of dependency in the area of energy?
This dissertation investigates the strategy developed and implemented by South Africa between 1973 and 1993, which invested heavily in the generation of fuel extracted from coal in order to rescue its country from crisis and support it through critical periods of history.
CONTENTS
INTRODUCTION
CHAPTER 1 : Economic Imperialism and Dependence
1.1 - Economic Imperialism
1.2 - The world resources management
1.3 - Public interest
1.4 - Political control exercised by major powers
1.5 - Dependence theory
1.6 - Development strategy based on self-reliance
1.7 - Term of trade and GATT
CHAPTER 2 : Economic Threats
2.1 - Conflict over the globe's scarce resources
2.2 - Sovereignty over natural resources
2.3 - Collective Security System
2.4 - OPEC and the Petro-Jihad
CHAPTER 3 : Why Oil?
3.1 - The increasing needs of energy sources
3.2 - South Africa searching for petroleum
3.3 - International searching for liquid fuels
3.4 - The struggle for oil by great powers
CHAPTER 4 : Balance-of-Power : From the "seven sisters” to OPEC
4.1 - The oligopoly of the "seven sisters" cartel
4.2 - Oil concessions governed by international or municipal law
4.3 - The rise of OPEC
4.4 - OPEC started using its oil weapon
CHAPTER 5 : Oil as a diplomatic weapon
5.1 - The new powerful factor
5.2 - The oil revenues for political ends
5.3 - The implementation and first use of the "oil weapon"
5.4 - Economic consequences of the oil embargoes
5.5 - Increasing dependence of the oil consumers
CHAPTER 6 : Reaction to the embargoes imposed by oil producers:
The South Africa's option: oil-from-coal (case study)
6.1 - Oil embargoes imposed on South Africa
6.2 - The South African coal availability
6.3 - Technological background to produce fuel-from-coal
6.4 - Financial resources
6.5 - Political Will
CONCLUSIONS
LIST OF REFERENCE FIGURES
REFERENCES
BIBLIOGRAPHY
REFERENCE FIGURES
Etiquetas: Estudos
domingo, 3 de maio de 2009
"Reservas da Galp dão para abastecer Portugal por 21 anos" (TSF, 2.Maio.2009)
Publicada por José Caleia Rodrigues à(s) 00:58A jornalista Marina Alves Francisco falou com o presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, sobre a entrada em funcionamento do campo Tupi, na Bacia de Santos, uma das mais ricas reservas de petróleo do mundo
Caleia Rodrigues, especialista em petróleo, diz que é excessivo dizer que Portugal vai tornar-se auto-suficiente na área da energia com o negócio da Galp
O presidente executivo da Galp Energia afirmou, esta sexta-feira no Rio de Janeiro, que o início da exploração das gigantescas reservas de petróleo ao largo da Bacia de Santos correspondem a mais um passo para que Portugal consiga alcançar a auto-suficiência.
O presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, que se deslocou ao Brasil para participar na cerimónia de início de exploração do campo Tupi, onde a Galp detém uma participação de 10 por cento num consórcio liderado pela brasileira Petrobras, juntamente com o BG Groupe, afirmou que os recursos da empresa portuguesa «já são suficiente para atingir o objectivo estratégico de produção de 150 mil barris por dia».
Manuel Ferreira de Oliveira, sublinhou ainda que as actuais reservas de petróleo e gás da Galp, avaliadas em 2,1 mil milhões de barris, «significam que, se fosse possível utilizá-las todas simultaneamente» a empresa seria capaz de «abastecer todo o mercado nacional durante 21 anos».
O presidente reforçou a sua convicção de que a actual administração da Galp «está claramente a construir uma empresa de petróleos de média dimensão» após a sua aposta no Brasil.
Com o início da produção de petróleo no Tupi, a Galp vai investir 263 milhões de euros num poço que se estima que esteja a produzir em força no final de 2010, ao ritmo de 100 mil barris diários.
Entretanto, Caleia Rodrigues, especialista em petróleo, disse à TSF que é exagerado dizer que esta exploração da Galp no Brasil é meio caminho andado para que Portugal se torne auto-suficiente em petróleo.
«Não posso relacionar directamente uma coisa com a outra. Um facto é uma empresa petrolífera que dispõe de recursos importantes e outro é que o país possa gozar dessas vantagens», afirmou.
TSF
2.Maio.2009
10h22
Etiquetas: Entrevista
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Evolução recente e prospectivas de evolução da questão energética internacional (J. Caleia Rodrigues, SaeR, 2008)
Publicada por José Caleia Rodrigues à(s) 18:32O período que decorreu entre meados de 2007 e de 2008 foi fértil em acontecimentos muito marcantes no sector energético, sobretudo no que se refere ao petróleo, na sua qualidade de matéria-prima estratégica e de produto financeiro.
