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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A estimativa geralmente aceite é a de que poderá jazer sob a calote árctica um quarto das reservas de petróleo e de gás natural disponíveis no planeta. Por outro lado, seis Estados (Canadá, Dinamarca - via Gronelândia, Estados Unidos da América, Islândia, Noruega e Rússia) podem invocar direitos sobre o leito marítimo em causa, e isto numa conjuntura na qual, nem o enquadramento legal, nem a moldura institucional existente, poderão fornecer as respostas definitivas e pacíficas que seria de desejar. Encontramo-nos perante um imbróglio idêntico ao que está a ocorrer no Mar Cáspio.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

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"A conjunção de duas situações, como sejam: a) o domínio ajustado entre a Federação Russa e a Arábia Saudita, que produzem 20,5 milhões de barris/dia e consomem apenas 4,6 e b) a excessiva dependência energética dos Estados Unidos que produzem 5 milhões de barris/dia e consomem 20,7 levam-nos a reflectir acerca dos riscos de uma actuação concertada, eventualmente introduzida por russos e sauditas no sector produtivo e no mercado.
Por um lado, a estimativa geralmente aceite, é a de que poderão jazer sob a calote árctica um quarto das reservas de petróleo e de gás natural disponíveis no planeta.
Por outro lado, seis Estados (Canadá, Dinamarca – via Gronelândia, Estados Unidos da América, Islândia, Noruega e Rússia) podem invocar direitos sobre o leito marítimo em causa, e isto, numa conjuntura na qual, nem o enquadramento legal nem a moldura institucional existente, poderão fornecer as respostas definitivas e pacíficas que seria de desejar.
Os dados estão lançados. Encontram-se presentes os quesitos mais que suficientes para a possível ocorrência de uma confrontação económica e diplomática do mais alto gabarito.
Fazemos votos para que os recursos petrolíferos continuem a chegar para todos e que os actores intervenientes se entendam."
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terça-feira, 5 de maio de 2009

OIL AS A DIPLOMATIC WEAPON (Master's degree dissertation)

OIL AS A DIPLOMATIC WEAPON: THE STRATEGIES AND POLITICS OF BREAKING DEPENDENCY ON ENERGY NEEDS BY MIDDLE LEVEL DEVELOPING COUNTRIES WITH TECHNOLOGICAL CAPACITY.

Dissertation submitted to the Faculty of Arts (International Relations Department), University of the Witwatersrand, Johannesburg, in fulfilment of the requirements for the degree of Master, on 6th day of November 1997.
José Júlio Caleia-Rodrigues
Student No. 9614130F

Was admitted to the Degree of Master at a congregation of the University held on 2 June 1998.

ABSTRACT
Faced with the potential threat of oil embargoes imposed by producer countries for political reasons, the consumer countries reacted by creating different alternatives which granted them some energy independence and security of supply by using alternative products and technologies available in their own countries.
Can a middle level developing country break out of the cycle of dependency in the area of energy?
This dissertation investigates the strategy developed and implemented by South Africa between 1973 and 1993, which invested heavily in the generation of fuel extracted from coal in order to rescue its country from crisis and support it through critical periods of history.

