<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935</id><updated>2011-08-12T13:42:23.766+01:00</updated><category term='Publicações (Citações)'/><category term='Conferência'/><category term='Estudos'/><category term='Artigo de Opinião'/><category term='Crítica (Comunicação Social)'/><category term='Livros publicados (sinopses)'/><category term='Entrevista'/><title type='text'>Coisas do Petróleo</title><subtitle type='html'>J. Caleia Rodrigues</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>138</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4977324185673642439</id><published>2010-11-15T09:24:00.000Z</published><updated>2010-11-15T09:26:21.793Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>A reorientação da política energética dos Estados Unidos da América: causas e consequências (RT SaeR Setembro 2010)</title><content type='html'>A estimativa geralmente aceite é a de que poderá jazer sob a calote árctica um quarto das reservas de petróleo e de gás natural disponíveis no planeta. Por outro lado, seis Estados (Canadá, Dinamarca - via Gronelândia, Estados Unidos da América, Islândia, Noruega e Rússia) podem invocar direitos sobre o leito marítimo em causa, e isto numa conjuntura na qual, nem o enquadramento legal, nem a moldura institucional existente, poderão fornecer as respostas definitivas e pacíficas que seria de desejar. Encontramo-nos perante um imbróglio idêntico ao que está a ocorrer no Mar Cáspio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4977324185673642439?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4977324185673642439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4977324185673642439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2010/11/reorientacao-da-politica-energetica-dos.html' title='A reorientação da política energética dos Estados Unidos da América: causas e consequências (RT SaeR Setembro 2010)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7048773098565168252</id><published>2010-10-29T12:28:00.001+01:00</published><updated>2010-10-29T12:32:30.084+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>China compra dívida e estreita relações com Portugal (Jornal de Notícias, 29.Out.2010)</title><content type='html'>A China está interessada em reforçar a aquisição de dívida soberana portuguesa. Para Portugal, é uma ajuda importante para aliviar a pressão dos mercados internacionais, para a China é uma forma de assegurar boas relações com um país da Europa.&lt;br /&gt;Depois da ruptura nas negociações entre o Governo e o PSD para o Orçamento de Estado, os juros da dívida portuguesa a dez anos voltaram a passar a barreira dos 6%. O Estado já marcou uma nova emissão da dívida pública de curto prazo para a próxima quarta-feira, o mesmo dia em que se vota na generalidade a proposta de OE para 2011. O fim das negociações desta semana mereceu a atenção do jornal "Financial Times" que afirma que este impasse "empurrou o país para uma situação mais próxima de uma crise da dívida soberana".&lt;br /&gt;As boas notícias vieram da China que, com a visita a Portugal, a 6 e 7 de Novembro, do presidente Hu Jintao, anunciou a intenção de comprar títulos de dívida portuguesa. &lt;br /&gt;A vice-ministra chinesa dos Negócios Estrangeiros, Fu Ying, garantiu que o país está disponível para comprar títulos do tesouro português e "participar no esforço de recuperação económica e financeira" de Portugal. &lt;br /&gt;Fu Ying adiantou que é um hábito chinês a compra de dívida pública a países onde vão em visita oficial, mas, segundo Fu Ying, "a situação económica e financeira em Portugal tem sido sempre o centro das nossas atenções".&lt;br /&gt;Ao todo, a China detém 302,28 milhões de euros em títulos de dívidas de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha (menos 60% do que detinha no final de 2009). E esta pode ser uma forma de a China reforçar a sua presença na Europa, escolhendo os países mais endividados e onde há mais oportunidades de negócio e a bons preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porta para a Europa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o especialista em política e economia internacional, José Caleia Rodrigues, a China não está interessada em Portugal, mas sim, em usar o nosso país como porta de acesso a mercados europeus, e sobretudo para países com quem Portugal tem boas relações, como o Brasil e os Países Africanos de Língua Portuguesa (Palop). "A China pode ter um interesse geo-estratégico mais do que económico e Portugal é um bom parceiro de entrada em mercados emergentes", salientou José Caleia Rodrigues.&lt;br /&gt;Já o professor da Universidade Nova de Lisboa Miguel Ferreira lembra que a China tem um superavit comercial e tem excedentes financeiros que aplica comprando dívida de vários países. "O interesse em Portugal pode ser a taxa de juro que é alta. O inconveniente é o risco de incumprimento do Estado", explica o professor de Economia, acrescentando que a China deve acreditar que, no caso de Portugal entrar em incumprimento como a Grécia, a União Europeia também avançará com um plano para ajudar a relançar a nossa economia.&lt;br /&gt;Certo é que o embaixador de Portugal na China, José Tadeu Soares, adiantou ontem que a visita do presidente chinês vai ficar marcada pela assinatura de vários acordos e contratos de investimento.&lt;br /&gt;"Vão ser assinados uma série de acordos de maior importância a nível oficial e de empresas. Esperam-se contratos de investimento de grande importância", referiu o embaixador citado pela agência Lusa.&lt;br /&gt;Apesar de não referir exemplos de investimento concretos, José Tadeu Soares falou em contratos no sector do turismo e acordos de "facilitação das relações económicas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Notícias&lt;br /&gt;29.Out. 2010&lt;br /&gt;Ana Paula Lima&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7048773098565168252?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7048773098565168252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7048773098565168252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2010/10/china-compra-divida-e-estreita-relacoes.html' title='China compra dívida e estreita relações com Portugal (Jornal de Notícias, 29.Out.2010)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-737213765498157863</id><published>2010-10-27T23:39:00.002+01:00</published><updated>2010-10-27T23:49:32.322+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>"A reorientação da política energética dos Estados Unidos da América: causas e consequências (SaeR - Relatório SaeR - Nº2, Vol. X, Setembro de 2010)</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;"A conjunção de duas situações, como sejam: a) o domínio ajustado entre a Federação Russa e a Arábia Saudita, que produzem 20,5 milhões de barris/dia e consomem apenas 4,6 e b) a excessiva dependência energética dos Estados Unidos que produzem 5 milhões de barris/dia e consomem 20,7 levam-nos a reflectir acerca dos riscos de uma actuação concertada, eventualmente introduzida por russos e sauditas no sector produtivo e no mercado.&lt;br /&gt;Por um lado, a estimativa geralmente aceite, é a de que poderão jazer sob a calote árctica um quarto das reservas de petróleo e de gás natural disponíveis no planeta.&lt;br /&gt;Por outro lado, seis Estados (Canadá, Dinamarca – via Gronelândia, Estados Unidos da América, Islândia, Noruega e Rússia) podem invocar direitos sobre o leito marítimo em causa, e isto, numa conjuntura na qual, nem o enquadramento legal nem a moldura institucional existente, poderão fornecer as respostas definitivas e pacíficas que seria de desejar.&lt;br /&gt;Os dados estão lançados. Encontram-se presentes os quesitos mais que suficientes para a possível ocorrência de uma confrontação económica e diplomática do mais alto gabarito.&lt;br /&gt;Fazemos votos para que os recursos petrolíferos continuem a chegar para todos e que os actores intervenientes se entendam."&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-737213765498157863?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/737213765498157863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/737213765498157863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2010/10/reorientacao-da-politica-energetica-dos.html' title='&quot;A reorientação da política energética dos Estados Unidos da América: causas e consequências (SaeR - Relatório SaeR - Nº2, Vol. X, Setembro de 2010)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7973206679176365143</id><published>2010-05-17T09:26:00.003+01:00</published><updated>2010-05-17T09:31:59.813+01:00</updated><title type='text'>Conferência no ISCSP - Geopolítica do Petróleo dos Estados Unidos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/S_D-00-YvSI/AAAAAAAAAEE/edIGA6-9FtM/s1600/Cartaz+(4).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/S_D-00-YvSI/AAAAAAAAAEE/edIGA6-9FtM/s400/Cartaz+(4).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472153730782117154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Administração dos Estados Unidos decidiu reorientar a sua política energética e apresentou o seu novo Plano Energético em finais do passado mês de Março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entendemos que a viragem é demasiado importante para o sector energético internacional e irá induzir consequências muito vastas e de vária ordem, decidimos realizar uma Conferência no ISCSP, no próximo dia 20 de Maio, pelas 9h30, onde iremos ter oportunidade de analisar essas matérias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7973206679176365143?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7973206679176365143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7973206679176365143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2010/05/conferencia-no-iscsp-geopolitica-do.html' title='Conferência no ISCSP - Geopolítica do Petróleo dos Estados Unidos'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/S_D-00-YvSI/AAAAAAAAAEE/edIGA6-9FtM/s72-c/Cartaz+(4).jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5795512964834148880</id><published>2010-04-15T10:20:00.003+01:00</published><updated>2010-04-18T23:49:06.563+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros publicados (sinopses)'/><title type='text'>Petróleo - 88 perguntas (in)convenientes (José Caleia Rodrigues, bnomics: Lisboa: Março 2010)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/S8baoA7TcDI/AAAAAAAAAD0/8_CfmwH6twk/s1600/Petr%C3%B3leo.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/S8baoA7TcDI/AAAAAAAAAD0/8_CfmwH6twk/s400/Petr%C3%B3leo.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460291979211665458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Petróleo representa quase 40 por cento no consumo mundial de energia primária e é uma matéria-prima estratégica, intimamente ligada ao desenvolvimento económico dos Estados e ao bem-estar das sociedades. Mais de trinta anos depois do impacto produzido pela da crise de 1973 na política internacional, o petróleo mantém-se como produto estratégico crítico, na esfera do equilíbrio do poder e do equilíbrio político internacional global. Para além de constituir uma importante arma diplomática é ainda um valioso um produto financeiro. Além de serem produzidos mais de 80 milhões de barris de petróleo, são diariamente transaccionados mais de 40 milhões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5795512964834148880?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5795512964834148880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5795512964834148880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2010/04/petoleo.html' title='Petróleo - 88 perguntas (in)convenientes (José Caleia Rodrigues, bnomics: Lisboa: Março 2010)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/S8baoA7TcDI/AAAAAAAAAD0/8_CfmwH6twk/s72-c/Petr%C3%B3leo.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6340799157860802982</id><published>2010-04-13T18:01:00.003+01:00</published><updated>2010-04-13T18:05:15.542+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo de Opinião'/><title type='text'>As consequências da concentração das importações de petróleo e de gás em origens de elevado risco (SaeR. Relatório Trimestral. Março 2010)</title><content type='html'>"Parece evidente que Portugal poderia tirar partido da vantagem ímpar que constitui a sua localização de pólo de entrada do gás natural na Europa ocidental. Esta poderia ser a grande alternativa ao abastecimento da rede europeia, ou mesmo de desejável complementaridade à entrada do gás natural oriundo do leste, quer seja de origem russa, quer seja de origem iraniana, como tem estado a ser amplamente discutido sem que se vislumbre saída a curto prazo." &lt;em&gt;In&lt;/em&gt; SaeR. Relatório Trimestral. Março2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6340799157860802982?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6340799157860802982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6340799157860802982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2010/04/as-consequencias-da-concentracao-das.html' title='As consequências da concentração das importações de petróleo e de gás em origens de elevado risco (SaeR. Relatório Trimestral. Março 2010)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5431237438800373732</id><published>2010-04-07T15:24:00.001+01:00</published><updated>2010-04-07T15:28:09.500+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Combustíveis aumentam tensão nos transportes (Rádio Renascença, 7.Abril.2010)</title><content type='html'>A subida do preço dos combustíveis vai tornar inevitável um aumento de tarifas dos transportes públicos, alerta a Associação de Transportes de Passageiros (ANTROP).&lt;br /&gt;A associação afirma para que o actual cenário é insustentável para as empresas do sector e pede a intervenção do Governo para introduzir medidas que alterem a situação.&lt;br /&gt;Cabaço Martins, da ANTROP, avisa desde já que, se nada for feito, as tarifas poderão aumentar já em Julho.&lt;br /&gt;A baixa da taxa do ISP – o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos – é uma das medidas defendida pelo mesmo responsável, que lamenta os recuos do Governo neste domínio.&lt;br /&gt;Os alertas da ANTROP surgem no mesmo dia em que está em cima da mesa a hipótese de um novo protesto de camionistas, semelhante ao desencadeado em 2008, mas desta vez com dimensão ibérica.&lt;br /&gt;O assunto vai estar esta tarde em debate entre a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas e congéneres espanholas, refere António Lóios.&lt;br /&gt;A Associação dos Transportes Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) é uma das que admite participar na nova vaga de contestação. António Mouzinho afirma que continua a aguardar uma resposta do Governo sobre as medidas sugeridas para enfrentar os problemas suscitados pelo aumento do preço dos combustíveis.&lt;br /&gt;A ANTRAM também pede, como a ANTROP, uma descida do ISP, entre outras medidas: “Existem questões ao nível do direito laboral e a questão das SCUT – que pode ser a gota que pode entornar o copo, uma vez que não existem verdadeiras alternativas às SCUT”, refere António Mouzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ameaças não preocupam Governo&lt;/strong&gt;As ameaças das empresas de transportes de mercadorias não parecem motivar preocupação acrescida junto do Governo. O secretário de Estado dos Transportes, Carlos Fonseca, considera ser ainda tempo de negociação.&lt;br /&gt;Mas não só a as empresas de transportes pedem ao executivo medidas de âmbito fiscal para suavizar o preço dos combustíveis junto do consumidor – a Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) também indica a baixa do ISP e do IVA como forma de relançar o mercado e evitar problemas de concorrência com o país vizinho.