Desde as alterações introduzidas na composição da OPEP e na sua continuada redução da produção e entrega de produto ao mercado, até ao turbilhão por que passaram os preços do crude, a obrigar a uma profunda inflexão para outras fontes energéticas alternativas e ao entendimento que, investir massivamente em novas localizações de bacias petrolíferas, será inadiável.
...
Etiquetas: Estudos
terça-feira, 28 de abril de 2009
O direito à energia e a escassez de recursos (Sociedade de Geografia de Lisboa, 28.Abril.2009)
Publicada por José Caleia Rodrigues à(s) 23:16Comecemos por evidenciar a dependência manifestada por numerosos países, na sua incessante busca de novas e mais seguras origens de bens energéticos, indispensáveis à manutenção do seu tecido socioeconómico.
As populações reclamam o direito à energia!
De forma mais equitativa e mais razoável.
Após tanto tempo e tanto esforço consumidos, ainda não dispõem de instrumentos jurídicos que lhes outorguem esse direito.
Constata-se, imediatamente, que, quer a Carta da Organização das Nações Unidas, quer a Declaração Universal dos Direitos Humanos são omissas quanto à reclamação desse direito.
Como esteve, igualmente omisso, em anteriores tentativas de fundamentação de direitos humanos.
Nas seguintes tentativas encontramos o projecto do Pacto dos Direitos Humanos, proposto pela Comissão, em Janeiro de 1955, em que já se afirmava que “O direito dos povos à auto-determinação também deve incluir permanente soberania sobre a sua riqueza e recursos naturais. Um povo não poderá, em nenhum caso, ser desprovido dos seus próprios meios de subsistência com base em direitos que possam ser reclamados por outros Estados.”
Porém, esta proposta foi alterada, passando a conter os termos que, aparentemente, permitiram atingir os objectivos pretendidos:
“Os povos podem, para os seus próprios fins, dispor livremente das suas riquezas e recursos naturais, sem prejuízo das obrigações que surjam da cooperação económica internacional baseada no princípio do mútuo benefício e no direito internacional. Um povo, não pode, em nenhum caso, ser desprovido dos seus próprios meios de subsistência”.
Note-se que a definição de meios de subsistência continuou a não incluir a energia como meio de subsistência básico. Mas parece de relevante importância ver como foi evoluindo o direito à soberania sobre os recursos naturais e em que sentido se foi orientando.
O princípio da soberania permanente sobre recursos naturais tem sido enunciado e reafirmado num conjunto de Resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas.
...
Em face deste panorama e à luz do Direito Internacional Público, seremos obrigados a conjugar as diferentes fontes energéticas disponíveis, utilizá-las racionalmente e compaginar ambiente mais limpo com desenvolvimento económico.
No equilíbrio das várias opções a tomar, residirá o bem-estar da civilização, tal como a conhecemos.
© J. Caleia Rodrigues
http://coisasdopetroleo.blogspot.pt
Etiquetas: Conferência
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
CRISE (J. Caleia Rodrigues et al., bnomics: Lisboa. Fevereiro de 2009)
Publicada por José Caleia Rodrigues à(s) 14:32Outubro de 1929. Em Wall Street, o maior mercado bolsista do Mundo, milhões de acções a preços de saldo não encontravam comprador. A bolsa de Nova Iorque caiu a pique, depois de vários meses de instabilidade que colocaram um ponto final na felicidade dos anos 20. Acções rasgadas nas ruas e empresários que se atiravam desesperados dos arranha-céus de Manhattan. O pânico instalou-se e contagiou o Mundo inteiro numa tremenda crise bancária. De 1929 a 1931 faliram perto de dois mil bancos! A recuperação só foi sentida por volta de 1940, mas o Dow Jones, até 1954, não voltou a alcançar os níveis anteriores à Grande Depressão de 1929.
Entre 1973 e 1975, foi o primeiro choque petrolífero. A OPEP recusou-se a vender petróleo aos países que apoiaram Israel durante a Guerra do Yom Kippur – EUA e aliados da Europa Ocidental – e os preços do crude dispararam. As economias entraram em crise e as empresas sofreram um doloroso racionamento de energia. O Sistema Monetário Internacional (SME) ficou um caos depois de Richard Nixon desligar o Dólar do padrão ouro. O elevado desemprego, o aumento da pobreza e a diminuição do consumo, fizeram regressar a sombra de 1929. Alguns disseram que as causas desta crise estavam na evolução do próprio sistema capitalista devido, entre outras coisas, aos avanços tecnológicos que provocavam grandes subidas no desemprego.
Passados cinco anos, em 1980, o petróleo voltou a afectar os países desenvolvidos. A guerra Irão-Iraque resultou num congelamento imediato das exportações de crude iraniano e na subida descontrolada dos preços. Neste caso, as medidas paliativas não se fizeram esperar e as grandes potências tiveram de recorrer, mais uma vez, a restrições ao consumo. A Arábia Saudita, o aliado dos EUA e das economias ocidentais, aumentou a produção e acalmou os mercados. Pouco depois, o reanimar das exportações do Irão voltou a fazer baixar os preços.