CONTENTS
INTRODUCTION
CHAPTER 1 : Economic Imperialism and Dependence
1.1 - Economic Imperialism
1.2 - The world resources management
1.3 - Public interest
1.4 - Political control exercised by major powers
1.5 - Dependence theory
1.6 - Development strategy based on self-reliance
1.7 - Term of trade and GATT
CHAPTER 2 : Economic Threats
2.1 - Conflict over the globe's scarce resources
2.2 - Sovereignty over natural resources
2.3 - Collective Security System
2.4 - OPEC and the Petro-Jihad
CHAPTER 3 : Why Oil?
3.1 - The increasing needs of energy sources
3.2 - South Africa searching for petroleum
3.3 - International searching for liquid fuels
3.4 - The struggle for oil by great powers
CHAPTER 4 : Balance-of-Power : From the "seven sisters” to OPEC
4.1 - The oligopoly of the "seven sisters" cartel
4.2 - Oil concessions governed by international or municipal law
4.3 - The rise of OPEC
4.4 - OPEC started using its oil weapon
CHAPTER 5 : Oil as a diplomatic weapon
5.1 - The new powerful factor
5.2 - The oil revenues for political ends
5.3 - The implementation and first use of the "oil weapon"
5.4 - Economic consequences of the oil embargoes
5.5 - Increasing dependence of the oil consumers
CHAPTER 6 : Reaction to the embargoes imposed by oil producers:
The South Africa's option: oil-from-coal (case study)
6.1 - Oil embargoes imposed on South Africa
6.2 - The South African coal availability
6.3 - Technological background to produce fuel-from-coal
6.4 - Financial resources
6.5 - Political Will
CONCLUSIONS
LIST OF REFERENCE FIGURES
REFERENCES
BIBLIOGRAPHY
REFERENCE FIGURES

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O período que decorreu entre meados de 2007 e de 2008 foi fértil em acontecimentos muito marcantes no sector energético, sobretudo no que se refere ao petróleo, na sua qualidade de matéria-prima estratégica e de produto financeiro.
Desde as alterações introduzidas na composição da OPEP e na sua continuada redução da produção e entrega de produto ao mercado, até ao turbilhão por que passaram os preços do crude, a obrigar a uma profunda inflexão para outras fontes energéticas alternativas e ao entendimento que, investir massivamente em novas localizações de bacias petrolíferas, será inadiável.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O aumento do consumo de energia e as ameaças à segurança ambiental estão intimamente ligados às pressões que as populações exercem nos recursos de suporte da vida do planeta.
Encontramo-nos perante uma consequência da desenfreada intensificação e da promoção massificada do consumo do petróleo, seguidas por um período em que o investimento não acompanhou a taxa de crescimento da procura, de tal modo que pode vir a comprometer o desenvolvimento sustentável.
Em face deste panorama, seremos obrigados a conjugar as várias fontes energéticas alternativas disponíveis, utilizá-las racionalmente e compaginar ambiente mais limpo com desenvolvimento económico.
No equilíbrio das várias opções a tomar, residirá a continuidade do bem-estar da civilização, tal como a conhecemos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Destaque:

Evolução recente e prospectivas de evolução da questão energética internacional

O período que decorreu entre meados de 2007 e de 2008 foi fértil em acontecimentos muito marcantes no sector energético, sobretudo no que se refere ao petróleo, na sua qualidade de matéria-prima estratégica.
Desde as alterações introduzidas na composição da OPEP até ao turbilhão por que passaram os preços do crude, a obrigar a uma profunda inflexão para outras fontes energéticas alternativas e ao entendimento que, investir massivamente em novas localizações de bacias petrolíferas, será inadiável.

sábado, 24 de maio de 2008

O aumento do consumo de energia e as ameaças à segurança ambiental estão intimamente ligados às pressões que as populações exercem nos recursos de suporte da vida do planeta.
Encontramo-nos perante uma consequência da desenfreada intensificação e da promoção massificada do consumo do petróleo, seguidas por um período em que o investimento não acompanhou a taxa de crescimento da procura, de tal modo que pode vir a comprometer o desenvolvimento sustentável.
Em face deste panorama, seremos obrigados a conjugar as várias fontes energéticas alternativas disponíveis, utilizá-las racionalmente e compaginar ambiente mais limpo com desenvolvimento económico.
No equilíbrio das várias opções a tomar, residirá a continuidade do bem-estar da civilização, tal como a conhecemos.

Índice
Promoção irresponsável do consumo de energia
A componente estratégica do petróleo
Disponibilidades e consumo
A exagerada dependência portuguesa
Variação dos preços: Causas e consequências
Combustíveis fósseis alternativos
Alternativos energéticos fora do âmbito dos combustíveis fósseis
Conclusões e prospectivas