&lt;br /&gt;Virgílio Constantino, da ANAREC, já pediu uma audiência ao Ministério das Finanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Combustíveis mais caros a Sul &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Algarvios desconhecem que pagam mais por litro de combustível.&lt;br /&gt;Um estudo da Autoridade da Concorrência divulgado pelo “Jornal de Negócios” revela que é na região do Algarve que os preços dos combustíveis são mais elevados – um facto desconhecido pela generalidade dos consumidores algarvios, constatou a reportagem da Renascença na região.&lt;br /&gt;Certo é que o preço do barril de crude vai continuar a aumentar nos mercados internacionais – é essa a análise do &lt;strong&gt;Prof. José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, especialista em mercados petrolíferos: os custos de produção e a procura vão continuar a provocar uma inflação de preços.&lt;br /&gt;Na opinião do economista João Duque, a subida do preço dos combustíveis não reflecte um cenário de recuperação económica do país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5431237438800373732?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5431237438800373732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5431237438800373732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2010/04/combustiveis-aumentam-tensao-nos.html' title='Combustíveis aumentam tensão nos transportes (Rádio Renascença, 7.Abril.2010)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6421790663290567445</id><published>2009-12-09T09:57:00.001Z</published><updated>2009-12-09T09:58:52.103Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Livros de J. Caleia Rodrigues (aicep notícias N12, 1.Julho.2009</title><content type='html'>Encontra-se nas livrarias o último trabalho do nosso ex-colega Caleia Rodrigues, “Petróleo, Qual crise?”, o que constitui para nós motivo de satisfação e orgulho, porque nos vemos ao espelho ao alto nível técnico de quantos trabalham ou trabalharam nesta casa, autêntica forja de valores, que dia a dia dão o seu melhor ao serviço da nossa economia.&lt;br /&gt;Com prefácio de um outro amigo da nossa Agência, Neto da Silva, o presente trabalho explica-nos com clareza e mestria tudo aquilo que todos deveríamos saber sobre este combustível fóssil que continua a condicionar toda a actividade económica mundial, e é elemento fulcral das tramas da geopolítica, a propósito da qual Caleia Rodrigues editou, em 2000, o volume “Geopolítica do Petróleo”. Deu também à estampa, em 2005, outro manual indispensável para bem fazermos o nosso trabalho, intitulado “Marketing Estratégico Internacional”.&lt;br /&gt;Parabéns e obrigado, caro José Júlio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6421790663290567445?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6421790663290567445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6421790663290567445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/12/livros-de-j-caleia-rodrigues-aicep.html' title='Livros de J. Caleia Rodrigues (aicep notícias N12, 1.Julho.2009'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4055999928521022817</id><published>2009-10-01T09:33:00.003+01:00</published><updated>2009-10-01T09:40:34.728+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>A Indústria Petrolífera e o Negócio de Transporte Marítimo (TR 43, Setembro.2006)</title><content type='html'>De acordo com as estatísticas da UNCTAD são anualmente transportados por via marítima 1,8 mil milhões de toneladas de petróleo bruto e 546 milhões de toneladas de produtos petrolíferos. O total de 2,3 mil milhões representa cerca de 35% de todo o comércio marítimo mundial. Se considerarmos o valor tonelada x milha o peso do petróleo e dos produtos petrolíferos ultrapassa os 40%. Noutra perspectiva, do total de petróleo bruto produzido anualmente (3,9 mil milhões de toneladas ) cerca de 60% é transportado por via marítima. Os restantes 40% são transportados predominantemente com recurso a oleodutos . Por último, refira-se que um número significativo de navios foi convertido para armazenamento de petróleo bruto em “offshore” e que as próprias plataformas de extracção são geridas por empresas da área do transporte marítimo. Do que atrás se referiu conclui-se que o sector de transportes marítimos tem na indústria petrolífera um dos seus principais clientes.&lt;br /&gt; A posição estratégica das empresas petrolíferas no mercado de transportes marítimos tem sofrido alterações profundas ao longo dos últimos 30 anos. Ao longo daquele período ocorreram situações em que as empresas petrolíferas controlavam frotas de navios, através da sua propriedade ou através do afretamento a tempo por períodos longos (cinco a dez anos), e situações opostas em que 60% ou mais da capacidade utilizada pelas empresas era contratada no mercado “spot” (afretamento á viagem). Essas reorientações estratégicas decorreram de três tipos de factores: situações de excesso de oferta de navios, flutuações bruscas na procura de transporte de petróleo bruto ou de produtos petrolíferos e mudança na atitude face às questões do ambiente (poluição marítima). &lt;br /&gt; Por exemplo, logo a seguir à ratificação do “Oil Polution Act de 1990” algumas das maiores empresas petrolíferas decidiram reduzir a sua propriedade directa de navios na tentativa de reduzir a sua exposição às responsabilidades que pudessem advir de futuros acidentes (caso Exxon Valdez, propriedade da petrolífera Exxon). Por outro lado, no caso Erika as autoridades francesas reagiram ordenando a prisão dos gestores da Total-Fina responsáveis pelo afretamento do navio o que veio tornar claro que a responsabilidade pode ser imputada não apenas as proprietário mas também ao afretador.&lt;br /&gt; Com a aceleração do “phasing-out” dos navios de casco simples, determinada pela International Maritime Organization em 2001, e a aceitação generalizada de que navios com idade elevada representam maiores perigos para o ambiente, deu-se uma discriminação desses navios que passaram a gozar de taxas de frete mais baixas do que os restantes. Perante esta situação os armadores detectaram a oportunidade de obter fretes “premium” e colocaram em estaleiros encomendas para novas construções. Em consequência, passou-se por uma fase de fragmentação do lado da oferta com maior concorrência no mercado e as empresa petrolíferas a apostarem no mercado “spot”.&lt;br /&gt; Nos últimos meses verificaram-se sinais evidentes de tentativas de controlar as taxas de frete de navios-tanque através da formação de “pools” de navios (frotas de diferentes armadores geridas de forma centralizada) e da concentração empresarial (fusões e aquisições) do lado dos armadores. A reacção das empresas petrolíferas tem sido a aposta num relacionamento com os armadores baseada em afretamentos a longo prazo por períodos de dez anos ou superiores. Alguns contratos de longo prazo são extremamente flexíveis permitindo à empresa petrolífera colocar o navio no mercado “spot” por períodos curtos com o benefício, isto é a diferença entre a taxa de frete de longo prazo e a taxa de frete “spot”, a ser dividido entre as duas partes (armador e empresa petrolífera). Outro aspecto importante é a possibilidade de fixação ou a indexação da taxa de frete de longo prazo o que constitui uma forma de “hedging” sem obrigar a soluções mais complexas como a intervenção no mercado de futuros.&lt;br /&gt; Os contratos de longo prazo são uma boa solução para o armador (garantia de estabilidade nas receitas e de recuperação do investimento) e para a empresa petrolífera (redução da exposição à volatilidade das taxas de frete). Embora continuem a existir empresas petrolíferas a apostar no negócio de transporte marítimo como fazendo parte do seu “core”, como é o caso da Shell e da BP, a tendência actual dessas empresas é a concentração nos negócios de extracção e de refinação que implicam elevados volumes de investimento e envolvem riscos financeiros elevados.&lt;br /&gt; Assim, para a generalidade das empresas petrolíferas a estratégia actual é obter uma combinação óptima entre afretamentos a tempo de longo prazo, afretamentos a tempo de curto prazo (seis meses a um ano) e contratação “spot”. A proporção de cada tipo de afretamento depende da política de compras de petróleo bruto, da existência ou não de origens dominantes e da capacidade negocial com os armadores.&lt;br /&gt; No entanto, existem no negócio de transporte de petróleo bruto e produtos petrolíferos vários segmentos e em cada um é possível encontrar comportamentos distintos da procura e oferta.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;J. Caleia Rodrigues no livro “Petróleo - Qual Crise? ” afirma: “Quando ouvimos falar de crise de petróleo deparamo-nos com um perigoso equívoco. Não parece que esta escassa e finita matéria-prima, ou mesmo o sector petrolífero, estejam a passar por uma crise que, por definição, é transitória. Nada se pode comparar com boicotes, choques petrolíferos ou consequências de pontuais situações políticas vividas no passado“. O crescente interesse de várias sociedades financeiras na Alemanha, na Holanda e no Reino Unido no apoio a projectos de investimento em navios-tanque vem de encontro àquela afirmação e traz boas perspectivas para este importante segmento do sector de transportes marítimos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fernando Grilo&lt;br /&gt;In Transportes em Revista 43; Setembro 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4055999928521022817?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4055999928521022817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4055999928521022817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/10/industria-petrolifera-e-o-negocio-de.html' title='A Indústria Petrolífera e o Negócio de Transporte Marítimo (TR 43, Setembro.2006)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4448149878605647214</id><published>2009-07-12T19:26:00.001+01:00</published><updated>2009-07-12T19:27:31.524+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Um ano de choque do petróleo. Mas sem direito a parabéns (Jornal i, 10.Julho.2009)</title><content type='html'>Observadores acreditam que a energia é um perigo enorme para a retoma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz amanhã um ano que o petróleo atingiu 147 dólares por barril, o valor mais alto de sempre. Hoje, o valor da matéria -prima, da qual Portugal (e tantas outras economias) depende de forma esmagadora, está 58% mais barato. Haverá razões para sorrir de alívio? A evolução dos mercados mostra que não: desde o mínimo (35 dólares) de finais de Dezembro de 2008, o barril de petróleo Brent já subiu mais de 70%. Para os especialistas a resposta também é "não": defendem que nada de fundamental mudou na capacidade de oferta (produção); e que, quando vier a retoma, voltarão os mesmo problemas de excesso de procura e desperdício elevado que, no passado, ajudaram o ouro negro a vencer recordes.&lt;br /&gt;É consensual entre os economistas que a actual crise está a ser tão violenta que irá mudar a face das economias: estas voltarão a crescer, sim, mas sem a pujança do passado. Mas será assim com o petróleo? Estarão definitivamente afastadas convulsões como o bloqueio dos camionistas portugueses que em Junho de 2008 deixaram secar bombas de gasolina por todo o país? O preço da comida, que precisa de percorrer terra e mar até chegar à mesa, ficará estável? E o plástico dos brinquedos e dos computadores, continuará a ser barato?&lt;br /&gt;Parece que não. Luís Mira Amaral, professor do Instituto Superior Técnico e ex-ministro da Indústria, acredita que só haverá alguma paz nas cotações do petróleo no "curto a médio prazo" (ver entrevista na página seguinte).&lt;br /&gt;O Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrou recentemente que o custo do petróleo não vai esperar por grandes expansões económicas: o preço médio da matéria prima deverá disparar 23% em 2010, essencialmente à boleia da China e Índia, apesar da zona euro continuar em recessão (-0,3%) e dos Estados Unidos crescerem apenas 0,8%.&lt;br /&gt;A tese que hoje corre é simples: o mundo industrializado, dos Estados Unidos à China, não muda de hábitos de um dia para o outro. Nem de uma década para a outra. Mesmo com mais esforço nas energias renováveis e com mais consumo eficientes e inteligente, a dependência é "estruturalmente enorme", defende Matthew Simmons, presidente da Simmons &amp;amp; Co. Internacional, um banco de investimento especializado no sector energético.&lt;br /&gt;Aliás, Portugal é disso exemplo: segundo dados da BP para 2008, estruturalmente o perfil de consumo pouco mudou: 80% da energia consumida - petróleo e gás natural - é importada.&lt;br /&gt;O consultor e escritor de livros sobre energia, que trabalha a partir de Houston, Texas, acredita que os preços hoje praticados no mercado do petróleo "estão a abrir caminho para algo muito perigoso daqui a alguns meses". O quê? "Um novo choque petrolífero", acredita. A tese é que os preços baixos (a média diária deste ano está em 52,5 dólares) não chegam para financiar novos investimentos, nem modernizar as estruturas de produção existentes, nem contratar pessoas. E depois há ainda o travão do acesso ao crédito: com a crise financeira, o dinheiro tornou-se definitivamente um bem mais raro e caro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor de empresas petrolíferas, subscreve esta tese. "Há vários factores que explicam a necessidade de preços mais altos: o petróleo que existe está cada vez mais longe e difícil trazer para cima, a crise representa uma dificuldade acrescida ao financiamento de tecnologias mais sofisticadas e caras, há falta de pessoas qualificadas nestas áreas. Hoje é tudo mais difícil para chegar à mesma quantidade de petróleo. E o difícil é caro. Os preços actuais do petróleo desincentivam mais investimentos".&lt;br /&gt;Na cimeira do G8, que hoje acaba, França e Reino Unido pugnaram por uma acção mais firme dos governos contra a especulação no petróleo. Querem limitar a volatilidade nas cotações, um propósito também partilhado pela administração Obama. A Rússia, um importante produtor de crude e gás, avisou que isso vai ser "impossível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal i&lt;br /&gt;por Luís Reis Ribeiro, Publicado em 10 de Julho de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4448149878605647214?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4448149878605647214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4448149878605647214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/07/um-ano-de-choque-do-petroleo-mas-sem.html' title='Um ano de choque do petróleo. Mas sem direito a parabéns (Jornal i, 10.Julho.2009)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1957490070449507352</id><published>2009-07-09T12:46:00.001+01:00</published><updated>2009-07-09T12:48:38.773+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo de Opinião'/><title type='text'>Artigo de opinião (autohoje, 3.Julho.2009)</title><content type='html'>O consumo mundial de petróleo tem aumentado a uma taxa próxima dos 2 por cento ao ano, até que as grandes bolsas petrolíferas, há longo tempo em exploração, começaram a atingir taxas de esgotamento tão importantes que poderão mesmo vir a pôr em risco o corrente abastecimento do mercado. Os efeitos causados pelo galopante esgotamento das bacias em exploração, poderão assumir dimensões potencialmente devastadoras.&lt;br /&gt;Numa situação desta natureza, as consequências da diferença entre oferta possível e procura exigida serão, sem sombra de dúvida, muito maiores que o considerado admissível, à luz da segurança e da soberania nacionais.