Em 1997 os chamados “Tigres Asiáticos” sofreram a pior crise da sua história. A excessiva ambição de muitos investidores, que pensavam ter encontrado naquela zona do planeta uma verdadeira mina de ouro e a especulação contribuíram para uma enorme desvalorização das moedas. O pio momento chegou quando explodiu a bolha japonesa. O valor dos activos caiu a pique, deixando desorientados os mercados financeiros internacionais. Foi com a intervenção do FMI que os mercados asiáticos acabaram por recuperar o ritmo de crescimento anterior à crise.
No início de 2000, o rápido desenvolvimento da Internet e das suas novas empresas, provocou um aumento disparatado do investimento nesta área, o que resultou numa insustentável valorização das acções “tecnológicas” criando uma gigantesca bolha especulativa. Os anunciados lucros – milagrosos! - nunca chegaram e os investidores começaram a debandar das empresas em que tinham acreditado. A bolha estoirou!
Agora, estamos outra vez em apuros! A actual crise económica e financeira – a Grande Depressão de 2008 – começou também nos EUA e contagiou todo o planeta.
Neste livro, em que colaboram algumas das mais importantes figuras portuguesas da vida universitária, económica, empresarial e social, tentamos fazer uma primeira leitura do Mundo instável e perturbador que nos rodeia.
O cenário económico e financeiro internacional e o impacto em Portugal, dominam as atenções dos 43 participantes.
Vamos tentar explicar como tudo começou, a prtir do vírus financeiro que destroçou os EUA, contagiou o Mundo inteiro e alastrou à economia real. São ainda feitas abordagens a áreas estratégicas como a Energia, o Petróleo, o Imobiliário, os Produtos Alimentares e, ainda, a liderança de pessoas e organizações em tempo de crise. E vamos ainda ao Brasil perceber como uma economia emergente está a acomodar a “besta”.
Horácio Piriquito
Lisboa, Fevereiro de 2009
Índice
Introdução: Horácio Piriquito
António Miguel Gonçalves: De quem é a culpa
Diogo Vaz Guedes: A crise: lições e oportunidades
Francisco Murteira nabo: A crise e a transição para a sociedade do conhecimento
João Ferreira do Amaral: Questões simples sobre uma situação difícil
Vítor Bento: Uma crise económica ou mais que isso?
J. M. Brandão de Brito: Capitalismo. As crises e a crise
António Mendonça: A natureza da crise económica actual
António Neto da Silva: Crise? Não! Movimento Telúrico, sim
Paulo Soares de Pinho: A Regulação e as Crises Financeiras
Manuel Alves Monteiro: Uma economia mais saudável exige uma corporate governance mais consciente
Paulo Mendes Pinto: Capitalismo sem capital
José Penedos: Crises de 1929 a 2008
Luís Guimarães: Do subprime à recessão
Rui Leão Martinho: A crise, as medidas e a retoma
João Ermida: Valores precisam-se
Fernando Faria de Oliveira: Agir com determinação
António Nogueira Leite: As crises em que vivemos
Daniel Bessa: 2007/?: Uma crise diferente do “Programado”
João Duque: A “Minha” Crise
Fernando Santo: As origens da crise da economia virtual
Luís Todo Bom: Uma agenda positiva para Portugal
Luís Mira Amaral: A crise financeira e o caso português
José Carlos Tavares Moreira: “Money for nothing” – será suficiente para estimular as economias?
Vitor Gonçalves: Contrariar a crise
António Câmara: A Saída da Crise
António Gomes Mota: Revalorizar a Economia Real
Nuno Fernandes Thomaz: As duas crises
Luís Valadares Tavares: Portugal, 1997-2007: A década do atraso em relação à EU
Rui Semedo: E depois da crise, o quê?
José Tribolet: O Papel da Engenharia no Desenho, Operação e Controlo Dinâmico do Sistema Financeiro Mundial
Joaquim Borges Gouveia: Inovar para crescer – um imperativo para as empresas e universidades
José Manuel Moreira: Uma crise de respostas ou de verdadeiras perguntas?
Isabel Jonet: Regressar à essência
Fernando de La Vieter Nobre: Impacto social da crise económica e financeira
Manuel Carvalho da Silva: A Crise: analisar as causas, formular e exigir reformas e rupturas
João Proença: Vencer a Crise. Construir o Futuro com Emprego e Solidariedade
Luís Braga da Cruz: Uma leitura pelo lado da energia e dos processos de liberalização dos mercados
José Caleia Rodrigues: Petróleo: Mais longe, Mais fundo e Mais caro
Arlindo Cunha: Mercados Agroalimentares, novos horizontes para a agricultura
Pedro Seabra: Dinheiro, Inquilinos e Prédios
Luís Palha: Simplicidade, estabilidade e previsibilidade
António Pita de Abreu: O Brasil na Crise Financeira Global
Jorge Araújo: Liderança em contexto de crise
Etiquetas: Livros publicados (sinopses)