&lt;br /&gt;Apesar de alguma retoma, o recente aumento de novas descobertas não tem correspondido ao aumento da procura, o que leva a considerar a hipótese da eventual existência de períodos de carência de abastecimento a curto prazo.&lt;br /&gt;A acentuada e rápida descida dos preços verificada a partir do mês de Julho de 2008 não se ficou a dever às boas razões esperadas. Não foi motivada pelo aumento da produção ou da tão desejada eficiência energética. Deveu-se, outrossim, à redução da procura que acompanhou a redução da actividade económica nas principais regiões industrializadas. Logo, tudo leva a crer que, mal passada as causas que a motivaram, regresse, em força, a pressão sobre a oferta.&lt;br /&gt;Há que ter em conta que a exploração de novas bolsas petrolíferas exige tecnologia e onerosos recursos específicos. Terão que ser exploradas mais longe, mais fundo e mais caro. De salientar que a futura geração de energia requererá níveis de investimento muito mais elevados do que os aplicados no passado, para compatibilização da satisfação da procura com as exigências ambientais, a descarbonização dos produtos energéticos e o acréscimo dos custos resultantes da implementação de reforçados sistemas da segurança das instalações de extracção e de transporte.&lt;br /&gt;À quase estagnação de investimento registada na década de 1990 seguiu-se uma outra, aparentemente de ainda maior dimensão, a partir de 2006. O conjunto de anúncio de cancelamento de projectos e de “adiamentos por período indeterminado” tem aumentado de forma crescentemente preocupante. Porém, grande parte dos projectos que não arranquem no imediato, não estarão prontos para entrar em serviço em 2012-2013, prazo que tem sido considerado como limite para manutenção dos actuais níveis de produção mundial. Mas as dificuldades de captação do indispensável financiamento, a que se associa uma generalizada crise de confiança e de incerteza em relação à retoma económica global, não nos permitem atingir um grau de optimismo que nos tranquilize quanto à exigível garantia da continuidade de abastecimento.&lt;br /&gt;J. Caleia Rodrigues&lt;br /&gt;Analista e consultor dos mercados energéticos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1957490070449507352?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1957490070449507352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1957490070449507352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/07/artigo-de-opiniao-autohoje-3julho2009.html' title='Artigo de opinião (autohoje, 3.Julho.2009)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6404321929025344766</id><published>2009-06-15T14:08:00.002+01:00</published><updated>2009-06-15T14:11:55.381+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Portugal regista terceira maior quebra mundial no consumo de energia (Jornal i, 12.Junho.2009)</title><content type='html'>Crise leva portugueses a levantar o pé do acelerador e a consumir menos petróleo. Mesmo assim, a factura em euros disparou em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à crise, à seca e ao choque petrolífero, Portugal registou a terceira maior queda mundial no consumo de energia durante o ano passado, mostra um estudo da British Petroleum (BP). Os maiores apertos aconteceram no Turquemenistão e em Hong Kong. O consumo nacional de energia (maior parte dele petróleo importado) pode ter caído mais de 5%, mas a factura em euros continuou a crescer (mais 15%, segundo contas do i), roubando assim poder de compra às famílias e competitividade às empresas.&lt;br /&gt;De acordo com a Revista Estatística de Energia Mundial da petrolífera britânica BP, a factura de Portugal com petróleo valia mais de 6,9 mil milhões de euros no final do ano passado. Este valor representa um aumento de 15% face a 2007 e um peso de 4,2% no Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais alto desde 1985. Mas nesse ano a economia cresceu quase 3%, ao passo que em 2008 estagnou, acusando já uma recessão no final do ano. Desde a entrada na União Europeia (CEE em 1986) até às vésperas da actual crise, o peso médio da factura com petróleo foi de 2,4% do PIB, quase metade da de 2008.&lt;br /&gt;Para António Costa e Silva, presidente da Partex Oil and Gas, a holding da Fundação Calouste Gulbenkian para a área da energia, significa que “não é tanto o preço do petróleo que comanda o consumo dos portugueses, mas antes o rendimento disponível”. “Enquanto as pessoas tiverem dinheiro não vão estar verdadeiramente interessadas em reduzir a despesa que fazem com combustíveis, procurando alternativas mais eficientes. Um país como Portugal, que tem as fragilidades estruturais na criação de riqueza que são conhecidas, tinha de reduzir obrigatoriamente muito mais o consumo para evitar o impacto dos choques petrolíferos e da volatilidade deste mercado”, refere. “Se não o fez em 2008, quando o petróleo chegou quase aos 150 dólares o barril, imagino que o país terá muita dificuldade em fazê-lo quando vier a retoma e uma nova subida dos preços das matérias primas”, lamenta. Os políticos são igualmente responsáveis por esta inércia, argumenta o responsável da Gulbenkian: “poucas medidas de eficiência energética anunciadas pelo governo passaram à prática e as que foram para o terreno estão a ter pouco ou nenhum impacto”.&lt;br /&gt;Os especialistas argumentam que os portugueses – famílias e empresas – têm de fazer mais para poupar energia. Partilhar carro, usar veículos mais eficientes, organizar as cidades por dentro e por fora, apostar no comboio e nos transportes públicos, organizar a sua logística, construir edifícios mais inteligentes.&lt;br /&gt;Luís Mira Amaral, ex-ministro da Indústria e da Energia, também considera que é o dinheiro na carteira de cada português que mais determina o que se gasta em petróleo: “É óbvio que é crise que está a reduzir a procura por energia. Mas antes desta crise Portugal já estava em crise e isso reflecte-se na falta de investimentos em eficiência e na falta de visão e de educação das pessoas relativamente a estes assuntos. Se sobra dinheiro, gasta-se, não se mudam comportamentos enraizados, o que explica o agravamento da factura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bomba-relógio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E por quanto mais tempo podem os portugueses contar com o petróleo nos preços actuais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;“Quando a retoma chegar a sério, dentro de poucos meses, haverá procura suficiente que justificará preços cada vez mais altos do produto”,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; estima &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor em energia e autor de vários livros sobre petróleo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;“Há vários factores que explicam a necessidade de preços mais altos: o petróleo que existe está cada vez mais longe e difícil trazer para cima, a crise representa uma dificuldade acrescida ao financiamento de tecnologias mais sofisticadas e caras, há falta de pessoas qualificadas nestas áreas. Hoje é tudo mais difícil para chegar à mesma quantidade de petróleo. E o difícil é caro.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta tese é defendida pela própria BP. O presidente da companhia, Tony Howard, estima que o preço do crude terá de oscilar entre 60 a 90 dólares para sustentar o investimento que depois gerará oferta adicional para satisfazer a procura.&lt;br /&gt;Em 2008, diz a BP, o comércio mundial de petróleo caiu quase 2%, a maior descida desde 1987 devido à forte retracção no consumo dos países mais ricos, onde Portugal está incluído.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Petróleo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;• Representa quase dois terços da energia consumida em Portugal. Consumo caiu 5% em 2008&lt;br /&gt;Gás&lt;br /&gt;• Segunda maior fonte de energia (18% do total), teve uma subida de 9% para compensar a menor produção eléctrica das barragens&lt;br /&gt;Hidroeléctrica&lt;br /&gt;• Vale 7% do total. Como 2008 foi um ano seco, as barragens produziram menos 32% de electricidade&lt;br /&gt;Carvão&lt;br /&gt;• Terceira fonte mais importante (14%). Consumo caiu quase 5% devido a melhoramentos na central de Abrantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal i&lt;br /&gt;12.Junho.2009&lt;br /&gt;José Reis Ribeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6404321929025344766?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6404321929025344766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6404321929025344766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/06/portugal-regista-terceira-maior-quebra.html' title='Portugal regista terceira maior quebra mundial no consumo de energia (Jornal i, 12.Junho.2009)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3320338758919822872</id><published>2009-06-15T10:11:00.001+01:00</published><updated>2009-06-15T10:13:48.531+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>No mercado instável do petróleo, uma certeza: os preços vão subir (Jornal i, 13.Junho.2009)</title><content type='html'>A OPEP indicou ontem que o pior para os produtores de petróleo já terá passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há menos de um ano, em Julho de 2008, o barril de petróleo tocava no máximo histórico de 147 dólares. Numa queda de cinco meses, até Dezembro, afundou para um mínimo de 32 dólares. Desde então o preço já duplicou e está agora em 72 dólares. O que podem os portugueses esperar nas bombas de gasolina este Verão? Uma certeza: podem contar desde já com uma subida dos preços dos combustíveis.&lt;br /&gt;Desde o mínimo atingido em Janeiro deste ano, o preço da gasolina já subiu 22,5% (mais 23,7 cêntimos por litro, para 1,291 euros) e o gasóleo 8,5% (mais 0,079 cêntimos, para superar a barreira de um euro). Ontem, a Galp aumentou em meio cêntimo o preço da gasolina, apontando para a subida recente do preço da matéria-prima, o petróleo. Esta subida não deverá ser a última, uma vez que nos mercados internacionais o preço médio do gasóleo fechou a semana a subir 4%, com a gasolina a ganhar 2,2%.&lt;br /&gt;A subida do preço do petróleo tem vindo a antecipar a esperada recuperação da economia mundial, afectada pela maior crise desde a segunda guerra mundial. Os observadores do mercado apontam que pode haver um excesso de optimismo nos mercados - a recuperação é ainda uma possibilidade frágil - o que deverá levar a uma correcção do preço na próxima semana.Contudo, a tendência geral do preço é de subida. Ontem, o cartel dos países produtores de petróleo, a OPEP, indicou que o pior (para quem vende) já terá passado, apesar de ter cortado ligeiramente a procura esperada em 2009 (uma contracção diária de 1,62 milhões de barris). O especialista &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; indicou ao i que assim que a retoma começar a dar sinais mais firmes, haverá condições para o preço subir. O presidente da BP, Tony Howard, fala de um intervalo entre 60 e 90 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal I&lt;br /&gt;Bruno Faria Lopes&lt;br /&gt;Publicado em 13 de Junho de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3320338758919822872?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3320338758919822872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3320338758919822872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/06/no-mercado-instavel-do-petroleo-uma.html' title='No mercado instável do petróleo, uma certeza: os preços vão subir (Jornal i, 13.Junho.2009)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1632428824444973959</id><published>2009-06-04T10:12:00.001+01:00</published><updated>2009-06-04T10:15:16.804+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Até quando vai a crise anular a alta dos preços do petróleo? (Jornal de Negócios, 10.Dez.2008)</title><content type='html'>A recessão eclipsou quatro anos de subida do petróleo. Ao mesmo tempo, o mundo vira-se para energias alternativas. Mas a dependência da matéria-prima está longe do fim. E o preço baixo pode ser efémero e ter efeitos perversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano de investimento em infra-estruturas avançado esta semana por Barack Obama para reanimar a economia americana fez disparar o preço do petróleo e o valor em bolsa das petrolíferas. Mas a agenda de mudança do Presidente eleito dos EUA é outra. A aposta vai para a diminuição da dependência daquela matéria-prima, substituindo-a pelas energias renováveis. Mas é improvável que este esforço pelo maior consumidor de crude do mundo seja capaz de impedir o regresso do preço a níveis recorde.&lt;br /&gt;Aos primeiros sinais de contaminação da crise financeira à economia mundial, a cotação do petróleo inverteu a tendência. Quando a palavra recessão passou a lugar comum no discurso de economistas e responsáveis políticos, a matéria-prima já perdera metade do seu valor. Hoje, mais de 100 dólares separam o preço actual do recorde registado em Julho, com os especuladores a desertarem e o mercado a ajustar à diminuição da procura.&lt;br /&gt;"Os preços do petróleo estão a descer pelas más razões: uma diminuição da procura, em consequência da redução da actividade económica. As boas razões seriam que a procura diminuísse por vontade dos consumidores ou pelo aumento da eficiência energética", considera &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista e autor de vários livros sobre o petróleo.&lt;br /&gt;É esse o rumo que o mundo agora procura. Obama fez das energias renováveis uma das bandeiras da campanha à Casa Branca. Prometeu libertar a nação da dependência dos combustíveis fósseis através da promoção de fontes alternativas, gastar 15 mil milhões de dólares em tecnologias limpas e criar cinco milhões de "empregos verdes" na próxima década. O futuro Presidente quer também assegurar que no final do seu primeiro mandato, 10% da electricidade consumida nos EUA venha de fontes renováveis como a eólica, solar e geotérmica, e colocar em circulação até 2015 um milhão de carros eléctricos, de preferência fabricados nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, é duvidoso que as energias renováveis sejam a solução. "As energias alternativas não resolvem o problema, não põem o mundo a funcionar". "A energia eléctrica, por exemplo, é viável para os transportes de vaivém diário entre as cidades e as periferias. Mas não para os transportes de longo curso e estes são indispensáveis para manter a globalização. Vão ser precisos mais combustíveis fósseis, a menos que se acabem os transportes internacionais e as trocas comerciais", advertiu.&lt;br /&gt;A manter-se a dependência dos combustíveis fósseis, o preço actual do petróleo representa um risco elevado. "Esta situação é grave porque paralisa todo o investimento", afirma o especialista. Só com preços entre 60 e 70 dólares, os gestores podem considerar proporem aos accionistas a aposta em projectos de exploração petrolífera.&lt;br /&gt;Se as coisas se mantiverem neste pé, "irá haver uma forte escassez de petróleo no mercado e os preços atingirão níveis exorbitantes", considera &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O que levará a dois cenários: "quem puder pagar, pagará a qualquer preço; quem não puder pagar, terá graves situações sociais e de segurança interna", salienta.&lt;br /&gt;Jornal de Negócios&lt;br /&gt;10.Dez.2008&lt;br /&gt;Carla Pedro&lt;br /&gt;cpedro@negocios.pt&lt;br /&gt;António  Larguesa&lt;br /&gt;alarguesa@negocios.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1632428824444973959?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1632428824444973959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1632428824444973959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/06/ate-quando-vai-crise-anular-alta-dos.html' title='Até quando vai a crise anular a alta dos preços do petróleo? (Jornal de Negócios, 10.Dez.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5462824713682354112</id><published>2009-05-24T02:25:00.002+01:00</published><updated>2009-05-24T02:28:54.374+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Novos recordes são um choque? (DN, Especial, Crise Petróleo, 19.Out..2007)</title><content type='html'>O barril está a caminho dos 100 dólares e pouco falta para bater o nível mais alto de sempre registado em 1980 - valor ajustado à inflação - antes do conflito Irão-Iraque. Mesmo com a ajuda do euro, que atenua o efeito em Portugal, o aumento dos preços não se vai limitar aos combustíveis - transportes, electricidade, indústria e até alimentação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser um choque para as famílias os preços a que chegaram os combustíveis, o transporte aéreo ou os cereais. Pode ainda ser um choque para as empresas os elevados custos da produção cimenteira, siderúrgica e até automóvel. E pode ser um choque para todos o preço da electricidade e do gás natural. Será certamente um choque quando a factura energética de Portugal subir ainda mais. Mas, para a generalidade dos peritos, os actuais recordes do barril não constituem um novo "choque petrolífero". Pelo menos nos moldes daquele que ficou celebrizado pelas extensas filas à porta dos postos de combustíveis, no início da década de 80, e que tinha na sua origem os efeitos da revolução iraniana.&lt;br /&gt;"Esta subida dos preços não é necessariamente uma escalada. É uma inevitabilidade. O petróleo é um bem finito e está a acabar. Portanto, isto não é um choque. É uma situação normal, dado o actual contexto estrutural de exploração", explicou ao DN &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões petrolíferas e autor do livro Petróleo? Qual Crise? (ed. Booknomics). E esse contexto é marcado, independentemente das questões conjunturais (ver caixa na pág. ao lado), por uma diminuição das reservas de petróleo para explorar, por uma procura global quase incontrolável (com a emergência das fortes economias asiáticas) e por problemas na exploração e refinação. "Consoante o investimento que se for fazendo na exploração, o petróleo pode durar mais 30 ou mais 40 anos. Mas vai acabar", adiantou o mesmo perito.&lt;br /&gt;A projecção deste futuro no presente dá-se através do actual equilíbrio entre consumo e fornecimento, cujos níveis - ligeiramente acima dos 80 milhões de barris por dia - estão praticamente sobrepostos. O resultado é que qualquer perturbação no consumo (aumentos pontuais conforme as épocas do ano) ou no fornecimento (fenómenos climatéricos, tensões políticas ou sociais, problemas tecnológicos) leva os preços a acelerar a sua inevitável trajectória ascendente.&lt;br /&gt;É por isso que o preço do barril negociado em Nova Iorque atingiu esta semana um novo recorde nos 89 dólares. O brent de Londres está um pouco abaixo nos 84 dólares. E esta é uma diferença substancial em relação ao "choque petrolífero" da década de 80: a transformação do petróleo num produto financeiro, susceptível de reagir a especulações e a razões pouco materiais.&lt;br /&gt;Recorde-se que em Abril de 1980 o petróleo chegou aos 101,70 dólares, o "verdadeiro" recorde, se tivermos em conta os valores ajustados à inflação. A média desse ano foi de 90,46 dólares, superior aos cerca de 67 dólares de 2007. Portanto, ainda não chegámos aos níveis que definiram o "choque petrolífero". Mas as circunstâncias também são diferentes. "Na altura, havia capacidade excedentária de produção para compensar a saída forçada do Irão devido a questões políticas. Agora não há", adiantou &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Por outro lado, o "choque" definiu-se por um disparo súbito dos preços. A actual subida tem sido gradual. E, na década de 80, o consumo ressentiu-se de imediato. Actualmente, o consumo tem vindo a adaptar-se lentamente (com a ajuda da "explosão" das energias alternativas).&lt;br /&gt;No entanto, apesar das diferenças, a dependência mundial é grande e a subida dos preços já se sente no bolso dos consumidores (ver textos na página ao lado). Para James Williams, da consultora WRTG Economics, "os efeitos já se sentem, em termos económicos, nos EUA e podem conduzir a uma recessão. Na Europa, o efeito é menor por causa da valorização do euro (ver gráfico)".&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o efeito na economia é importante, mas as consequências geopolíticas podem ser mais graves. "A Rússia e a China estão cada vez mais poderosas por causa do petróleo. E os EUA estão mais fracos e dependentes. Isso vai, a prazo, alterar o mundo como o conhecemos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário de Notícias&lt;br /&gt;Pedro Ferreira Esteves; Ana Suspiro&lt;br /&gt;19 Outubro 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5462824713682354112?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5462824713682354112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5462824713682354112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/05/novos-recordes-sao-um-choque-dn.html' title='Novos recordes são um choque? (DN, Especial, Crise Petróleo, 19.Out..2007)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-2322749225295398590</id><published>2009-05-20T14:12:00.005+01:00</published><updated>2009-05-20T14:30:27.943+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>"Petróleo vai andar a oscilar entre os 50 e os 80 dólares" (Jornal I, 20.Maio.2009, p. 13)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Analista de petróleo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço do petróleo atingiu, pela primeira vez desde Novembro de 2008, os 60 dólares por barril nos EUA. Qual vai ser a tendência num futuro próximo?&lt;br /&gt;"Pensando a curto prazo, num período de um ano, o preço irá oscilar entre os 50 e os 80 dólares por barril. Mas até serem retomadas novas explorações os valores devem andar bastante oscilantes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço do barril de petróleo pode chegar novamente aos cem dólares?&lt;br /&gt;"Se a situação não se estabilizar nos próximos anos, poderemos até chegar aos duzentos dólares."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não a breve prazo, então...&lt;br /&gt;"Não. Penso que os 60 dólares actuais se irão manter co mo valor mínimo durante algum tempo, mas o preço aumentará proximamente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode evitar que uma subida significativa venha a acontecer?&lt;br /&gt;"Se não houver um investimento maciço em novas capacidades de exploração, o preço do petróleo poderá subir imenso nos próximos meses. As taxas de esgotamento são altissimas. É importante que as novas explorações sejam retomadas para que o preço do barril possa diminuir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal I&lt;br /&gt;Secção P&amp;amp;R (Perguntas e Respostas), página 13&lt;br /&gt;M.C.&lt;br /&gt;20 de Maio de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-2322749225295398590?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2322749225295398590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2322749225295398590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/05/petroleo-vai-andar-oscilar-entre-os-50.html' title='&quot;Petróleo vai andar a oscilar entre os 50 e os 80 dólares&quot; (Jornal I, 20.Maio.2009, p. 13)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1137323754899467212</id><published>2009-05-05T14:40:00.006+01:00</published><updated>2009-05-07T14:54:37.084+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>OIL AS A DIPLOMATIC WEAPON (Master's degree dissertation)</title><content type='html'>OIL AS A DIPLOMATIC WEAPON: THE STRATEGIES AND POLITICS OF BREAKING DEPENDENCY ON ENERGY NEEDS BY MIDDLE LEVEL DEVELOPING COUNTRIES WITH TECHNOLOGICAL CAPACITY.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissertation submitted to the Faculty of Arts (International Relations Department), University of the Witwatersrand, Johannesburg, in fulfilment of the requirements for the degree of Master, on 6th day of November 1997.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;José Júlio Caleia-Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Student No. 9614130F&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Was admitted to the Degree of Master at a congregation of the University held on 2 June 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABSTRACT&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Faced with the potential threat of oil embargoes imposed by producer countries for political reasons, the consumer countries reacted by creating different alternatives which granted them some energy independence and security of supply by using alternative products and technologies available in their own countries.&lt;br /&gt;Can a middle level developing country break out of the cycle of dependency in the area of energy?&lt;br /&gt;This dissertation investigates the strategy developed and implemented by South Africa between 1973 and 1993, which invested heavily in the generation of fuel extracted from coal in order to rescue its country from crisis and support it through critical periods of history.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTENTS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;INTRODUCTION&lt;br /&gt;CHAPTER 1 : Economic Imperialism and Dependence&lt;br /&gt;1.1 - Economic Imperialism&lt;br /&gt;1.2 - The world resources management&lt;br /&gt;1.3 - Public interest&lt;br /&gt;1.4 - Political control exercised by major powers&lt;br /&gt;1.5 - Dependence theory&lt;br /&gt;1.6 - Development strategy based on self-reliance&lt;br /&gt;1.7 - Term of trade and GATT&lt;br /&gt;CHAPTER 2 : Economic Threats&lt;br /&gt;2.1 - Conflict over the globe's scarce resources&lt;br /&gt;2.2 - Sovereignty over natural resources&lt;br /&gt;2.3 - Collective Security System&lt;br /&gt;2.4 - OPEC and the Petro-Jihad&lt;br /&gt;CHAPTER 3 : Why Oil?&lt;br /&gt;3.1 - The increasing needs of energy sources&lt;br /&gt;3.2 - South Africa searching for petroleum&lt;br /&gt;3.3 - International searching for liquid fuels&lt;br /&gt;3.4 - The struggle for oil by great powers&lt;br /&gt;CHAPTER 4 : Balance-of-Power : From the "seven sisters” to OPEC&lt;br /&gt;4.1 - The oligopoly of the "seven sisters" cartel&lt;br /&gt;4.2 - Oil concessions governed by international or municipal law&lt;br /&gt;4.3 - The rise of OPEC&lt;br /&gt;4.4 - OPEC started using its oil weapon&lt;br /&gt;CHAPTER 5 : Oil as a diplomatic weapon&lt;br /&gt;5.1 - The new powerful factor&lt;br /&gt;5.2 - The oil revenues for political ends&lt;br /&gt;5.3 - The implementation and first use of the "oil weapon"&lt;br /&gt;5.4 - Economic consequences of the oil embargoes&lt;br /&gt;5.5 - Increasing dependence of the oil consumers&lt;br /&gt;CHAPTER 6 : Reaction to the embargoes imposed by oil producers:&lt;br /&gt;The South Africa's option: oil-from-coal (case study)&lt;br /&gt;6.1 - Oil embargoes imposed on South Africa&lt;br /&gt;6.2 - The South African coal availability&lt;br /&gt;6.3 - Technological background to produce fuel-from-coal&lt;br /&gt;6.4 - Financial resources&lt;br /&gt;6.5 - Political Will&lt;br /&gt;CONCLUSIONS&lt;br /&gt;LIST OF REFERENCE FIGURES&lt;br /&gt;REFERENCES&lt;br /&gt;BIBLIOGRAPHY&lt;br /&gt;REFERENCE FIGURES&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1137323754899467212?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1137323754899467212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1137323754899467212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/05/oil-as-diplomatic-weapon.html' title='OIL AS A DIPLOMATIC WEAPON (Master&apos;s degree dissertation)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-9043351912894946478</id><published>2009-05-03T00:58:00.003+01:00</published><updated>2009-05-03T01:03:21.202+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>"Reservas da Galp dão para abastecer Portugal por 21 anos" (TSF, 2.Maio.2009)</title><content type='html'>&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A jornalista Marina Alves Francisco falou com o presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, sobre a entrada em funcionamento do campo Tupi, na Bacia de Santos, uma das mais ricas reservas de petróleo do mundo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, especialista em petróleo, diz que é excessivo dizer que Portugal vai tornar-se auto-suficiente na área da energia com o negócio da Galp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O presidente executivo da Galp Energia afirmou, esta sexta-feira no Rio de Janeiro, que o início da exploração das gigantescas reservas de petróleo ao largo da Bacia de Santos correspondem a mais um passo para que Portugal consiga alcançar a auto-suficiência.&lt;br /&gt;O presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, que se deslocou ao Brasil para participar na cerimónia de início de exploração do campo Tupi, onde a Galp detém uma participação de 10 por cento num consórcio liderado pela brasileira Petrobras, juntamente com o BG Groupe, afirmou que os recursos da empresa portuguesa «já são suficiente para atingir o objectivo estratégico de produção de 150 mil barris por dia».&lt;br /&gt;Manuel Ferreira de Oliveira, sublinhou ainda que as actuais reservas de petróleo e gás da Galp, avaliadas em 2,1 mil milhões de barris, «significam que, se fosse possível utilizá-las todas simultaneamente» a empresa seria capaz de «abastecer todo o mercado nacional durante 21 anos».&lt;br /&gt;O presidente reforçou a sua convicção de que a actual administração da Galp «está claramente a construir uma empresa de petróleos de média dimensão» após a sua aposta no Brasil.&lt;br /&gt;Com o início da produção de petróleo no Tupi, a Galp vai investir 263 milhões de euros num poço que se estima que esteja a produzir em força no final de 2010, ao ritmo de 100 mil barris diários.&lt;br /&gt;Entretanto, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, especialista em petróleo, disse à TSF que é exagerado dizer que esta exploração da Galp no Brasil é meio caminho andado para que Portugal se torne auto-suficiente em petróleo.&lt;br /&gt;«Não posso relacionar directamente uma coisa com a outra. Um facto é uma empresa petrolífera que dispõe de recursos importantes e outro é que o país possa gozar dessas vantagens», afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSF&lt;br /&gt;2.Maio.2009&lt;br /&gt;10h22&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-9043351912894946478?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/9043351912894946478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/9043351912894946478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/05/reservas-da-galp-dao-para-abastecer.html' title='&quot;Reservas da Galp dão para abastecer Portugal por 21 anos&quot; (TSF, 2.Maio.2009)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4508825222360517377</id><published>2009-04-29T18:32:00.002+01:00</published><updated>2009-04-29T18:35:58.954+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>Evolução recente e prospectivas de evolução da questão energética internacional (J. Caleia Rodrigues, SaeR, 2008)</title><content type='html'>O período que decorreu entre meados de 2007 e de 2008 foi fértil em acontecimentos muito marcantes no sector energético, sobretudo no que se refere ao petróleo, na sua qualidade de matéria-prima estratégica e de produto financeiro.&lt;br /&gt;Desde as alterações introduzidas na composição da OPEP e na sua continuada redução da produção e entrega de produto ao mercado, até ao turbilhão por que passaram os preços do crude, a obrigar a uma profunda inflexão para outras fontes energéticas alternativas e ao entendimento que, investir massivamente em novas localizações de bacias petrolíferas, será inadiável.&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4508825222360517377?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4508825222360517377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4508825222360517377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/04/evolucao-recente-e-prospectivas-de.html' title='Evolução recente e prospectivas de evolução da questão energética internacional (J. Caleia Rodrigues, SaeR, 2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-865278391577520137</id><published>2009-04-28T23:16:00.002+01:00</published><updated>2009-04-28T23:21:28.002+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferência'/><title type='text'>O direito à energia e a escassez de recursos (Sociedade de Geografia de Lisboa, 28.Abril.2009)</title><content type='html'>Comecemos por evidenciar a dependência manifestada por numerosos países, na sua incessante busca de novas e mais seguras origens de bens energéticos, indispensáveis à manutenção do seu tecido socioeconómico.&lt;br /&gt;As populações reclamam o direito à energia!&lt;br /&gt;De forma mais equitativa e mais razoável.&lt;br /&gt;Após tanto tempo e tanto esforço consumidos, ainda não dispõem de instrumentos jurídicos que lhes outorguem esse direito.&lt;br /&gt;Constata-se, imediatamente, que, quer a Carta da Organização das Nações Unidas, quer a Declaração Universal dos Direitos Humanos são omissas quanto à reclamação desse direito.&lt;br /&gt;Como esteve, igualmente omisso, em anteriores tentativas de fundamentação de direitos humanos.&lt;br /&gt;Nas seguintes tentativas encontramos o projecto do Pacto dos Direitos Humanos, proposto pela Comissão, em Janeiro de 1955, em que já se afirmava que “O direito dos povos à auto-determinação também deve incluir permanente soberania sobre a sua riqueza e recursos naturais. Um povo não poderá, em nenhum caso, ser desprovido dos seus próprios meios de subsistência com base em direitos que possam ser reclamados por outros Estados.”&lt;br /&gt;Porém, esta proposta foi alterada, passando a conter os termos que, aparentemente, permitiram atingir os objectivos pretendidos:&lt;br /&gt;“Os povos podem, para os seus próprios fins, dispor livremente das suas riquezas e recursos naturais, sem prejuízo das obrigações que surjam da cooperação económica internacional baseada no princípio do mútuo benefício e no direito internacional. Um povo, não pode, em nenhum caso, ser desprovido dos seus próprios meios de subsistência”.&lt;br /&gt;Note-se que a definição de meios de subsistência continuou a não incluir a energia como meio de subsistência básico. Mas parece de relevante importância ver como foi evoluindo o direito à soberania sobre os recursos naturais e em que sentido se foi orientando.&lt;br /&gt;O princípio da soberania permanente sobre recursos naturais tem sido enunciado e reafirmado num conjunto de Resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face deste panorama e à luz do Direito Internacional Público, seremos obrigados a conjugar as diferentes fontes energéticas disponíveis, utilizá-las racionalmente e compaginar ambiente mais limpo com desenvolvimento económico.&lt;br /&gt;No equilíbrio das várias opções a tomar, residirá o bem-estar da civilização, tal como a conhecemos.&lt;br /&gt;© J. Caleia Rodrigues&lt;br /&gt;http://coisasdopetroleo.blogspot.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-865278391577520137?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/865278391577520137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/865278391577520137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/04/o-direito-energia-e-escassez-de.html' title='O direito à energia e a escassez de recursos (Sociedade de Geografia de Lisboa, 28.Abril.2009)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5702351229366291846</id><published>2009-02-12T14:32:00.003Z</published><updated>2009-02-13T11:39:43.609Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros publicados (sinopses)'/><title type='text'>CRISE (J. Caleia Rodrigues et al., bnomics: Lisboa. Fevereiro de 2009)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SZVbxzcgt3I/AAAAAAAAAC8/agdtZzveC_Y/s1600-h/Crise.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302245047480137586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SZVbxzcgt3I/AAAAAAAAAC8/agdtZzveC_Y/s400/Crise.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outubro de 1929. Em Wall Street, o maior mercado bolsista do Mundo, milhões de acções a preços de saldo não encontravam comprador. A bolsa de Nova Iorque caiu a pique, depois de vários meses de instabilidade que colocaram um ponto final na felicidade dos anos 20. Acções rasgadas nas ruas e empresários que se atiravam desesperados dos arranha-céus de Manhattan. O pânico instalou-se e contagiou o Mundo inteiro numa tremenda crise bancária. De 1929 a 1931 faliram perto de dois mil bancos! A recuperação só foi sentida por volta de 1940, mas o Dow Jones, até 1954, não voltou a alcançar os níveis anteriores à Grande Depressão de 1929.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1973 e 1975, foi o primeiro choque petrolífero. A OPEP recusou-se a vender petróleo aos países que apoiaram Israel durante a Guerra do Yom Kippur – EUA e aliados da Europa Ocidental – e os preços do crude dispararam. As economias entraram em crise e as empresas sofreram um doloroso racionamento de energia. O Sistema Monetário Internacional (SME) ficou um caos depois de Richard Nixon desligar o Dólar do padrão ouro. O elevado desemprego, o aumento da pobreza e a diminuição do consumo, fizeram regressar a sombra de 1929. Alguns disseram que as causas desta crise estavam na evolução do próprio sistema capitalista devido, entre outras coisas, aos avanços tecnológicos que provocavam grandes subidas no desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados cinco anos, em 1980, o petróleo voltou a afectar os países desenvolvidos. A guerra Irão-Iraque resultou num congelamento imediato das exportações de crude iraniano e na subida descontrolada dos preços. Neste caso, as medidas paliativas não se fizeram esperar e as grandes potências tiveram de recorrer, mais uma vez, a restrições ao consumo. A Arábia Saudita, o aliado dos EUA e das economias ocidentais, aumentou a produção e acalmou os mercados. Pouco depois, o reanimar das exportações do Irão voltou a fazer baixar os preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1997 os chamados “Tigres Asiáticos” sofreram a pior crise da sua história. A excessiva ambição de muitos investidores, que pensavam ter encontrado naquela zona do planeta uma verdadeira mina de ouro e a especulação contribuíram para uma enorme desvalorização das moedas. O pio momento chegou quando explodiu a bolha japonesa. O valor dos activos caiu a pique, deixando desorientados os mercados financeiros internacionais. Foi com a intervenção do FMI que os mercados asiáticos acabaram por recuperar o ritmo de crescimento anterior à crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de 2000, o rápido desenvolvimento da Internet e das suas novas empresas, provocou um aumento disparatado do investimento nesta área, o que resultou numa insustentável valorização das acções “tecnológicas” criando uma gigantesca bolha especulativa. Os anunciados lucros – milagrosos! - nunca chegaram e os investidores começaram a debandar das empresas em que tinham acreditado. A bolha estoirou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, estamos outra vez em apuros! A actual crise económica e financeira – a Grande Depressão de 2008 – começou também nos EUA e contagiou todo o planeta.&lt;br /&gt;Neste livro, em que colaboram algumas das mais importantes figuras portuguesas da vida universitária, económica, empresarial e social, tentamos fazer uma primeira leitura do Mundo instável e perturbador que nos rodeia.&lt;br /&gt;O cenário económico e financeiro internacional e o impacto em Portugal, dominam as atenções dos 43 participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos tentar explicar como tudo começou, a prtir do vírus financeiro que destroçou os EUA, contagiou o Mundo inteiro e alastrou à economia real. São ainda feitas abordagens a áreas estratégicas como a Energia, o Petróleo, o Imobiliário, os Produtos Alimentares e, ainda, a liderança de pessoas e organizações em tempo de crise. E vamos ainda ao Brasil perceber como uma economia emergente está a acomodar a “besta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horácio Piriquito&lt;br /&gt;Lisboa, Fevereiro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Índice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução: Horácio Piriquito&lt;br /&gt;António Miguel Gonçalves: De quem é a culpa&lt;br /&gt;Diogo Vaz Guedes: A crise: lições e oportunidades&lt;br /&gt;Francisco Murteira nabo: A crise e a transição para a sociedade do conhecimento&lt;br /&gt;João Ferreira do Amaral: Questões simples sobre uma situação difícil&lt;br /&gt;Vítor Bento: Uma crise económica ou mais que isso?&lt;br /&gt;J. M. Brandão de Brito: Capitalismo. As crises e a crise&lt;br /&gt;António Mendonça: A natureza da crise económica actual&lt;br /&gt;António Neto da Silva: Crise? Não! Movimento Telúrico, sim&lt;br /&gt;Paulo Soares de Pinho: A Regulação e as Crises Financeiras&lt;br /&gt;Manuel Alves Monteiro: Uma economia mais saudável exige uma corporate governance mais consciente&lt;br /&gt;Paulo Mendes Pinto: Capitalismo sem capital&lt;br /&gt;José Penedos: Crises de 1929 a 2008&lt;br /&gt;Luís Guimarães: Do subprime à recessão&lt;br /&gt;Rui Leão Martinho: A crise, as medidas e a retoma&lt;br /&gt;João Ermida: Valores precisam-se&lt;br /&gt;Fernando Faria de Oliveira: Agir com determinação&lt;br /&gt;António Nogueira Leite: As crises em que vivemos&lt;br /&gt;Daniel Bessa: 2007/?: Uma crise diferente do “Programado”&lt;br /&gt;João Duque: A “Minha” Crise&lt;br /&gt;Fernando Santo: As origens da crise da economia virtual&lt;br /&gt;Luís Todo Bom: Uma agenda positiva para Portugal&lt;br /&gt;Luís Mira Amaral: A crise financeira e o caso português&lt;br /&gt;José Carlos Tavares Moreira: “Money for nothing” – será suficiente para estimular as economias?&lt;br /&gt;Vitor Gonçalves: Contrariar a crise&lt;br /&gt;António Câmara: A Saída da Crise&lt;br /&gt;António Gomes Mota: Revalorizar a Economia Real&lt;br /&gt;Nuno Fernandes Thomaz: As duas crises&lt;br /&gt;Luís Valadares Tavares: Portugal, 1997-2007: A década do atraso em relação à EU&lt;br /&gt;Rui Semedo: E depois da crise, o quê?&lt;br /&gt;José Tribolet: O Papel da Engenharia no Desenho, Operação e Controlo Dinâmico do Sistema Financeiro Mundial&lt;br /&gt;Joaquim Borges Gouveia: Inovar para crescer – um imperativo para as empresas e universidades&lt;br /&gt;José Manuel Moreira: Uma crise de respostas ou de verdadeiras perguntas?&lt;br /&gt;Isabel Jonet: Regressar à essência&lt;br /&gt;Fernando de La Vieter Nobre: Impacto social da crise económica e financeira&lt;br /&gt;Manuel Carvalho da Silva: A Crise: analisar as causas, formular e exigir reformas e rupturas&lt;br /&gt;João Proença: Vencer a Crise. Construir o Futuro com Emprego e Solidariedade&lt;br /&gt;Luís Braga da Cruz: Uma leitura pelo lado da energia e dos processos de liberalização dos mercados&lt;br /&gt;José Caleia Rodrigues: Petróleo: Mais longe, Mais fundo e Mais caro&lt;br /&gt;Arlindo Cunha: Mercados Agroalimentares, novos horizontes para a agricultura&lt;br /&gt;Pedro Seabra: Dinheiro, Inquilinos e Prédios&lt;br /&gt;Luís Palha: Simplicidade, estabilidade e previsibilidade&lt;br /&gt;António Pita de Abreu: O Brasil na Crise Financeira Global&lt;br /&gt;Jorge Araújo: Liderança em contexto de crise&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5702351229366291846?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5702351229366291846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5702351229366291846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/02/crise-j-caleia-rodrigues-et-al-bnomics.html' title='CRISE (J. Caleia Rodrigues et al., bnomics: Lisboa. Fevereiro de 2009)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SZVbxzcgt3I/AAAAAAAAAC8/agdtZzveC_Y/s72-c/Crise.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7334813213817963536</id><published>2009-01-29T17:31:00.002Z</published><updated>2009-01-29T17:34:16.235Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferência'/><title type='text'>O actual contexto geopolítico e o seu impacto nas commodities energéticas (Expo Energia, 25.Nov.2008)</title><content type='html'>No segundo painel da manhã da Expo Energia, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões petrolíferas, referiu que a crise energética «é fonte de instabilidade interna e de insegurança», acrescentando que «os Estados têm a obrigação de garantir o direito de acesso à energia antes que a carência gere conflitos armados».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, disse &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, é necessário alterar os actuais padrões de produção e consumo energético nos países desenvolvidos, que «não poderão continuar por muito mais tempo». O especialista vincou que «a imitação destes padrões por parte dos países em desenvolvimento irá causar irreparáveis danos».   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambiente online&lt;br /&gt;Paula Malheiro&lt;br /&gt;2008-11-25&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7334813213817963536?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7334813213817963536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7334813213817963536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2009/01/o-actual-contexto-geopolitico-e-o-seu.html' title='O actual contexto geopolítico e o seu impacto nas commodities energéticas (Expo Energia, 25.Nov.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-598660134130810723</id><published>2008-12-31T17:29:00.002Z</published><updated>2008-12-31T17:34:57.591Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Preço do crude continuará a descer, mas 2009 terminará com subidas, prevê especialista (TSF, Rádio Notícias - 31.Dez.2008 - 12:43)</title><content type='html'>&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;José Caleia Rodrigues, especialista em geopolítica do petróleo, prevê novas subidas nos preços do crude no final de 2009&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;Caleia Rodrigues faz uma análise do ano de 2008 nos mercados petrolíferos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Caleia Rodrigues, especialista em geopolítica do petróleo, disse, esta quarta-feira, à TSF acreditar que a tendência de redução do preço do petróleo continue nos próximos tempos, apesar de prever que 2009 termine com novas subidas nos valores do crude.&lt;br /&gt;«Não se está a ver o fim desta crise, logo podemos esperar que ainda haja alguma redução» no preço do petróleo, disse José Caleia Rodrigues, numa altura em que o custo do crude nos mercados norte-americanos terminou o ano com um perda de 60 por cento em relação ao máximo de 147 dólares atingido em Julho.&lt;br /&gt;No entanto, «a médio prazo vamos ter grandes dificuldades» no acesso ao crude, inclusive devido à «carência no mercado», já que o petróleo «não se gera, só se extrai», alertou o especialista, chamando a atenção para a falta de investimentos na procura de petróleo.&lt;br /&gt;Neste sentido, Caleia Rodrigues prevê «dificuldades no mercado geradas pela oferta e procura» a médio prazo.&lt;br /&gt;José Caleia Rodrigues considerou ainda que 2008 foi um ano único na história do mercado petrolífero, como os preços «sempre a subir» durante o primeiro semestre e praticamente «sempre a descer» nos últimos seis meses.&lt;br /&gt;Na análise do especialista em geopolítica do petróleo, tudo se explica com o facto de o crude ter deixado de ser uma «simples matéria-prima», passando a ser um «produto financeiro» que não está imune às vontades dos grandes investidores.&lt;br /&gt;«A redução do preço não se ficou a dever a boas razões, como o aumento da produção ou da eficiência energética, mas antes a causas financeiras e à redução da procura, decorrente da redução da actividade económica», acrescentou.&lt;br /&gt;Entretanto, ao final da manhã desta quarta-feira, o barril de petróleo estava a ser transaccionado a 37,20 dólares no mercado norte-americano e a 38,44 dólares no mercado londrino, que serve de referência para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSF, Rádio Notícias&lt;br /&gt;31.Dez.2008 - 12:43&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-598660134130810723?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/598660134130810723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/598660134130810723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/12/preo-do-crude-continuar-descer-mas-2009.html' title='Preço do crude continuará a descer, mas 2009 terminará com subidas, prevê especialista (TSF, Rádio Notícias - 31.Dez.2008 - 12:43)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4608711388560228915</id><published>2008-12-17T15:02:00.000Z</published><updated>2008-12-17T15:04:17.441Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>OPEP anuncia hoje cortes na produção (Rádio Renascença, 17.Dez.2008)</title><content type='html'>O preço do barril de petróleo está a subir, antecipando um corte drástico na produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) deve anunciar hoje uma redução que pode chegar aos dois milhões de barris por dia, a maior em quase duas décadas.Trata-se de uma manobra para ajustar a oferta à procura, mas também para pressionar a subida dos preços, que têm estado pouco acima dos 40 dólares.&lt;br /&gt;O grupo dos doze países que controla mais de um terço de toda a produção mundial vai tomar a decisão numa reunião extraordinária que vai decorrer na Argélia, e na qual Angola vai assumir a presidência rotativa da organização.&lt;br /&gt;Na opinião de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões petrolíferas, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;apesar de mais este corte na produção, o preço do petróleo não deverá subir de forma acentuada no breve prazo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, por causa da crise económica mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Renascença&lt;br /&gt;17-12-2008 11:39&lt;br /&gt;AC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4608711388560228915?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4608711388560228915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4608711388560228915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/12/opep-anuncia-hoje-cortes-na-produo-rdio.html' title='OPEP anuncia hoje cortes na produção (Rádio Renascença, 17.Dez.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-2278939912978792634</id><published>2008-12-14T01:02:00.001Z</published><updated>2008-12-14T01:05:40.436Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferência'/><title type='text'>Expo Energia: O actual contexto geopolítico e o seu impacto nas commodities energéticas (Água &amp; Ambiente, 25.Novembro.2008)</title><content type='html'>No segundo painel da manhã da Expo Energia, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões petrolíferas, referiu que a crise energética «é fonte de instabilidade interna e de insegurança», acrescentando que «os Estados têm a obrigação de garantir o direito de acesso à energia antes que a carência gere conflitos armados».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, disse &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, é necessário alterar os actuais padrões de produção e consumo energético nos países desenvolvidos, que «não poderão continuar por muito mais tempo». O especialista vincou que «a imitação destes padrões por parte dos países em desenvolvimento irá causar irreparáveis danos».   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambiente online&lt;br /&gt;Paula Malheiro&lt;br /&gt;2008-11-25&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-2278939912978792634?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2278939912978792634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2278939912978792634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/12/expo-energia-o-actual-contexto.html' title='Expo Energia: O actual contexto geopolítico e o seu impacto nas commodities energéticas (Água &amp; Ambiente, 25.Novembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-8561125732401825623</id><published>2008-12-10T21:38:00.001Z</published><updated>2008-12-10T21:40:15.178Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>José Caleia Rodrigues em entrevista (Jornal de Negócios on line, 10.Dezembro.2008)</title><content type='html'>"Se não houver investimento em novas capacidades, petróleo terá preços exorbitantes"&lt;br /&gt;José Caleia Rodrigues é especialista em questões petrolíferas e já publicou vários livros sobre o tema. Em entrevista telefónica ao Negócios, salienta que as actuais cotações do petróleo congelaram o investimento em novas capacidades de produção, o que levará a uma escassez no mercado e à consequente subida dos preços para níveis exorbitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Caleia Rodrigues é especialista em questões petrolíferas e já publicou vários livros sobre este tema, que acompanha também no seu &lt;a href="http://coisasdopetroleo.blogspot.com/" target="_blank"&gt;blog&lt;/a&gt;. Em entrevista telefónica ao Negócios, salienta que as actuais cotações do petróleo congelaram o investimento em novas capacidades de produção, o que levará a uma escassez no mercado e à consequente subida dos preços para níveis exorbitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que está o petróleo tão barato?&lt;br /&gt;Os preços do petróleo estão a descer pelas más razões: uma diminuição da procura, em consequência da redução da actividade económica. As boas razões seriam que a procura diminuísse por vontade dos consumidores ou pelo aumento da eficiência energética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que pode acontecer, com os actuais preços?&lt;br /&gt;Este abanão no sector petrolífero é grave, já que paralisou todo o investimento. Há quatro anos que os grandes extractores mundiais vêm a reduzir a entrega de petróleo ao mercado. Isso é grave. Um dos grandes produtores clássicos, a Arábia Saudita, tem o maior poço de petróleo do mundo agora com taxas de esgotamento enormes. Há um programa de investimento para lançar 300 novos poços numa bacia mais pequena, mas está suspenso, à espera de oportunidade para ser relançado. A Arábia Saudita não tem hoje capacidade de aumentar nem de manter a sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nível de preços seria desejável? A OPEP fala em 70-80 dólares...&lt;br /&gt;O nível entre os 60 e os 70 dólares é o mínimo para que um projecto de exploração seja rentável. Ou seja, será preciso que o crude volte a esses níveis para se relançar o investimento, congelado já há muito tempo. E, mesmo assim, nada garante que um gestor considere encorajador incentivar accionistas a investirem em projectos de exploração petrolífera se os preços estiverem entre os 60 e os 70 dólares, já que se trata de uma área muito arriscada. É que quem investe, sabe que demorará 10 a 12 anos até que uma nova exploração atinja a velocidade de cruzeiro e nunca se sabe a que preço vai poder vender, nem que quantidade exacta de bom produto é que vai obter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não houver investimento no futuro próximo?&lt;br /&gt;Aos preços actuais, o investimento parou. E é de salientar que a década de 90 já tinha congelado o investimento, pois foi um período que esteve a rentabilizar o investimento que tinha sido feito. Depois, esse investimento recuperou um pouco em 2000, mas voltou a cair. Por isso, há muito tempo que não há investimento. E se as coisas se mantiverem neste pé, irá haver uma forte escassez de petróleo no mercado e a que os preços atinjam níveis exorbitantes. O que levará a dois cenários: quem puder pagar, pagará a qualquer preço; quem não puder pagar, terá graves situações sociais e de segurança interna.&lt;br /&gt;Isto é um drama. O produto vai escassear. Está previsto que entre 2010 e 2012 haja uma escassez do produto no mercado se não houver novas descobertas e investimento. A Agência Internacional da Energia diz que é preciso investir 150 mil milhões de dólares por ano em novas explorações.&lt;br /&gt;Quando o “pipeline” russo para a China estiver a funcionar, no Outono de 2009, a coisa ainda vai ficar mais feia. Nessa altura, irá ser canalizado mais um milhão de barris por dia para a China. Alguém vai ter que pagar. Alguém vai ter menos petróleo. Se a China vai ter mais um milhão de barris, alguém terá que ter menos esse milhão e será alguém que não o possa pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao desenvolvimento de energias renováveis?&lt;br /&gt;As energias alternativas não resolvem o problema, não põem o mundo a funcionar. Só o que puder ser movido a electricidade é que vai beneficiar delas.&lt;br /&gt;Será nos transportes de longo curso que vai haver um maior consumo de combustíveis fósseis. Os barcos não vão andar todos a energia nuclear e os aviões não vão andar como a passarola de Bartolomeu de Gusmão. A energia eléctrica, por exemplo, é viável para os transportes de vaivém diário entre as cidades e as periferias. Mas não para os transportes de longo curso e estes são indispensáveis para manter a globalização. Vão ser precisos mais combustíveis fósseis, a menos que se acabem os transportes internacionais e as trocas comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Negócios on line&lt;br /&gt;10.Dezembro.2008&lt;br /&gt;Carla Pedro&lt;br /&gt;cpedro@mediafin.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-8561125732401825623?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8561125732401825623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8561125732401825623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/12/jos-caleia-rodrigues-em-entrevista.html' title='José Caleia Rodrigues em entrevista (Jornal de Negócios on line, 10.Dezembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5418635168302777193</id><published>2008-12-10T01:27:00.003Z</published><updated>2008-12-10T01:35:04.491Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Por que está a cair o preço do petróleo? (Jornal de Negócios, 10.Dez.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Até quando vai a crise anular a alta dos preços do petróleo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A recessão eclipsou quatro anos de subida do petróleo. Ao mesmo tempo, o mundo vira-se para energias alternativas. Mas a dependência da matéria-prima está longe do fim. E o preço baixo pode ser efémero e ter efeitos perversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mudança verde de Obama não afasta cenário sombrio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O plano de investimento em infra-estruturas avançado esta semana por Barack Obama para reanimar a economia americana fez disparar o preço do petróleo e o valor em bolsa das petrolíferas. Mas a agenda de mudança do Presidente eleito dos EUA é outra. A aposta vai para a diminuição da dependência daquela matéria-prima, substituindo-a pelas energias renováveis. Mas é improvável que este esforço pelo maior consumidor de crude do mundo seja capaz de impedir o regresso do preço a níveis recorde.&lt;br /&gt;Aos primeiros sinais de contaminação da crise financeira à economia mundial, a cotação do petróleo inverteu a tendência. Quando a palavra recessão passou a lugar comum no discurso de economistas e responsáveis políticos, a matéria-prima já perdera metade do seu valor. Hoje, mais de 100 dólares separam o preço actual do recorde registado em Julho, com os especuladores a desertarem e o mercado a ajustar à diminuição da procura.&lt;br /&gt;Pela primeira vez desde o início dos anos 80 do século passado, ou seja, desde o último grande choque petrolífero, o consumo mundial de petróleo pode recuar em dois anos consecutivos. Num relatório ontem divulgado, o departamento norte-americano de Energia estimou uma quebra de 50 mil barris po dia em 2008 e de 450 mil em 2009 na procura global de petróleo. Em Novembro, a mesma fonte previu que só nos Estados Unidos a procura do “ouro negro” cairá 1,3% no próximo ano, depois de uma quebra estimada de 5,4% no final deste.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"Os preços do petróleo estão a descer pelas más razões: uma diminuição da procura, em consequência da redução da actividade económica. As boas razões seriam que a procura diminuísse por vontade dos consumidores ou pelo aumento da eficiência energética",&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; considera &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, especialista e autor de vários livros sobre o petróleo.&lt;br /&gt;É esse o rumo que o mundo agora procura. Obama fez das energias renováveis uma das bandeiras da campanha à Casa Branca. Prometeu libertar a nação da dependência dos combustíveis fósseis através da promoção de fontes alternativas, gastar 15 mil milhões de dólares em tecnologias limpas e criar cinco milhões de "empregos verdes" na próxima década. O futuro Presidente quer também assegurar que no final do seu primeiro mandato, 10% da electricidade consumida nos EUA venha de fontes renováveis como a eólica, solar e geotérmica, e colocar em circulação até 2015 um milhão de carros eléctricos, de preferência fabricados nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Apesar de não ter divulgado ainda pormenores do plano de estímulo económico em preparação para aprovar logo quer tome posse a 20 de Janeiro do próximo ano, Obama confirmou segunda-feira que este pacote incluirá a política energética. O plano global de estímulo pode ascender a 700 mil milhões de dólares, incluirá o maior investimento público em infra-estruturas desde os anos 50 e, segundo estimaram defensores das tecnologias limpas ao “Wall Street Journal”, a componente “verde” pode representar 50 mil milhões ou ascender a 10% do plano global.&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, é duvidoso que as energias renováveis sejam a solução. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"As energias alternativas não resolvem o problema, não põem o mundo a funcionar"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"A energia eléctrica, por exemplo, é viável para os transportes de vaivém diário entre as cidades e as periferias. Mas não para os transportes de longo curso e estes são indispensáveis para manter a globalização. Vão ser precisos mais combustíveis fósseis, a menos que se acabem os transportes internacionais e as trocas comerciais"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, advertiu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A manter-se a dependência dos combustíveis fósseis, o preço actual do petróleo representa um risco elevado. "Esta situação é grave porque paralisa todo o investimento",&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; afirma o especialista. Só com preços entre 60 e 70 dólares, os gestores podem considerar proporem aos accionistas a aposta em projectos de exploração petrolífera.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Se as coisas se mantiverem neste pé, "irá haver uma forte escassez de petróleo no mercado e os preços atingirão níveis exorbitantes", &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;considera &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Caleia Rodrigues.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que levará a dois cenários:&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; "quem puder pagar, pagará a qualquer preço; quem não puder pagar, terá graves situações sociais e de segurança interna",&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;salienta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;“Isto é um drama. Está previsto que entre 2010 e 2012 haja uma escassez do produto no mercado se não houver novas descobertas e investimentos. A Agência Internacional de Energia diz que é preciso investir 150 mil milhões de dólares por ano em novas explorações”,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;acrescenta o especialista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Uma vez que ressurja a dinâmica da procura anterior à crise, descobriremos até onde podem subir os preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Negócios&lt;br /&gt;10.Dezembro.2008&lt;br /&gt;Carla Pedro&lt;br /&gt;António Larguesa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5418635168302777193?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5418635168302777193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5418635168302777193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/12/por-que-est-cair-o-preo-do-petrleo.html' title='Por que está a cair o preço do petróleo? (Jornal de Negócios, 10.Dez.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3900720628214768637</id><published>2008-12-02T09:34:00.001Z</published><updated>2008-12-02T09:36:12.926Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>Petróleo e energias alternativas (J. Caleia Rodrigues, SaeR, Novembro.2007)</title><content type='html'>&lt;em&gt;O aumento do consumo de energia e as ameaças à segurança ambiental estão intimamente ligados às pressões que as populações exercem nos recursos de suporte da vida do planeta.&lt;br /&gt;Encontramo-nos perante uma consequência da desenfreada intensificação e da promoção massificada do consumo do petróleo, seguidas por um período em que o investimento não acompanhou a taxa de crescimento da procura, de tal modo que pode vir a comprometer o desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;Em face deste panorama, seremos obrigados a conjugar as várias fontes energéticas alternativas disponíveis, utilizá-las racionalmente e compaginar ambiente mais limpo com desenvolvimento económico.&lt;br /&gt;No equilíbrio das várias opções a tomar, residirá a continuidade do bem-estar da civilização, tal como a conhecemos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3900720628214768637?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3900720628214768637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3900720628214768637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/12/petrleo-e-energias-alternativas-j.html' title='Petróleo e energias alternativas (J. Caleia Rodrigues, SaeR, Novembro.2007)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1707082725238813489</id><published>2008-11-25T19:19:00.004Z</published><updated>2008-11-25T19:24:28.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferência'/><title type='text'>3ª Expoconferência Nacional da Energia: "Contexto geopolítico e dependência energética" (José Caleia Rodrigues, Oeiras, 25.Novembro.2008)</title><content type='html'>Comecemos por admitir que a energia assumiu uma posição dominante na extensa agenda política económica, demasiado rapidamente para que permitissem ser encontradas vias de estabilização. Apresenta-se, nas suas várias formas, como símbolo de desenvolvimento económico e, ainda mais, de riqueza e prosperidade. Consequentemente, o acesso e o controlo dos recursos energéticos constituem uma preocupação central dos governantes e de todos aqueles que se encontram envolvidos em processos de produção industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disponibilidades são abundantes, mas apresentam-se desigualmente distribuídas entre países e povos, mesmo dentro das suas próprias fronteiras políticas, raramente coincidentes com fronteiras naturais.&lt;br /&gt;Os actuais padrões de produção e de distribuição vigentes nos países ditos industrializados, muito provavelmente não poderão continuar a ser mantidos por muito mais tempo e a tendência para a imitação por parte dos outros irá causar irreparáveis danos ecológicos.&lt;br /&gt;A incessante procura de mais recursos energéticos pelos grandes consumidores provocaram profundas alterações que forçaram a economia industrial mundial a depender ainda mais das limitadas fontes de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. Caleia Rodrigues&lt;br /&gt;Oeiras, Tagus Park&lt;br /&gt;25.Novembro.2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1707082725238813489?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1707082725238813489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1707082725238813489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/11/3-expoconferncia-nacional-da-energia.html' title='3ª Expoconferência Nacional da Energia: &quot;Contexto geopolítico e dependência energética&quot; (José Caleia Rodrigues, Oeiras, 25.Novembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4362216209550231809</id><published>2008-11-13T09:39:00.001Z</published><updated>2008-11-13T09:42:41.684Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Petróleo abaixo de 80 dólares ameaça as novas reservas (Diário Económico, 13.Novembro.2008)</title><content type='html'>Preços caíram para valores não atractivos para investidores. Procura energética diminuirá em 2009.&lt;br /&gt;A Agência Internacional de Energia (AIE) vai, novamente, rever em baixa a procura de petróleo para o próximo ano, numa altura em que o preço do ouro negro está em queda livre e, segundo o director da agência, ameaça futuros investimentos na exploração de reservas petrolíferas.&lt;br /&gt;No World Energy Outlook, publicado ontem, a AIE dá conta que os preços do petróleo “caíram demasiado” e que é necessário um preço de 80 dólares por barril, para estimular o investimento empresarial na exploração de novas reservas.&lt;br /&gt;Isto no mesmo dia em que o petróleo negociou abaixo dos 58 dólares por barril, um preço que os eventuais investidores acreditam ser pouco compensatório em relação aos custos de exploração das reservas de crude.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Abaixo dos 80 dólares não há hipótese de investir porque um barril custa 25 a 30 dólares só na parte do projecto de exploração”, explica José Caleia Rodrigues, especialista em energia, que lembra os custos de extracção no fundo do oceano Ártico, nas areias betuminosas. “Sem investimento, o nível de produção actual só está garantido até 2012”, acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;As notícias que deram conta da possibilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cortar a produção da matéria-prima em mais de um milhão de barris por dia não conseguiram estancar a descida nos preços. Os receios de uma recessão económica mundial continuam a empurrar as previsões da procura energética em 2009.&lt;br /&gt;O director da AIE, Nobuo Tanaka, considera, por isso, que existe “o risco de as reservas não serem exploradas com a velocidade necessária para responder ao crescimento da procura global nos próximos anos”. A AIE acrescentou, ainda, que vai ser necessária uma “capacidade de produção adicional em cerca de 30 milhões de barris por dia” em 2015.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Procura vai continuar a cair&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A agência já reviu em baixa, por sete vezes, as previsões da procura energética global em 2008. E, segundo Gareth Davies, analista do Dresdner  Kleinwort Group e antigo funcionário da agência, “a AIE vai, provavelmente, rever novamente em baixa os seus números da procura”.&lt;br /&gt;Quatro antigos analistas da AIE afirmam que a agência vai cortar as suas previsões em cerca de 700 mil barris por dia. Números que poderão ser agravados em 2009, segundo Ian Taylor. O director executivo do Vitol Group acredita que, no próximo ano, “o consumo de crude pode diminuir em cerca de 1 milhão de barris por dia”.&lt;br /&gt;A crise mundial explica parte da quebra na procura energética mas, para David Knapp, não explica a totalidade do problema. Para o  antigo director de mercados da AIE, e actual membro do Energy Intelligence Group, a agência tem sido “demasiado optimista em relação à procura nos últimos anos”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço do barril no mínimo de 20 meses&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O preço do barril de crude caiu para o valor mais baixo dos últimos 20 meses (56,89 dólares), devido à especulação de que a Agência Internacional da Energia vai rever em baixa a sua previsão para a procura mundial de petróleo em 2009. O brent – que serve de referência para a economia portuguesa – também registou uma quebra, para os 53,29 dólares por barril. “É difícil ver o que irá parar esta descida do preço”, afirmou Tom Bentz, analista senior de energia no BNP Paribas, em Nova Iorque. “É mais do mesmo. O mercado está a mover-se de acordo com as preocupações sobre a economia mundial”, acrescentou. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que anunciou um corte de 1,5 milhões de barris por dia no fornecimento para tentar estancar os preços, poderá reunir outra vez antes do encontro previsto em Dezembro, indicou o ministro líbio do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Internacional de Energia 2008-11-13 00:05&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;13.Nov.2008&lt;br /&gt;Luís Reis Pires&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4362216209550231809?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4362216209550231809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4362216209550231809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/11/petrleo-abaixo-de-80-dlares-ameaa-as.html' title='Petróleo abaixo de 80 dólares ameaça as novas reservas (Diário Económico, 13.Novembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-2396926346656919015</id><published>2008-11-06T15:12:00.000Z</published><updated>2008-11-06T15:13:26.442Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SRMJiPC-5qI/AAAAAAAAACE/z63OFQsqbpw/s1600-h/Ciclo+de+confer%C3%AAncias.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265562873085486754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SRMJiPC-5qI/AAAAAAAAACE/z63OFQsqbpw/s400/Ciclo+de+confer%C3%AAncias.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SRMJakEq42I/AAAAAAAAAB8/QRJ95OU7hPo/s1600-h/Ciclo+de+confer%C3%AAncias.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-2396926346656919015?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2396926346656919015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2396926346656919015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title=''/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SRMJiPC-5qI/AAAAAAAAACE/z63OFQsqbpw/s72-c/Ciclo+de+confer%C3%AAncias.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7659498988110102198</id><published>2008-11-05T11:37:00.002Z</published><updated>2008-11-05T11:41:22.296Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>O Sector energético e o petróleo - Passado recente e prospectivas (SaeR, Dezembro.2008)</title><content type='html'>Destaque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Evolução recente e prospectivas de evolução da questão energética internacional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O período que decorreu entre meados de 2007 e de 2008 foi fértil em acontecimentos muito marcantes no sector energético, sobretudo no que se refere ao petróleo, na sua qualidade de matéria-prima estratégica.&lt;br /&gt;Desde as alterações introduzidas na composição da OPEP até ao turbilhão por que passaram os preços do crude, a obrigar a uma profunda inflexão para outras fontes energéticas alternativas e ao entendimento que, investir massivamente em novas localizações de bacias petrolíferas, será inadiável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7659498988110102198?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7659498988110102198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7659498988110102198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/11/o-sector-energtico-e-o-petrleo-passado.html' title='O Sector energético e o petróleo - Passado recente e prospectivas (SaeR, Dezembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5733865721959534603</id><published>2008-11-04T14:31:00.001Z</published><updated>2008-11-04T14:33:48.387Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Preço do petróleo no valor mais baixo desde Fevereiro 2007 (TSF, 4.Novembro.2008)</title><content type='html'>Há 20 meses que o petróleo não estava tão barato. Em Londres, no mercado de referência para a economia portuguesa, o barril está a ser vendido, esta manhã, a 58,88 dólares.&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:SendNews("&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;José Caleia Rodrigues, especialista em geopolítica do petróleo, refere os factores de abrandamento da procura do petróleo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos um dólar e meio do que o valor com que tinha encerrado ontem, um dia em que o valor do petróleo tinha já registado quedas acentuadas.&lt;br /&gt;O preço do crude não estava num preço tão baixo desde Fevereiro de 2007.&lt;br /&gt;Os analistas vão explicando esta descida com o abrandamento da economia. A diminuição da procura de petróleo tem feito baixar o preço que, no Verão, chegou perto dos 150 dólares por barril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em geopolítica do petróleo, associa a redução da procura ao abrandamento da economia, mas também ao facto de  «o investimento no sector petrolífero não ser tão atractivo, como era há um tempo, e o risco de investir continua a ser elevado e de grande responsabilidade».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSF&lt;br /&gt;4.Nov.2008 (10h19)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5733865721959534603?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5733865721959534603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5733865721959534603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/11/preo-do-petrleo-no-valor-mais-baixo.html' title='Preço do petróleo no valor mais baixo desde Fevereiro 2007 (TSF, 4.Novembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7827858674100319832</id><published>2008-10-17T02:33:00.001+01:00</published><updated>2008-10-17T02:35:48.465+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Preço do petróleo abaixo dos 70 dólares (Rádio Clube Português, 16.Outubro.2008)</title><content type='html'>O barril do petróleo negociou, hoje abaixo, dos 70 dólares, o preço mais baixo do brent desde Maio do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista em petróleo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; lembra que, quase todos os anos, há reduções sazonais no Verão, mas não desta dimensão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; diz que o mercado está convencido de que os países vão comprar menos petróleo, por causa da crise, o que pode não ser verdade.&lt;br /&gt;O especialista admite que, nos próximos tempos, o preço possa continuar a descer, mas lembra que a tendência conjuntural é de subida. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; não acredita que a capacidade seja suficiente para alimentar países como a China e a Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Clube Português&lt;br /&gt;Economia - 16-10-2008  - 20h00&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7827858674100319832?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7827858674100319832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7827858674100319832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/10/preo-do-petrleo-abaixo-dos-70-dlares.html' title='Preço do petróleo abaixo dos 70 dólares (Rádio Clube Português, 16.Outubro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6257959264688150440</id><published>2008-10-03T10:36:00.002+01:00</published><updated>2008-10-03T10:40:05.144+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Galp ganha no Tupi com política à Robin dos Bosques (Jornal de Negócios, 10.Julho.2008)</title><content type='html'>O presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva quer mudar as regras das concessões petrolíferas, incluindo a do Tupi, na qual a Galp detém 10%, para que uma fatia maior dos lucros de exploração desta bacia fiquem nas mãos do Estado. No entanto, ao contrário do que sucede normalmente nestas situações, as mudanças poderão resultar num ‘jackpot’ para a Galp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva quer mudar as regras das concessões petrolíferas, incluindo a do Tupi, na qual a Galp detém 10%, para que uma fatia maior dos lucros de exploração desta bacia fiquem nas mãos do Estado. No entanto, ao contrário do que sucede normalmente nestas situações, as mudanças poderão resultar num ‘jackpot’ para a Galp.Ao que o “Diário Económico” apurou, estas alterações vão permitir que a Petrobras e a Galp explorem reservas adjacentes no Tupi, e não só os blocos que descobriram. Isto porque foram as duas empresas – em conjunto com a British Gas – a fazer o investimento na prospecção dos poços.&lt;br /&gt;A descoberta do Tupi revelou ser de tal importância que todas as empresas querem uma fatia do bolo. Mas Lula da Silva não quer que isto aconteça e pretende ‘unitizar’ as reservas de petróleo. Quer isto dizer que quando uma empresa tem um determinado bloco dentro de uma reserva e essa reserva se estende ao bloco vizinho, a empresa que fez a descoberta ganha direitos de exploração nos campos vizinhos.&lt;br /&gt;No entanto, se nessa reserva já estiver uma outra empresa que não tenha investido na prospecção, ela poderá ficar com uma parte da exploração, mediante uma concessão. Mas este é um modelo que está ainda em estudo e, segundo o presidente brasileiro, em “segredo de Estado”, noticia a Bloomberg.&lt;br /&gt;O “Diário Económico” apurou ainda que o governo brasileiro pretende fazer alterações à lei das concessões. Em vez das reservas petrolíferas que foram sendo descobertas ficarem para as empresas que têm as concessões de exploração, passam a ser do Estado.&lt;br /&gt;“Este petróleo é nosso, pertence ao povo, não à Petrobras ou à Shell”, disse Lula da Silva numa entrevista à Bloomberg. E acrescenta: “A riqueza não é para poucos, mas para todos”.&lt;br /&gt;Só o Tupi tem reservas de oito mil milhões e, no total, as reservas são de 50 mil milhões de barris. Qualquer coisa como 3,8 biliões de euros a preços actuais.&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É natural que Lula da Silva tenha pensado em alterar o contrato depois de ter tido noção do verdadeiro tamanho do campo do Tupi. Lula quer voltar a ter o poder nas mãos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, afirma &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões energéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Negócios Online&lt;br /&gt;negocios@mediafin.pt&lt;br /&gt;10.Julho.2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6257959264688150440?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6257959264688150440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6257959264688150440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/10/galp-ganha-no-tupi-com-poltica-robin.html' title='Galp ganha no Tupi com política à Robin dos Bosques (Jornal de Negócios, 10.Julho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5292035391556295189</id><published>2008-09-29T23:54:00.001+01:00</published><updated>2008-09-29T23:56:24.802+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Refinarias de petróleo perto do limite máximo (Diário Económico, 30.Setembro.2008)</title><content type='html'>Os ambientalistas têm vindo a impedir a criação de novos projectos na Europa e nos EUA.&lt;br /&gt;A capacidade de refinação de petróleo em todo o mundo está perto do limite máximo e é um dos factores a pressionar em alta o preço dos combustíveis.&lt;br /&gt;De acordo com o Departamento de Energia norte-americano, nos últimos vinte e cinco anos a capacidade de refinação mundial cresceu apenas 3,75 milhões de barris por dia, passando de 81,59 milhões em 1981 para os 85,34 milhões diários em 2006. No mesmo período de tempo, e de acordo com os dados mais recentes, o consumo de combustíveis aumentou 24,06 milhões de barris por dia, um crescimento bastante superior ao da capacidade de refinação de gasóleo e gasolina.&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A diferença entre a capacidade de refinação e o consumo em 2006 era apenas de 0,88 milhões de barris por dia. O risco é demasiado elevado. Qualquer acidente ou paragem para manutenção põe em risco o abastecimento do mercado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;", explica &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor e especialista em questões energéticas. Recentemente, os furacões que atingiram o Sul dos Estados Unidos paralisaram cerca de 20% da capacidade de refinação dos EUA. Neste momento, e devido aos estragos causados e ao corte de electricidade, cerca de 8% a 9% da capacidade das refinarias continua sem funcionar.&lt;br /&gt;O estrangulamento da capacidade de refinação mundial prende-se principalmente com os constrangimentos que os ambientalistas levantam na Europa e nos Estados Unidos. As refinarias de combustíveis contribuem para o ‘smog’ e há ainda o perigo do transporte dos materiais pelos camiões. Por outro lado, nos países emergentes começam a surgir projectos de grandes refinarias. São exemplos disso o Irão, a Rússia, o Médio Oriente e a China.&lt;br /&gt;"A capacidade de refinação a nível mundial vai acabar por acompanhar a procura", acredita James Williams, consultor da norte-americana WTRG Economics. O especialista acredita que "o maior problema é a falta de refinarias capazes de produzir gasóleo, que é cada vez mais procurado". Em Portugal, a Galp está agora a fazer obras na refinaria de Sines para aumentar a capacidade de produção de gasóleo. O projecto deverá estar concluído em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Sofia Lobato Dias&lt;br /&gt;30.Set.2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5292035391556295189?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5292035391556295189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5292035391556295189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/refinarias-de-petrleo-perto-do-limite.html' title='Refinarias de petróleo perto do limite máximo (Diário Económico, 30.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6323754622045412841</id><published>2008-09-23T19:11:00.001+01:00</published><updated>2008-09-23T19:13:55.717+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Preço do crude recua (Rádio Renascença, 23.Setembro.2008)</title><content type='html'>Os preços do crude estão a recuar nos mercados internacionais, a corrigir da valorização recorde de ontem registada em Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta descida deve-se aos receios de que o plano do Governo norte-americano para ajudar as firmas financeiras não consiga evitar que a maior economia do mundo entre em recessão.Esta manhã, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Novembro era transaccionado nos mercados internacionais a descer 0,54 cêntimos para os 105,50 dólares, enquanto à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) era negociado no NYMEX de Nova Iorque a desvalorizar 11,90 dólares para os 109,02 dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cotações do ‘ouro negro’ estão hoje a recuar com a especulação de que o crescimento económico nos Estados Unidos abrande, diminuindo a procura de petróleo, depois de os mercados petrolíferos terem vivido ontem um dia de que não há registo, com os preços a dispararem à medida que se aproximava o fecho da sessão em Londres e em Nova Iorque.&lt;br /&gt;A instabilidade financeira nos EUA, a valorização do euro face ao dólar e a necessidade de garantir stocks de matéria-prima para o Inverno, época em que o consumo da energia dispara, são algumas das explicações para a valorização tão acentuada e repentina do preço do crude em Nova Iorque, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;na opinião de José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista na análise do mercado global de petróleo.&lt;br /&gt;O especialista sublinha, ainda, que este é um ano atípico, em que o ciclo das subidas está a começar tarde de mais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“As coisas dependem muito da finança e esta situação que está a acontecer nos EUA pode ter levado a algum retardamento e agora que as compras tem que se fazer e não se podem atrasar mais (…), sobe muito o consumo”, explica José Caleia Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O normal seria que “o preço do petróleo tivesse começado a valorizar em Julho, o mais tardar em Agosto”,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; refere o especialista na análise do mercado global de petróleo que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;acredita que o preço do barril de crude ultrapassará, em Outubro, os 130 dólares, numa escalada que deverá prolongar-se até Novembro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rádio Renascença&lt;br /&gt;23-09-2008 12:08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6323754622045412841?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6323754622045412841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6323754622045412841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/preo-do-crude-recua-rdio-renascena.html' title='Preço do crude recua (Rádio Renascença, 23.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4958583675958458386</id><published>2008-09-22T00:09:00.001+01:00</published><updated>2008-09-22T00:11:37.374+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Shell suspende entregas de petróleo (TSF, 08.09.20)</title><content type='html'>A Shell suspendeu este sábado as entregas de petróleo, ao declarar o estado de “força maior" no terminal de Bonny, devido aos recentes ataques às infra-estruturas da empresa por um grupo armado. A Nigéria é o terceiro maior fornecedor português.&lt;br /&gt;A petrolífera Shell suspendeu este sábado as entregas, ao declarar o estado de “força maior" no terminal de Bonny, no sul da Nigéria, devido aos recentes ataques às infra-estruturas da empresa por um grupo armado.&lt;br /&gt;A cláusula "força maior" permite à empresa suspender as obrigações contratuais, como as entregas de petróleo e de gás, devido a movimentos imprevistos, sem ser penalizada. Na última semana, o Movimento para a Emancipação do Delta do Níger, principal grupo armado do sul da Nigéria, reivindicou seis ataques contra a Shell, depois de ter anunciado uma "guerra do petróleo". No entanto, a petrolífera apenas reconheceu dois atentados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Em declarações à TSF, Caleia Rodrigues, especialista em geopolítica do petróleo, explicou que, se a suspensão das entregas se prolongar por muito tempo, pode provocar consequências graves, principalmente nos países que não tem reservas estratégicas de petróleo.&lt;br /&gt;Apesar dos Estados Unidos e da Europa Ocidental terem «reservas estratégicas de petróleo, que dão para 90 a 100 dias», os asiáticos não dispõem de nenhuma, «tendo de ir ao mercado», sendo que as «coisas podem ficar feias», porque «há escassez e os grandes produtores não são capazes de aumentar a produção», explicou.&lt;br /&gt;Caleia Rodrigues explicou que Portugal também pode fazer uso das reservas estratégicas, que dão para 90 a 100 dias de consumo, como forma de resistir a uma paralisação da produção na Nigéria, o nono fornecedor de petróleo no Mundo.&lt;br /&gt;Ainda que acredite que a situação na Nigéria seja «transitória», o especialista alertou que a Nigéria é o «terceiro maior fornecedor português», depois da Líbia e do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;TSF&lt;br /&gt;20.Set.2008 – 15h23&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4958583675958458386?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4958583675958458386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4958583675958458386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/shell-suspende-entregas-de-petrleo-tsf.html' title='Shell suspende entregas de petróleo (TSF, 08.09.20)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7531497281447376590</id><published>2008-09-22T00:07:00.001+01:00</published><updated>2008-09-22T00:09:34.766+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Governo está encostado à parede nos combustíveis (Jornal de Notícias, 19.Setembro.2008)</title><content type='html'>Deco regista 1365 queixas contra gasolineiras, desde Julho, devido aos preços praticados&lt;br /&gt;O ministro da Economia garantiu estar "preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa dos consumidores". Mas interferir directamente nos preços não é uma opção realista, dizem especialistas. Concorrência só pode fiscalizar e punir.&lt;br /&gt;A declaração foi feita em entrevista à SIC, mas Manuel Pinho não concretizou que medida estaria a ponderar. Fixar os preços por via administrativa é uma faculdade do Governo, mediante alteração legislativa, mas essa possibilidade é encarada com reticência em várias frentes.&lt;br /&gt;O presidente da República, questionado sobre a possibilidade de intervenção do Governo, repondeu que "a questão é complexa, principalmente porque se insere numa crise financeira internacional muito forte e também de grande complexidade, pelo que não se pode responder de forma apressada".&lt;br /&gt;Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa, considera "irrealista" a possibilidade de fixação de preços, desde logo pelas regras comunitárias. "Não vejo qualquer exequibilidade nessa medida, e muito menos vantagem", afirmou. Embora não concorde com a redução do ISP, Ribeiro da Silva refere que esse é o "principal trunfo" do Governo. Mas abdicar de parte do segundo imposto indirecto mais importante, a seguir ao IVA, não se antevê fácil, numa altura em que a receita está em queda e o défice tem de baixar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues, especialista em petróleo ouvido pela Lusa, entende que "o ministro não pode tomar medidas discricionárias porque estamos numa economia aberta". Considera que apenas pode mexer nos impostos, duvidando que "tenha força para fixar preços máximos".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Resta ao Governo a Autoridade da Concorrência (AdC), mas esta entidade não tem competência para fixar preços. Tal seria até contrário à filosofia de mercado que tem de defender, recordou ao JN uma fonte do sector. A pressão recai assim nos poderes de fiscalização e punição da AdC, que só ocorrerá em caso de cartelização.&lt;br /&gt;O secretário-geral da Deco, Jorge Morgado, considera que o supervisor deve manter o sector sob "observação permanente", já que "está exclusivamente virado para os accionistas e atropela os interesses dos consumidores". Desde Julho, deram entrada na associação 1365 queixas contra gasolineiras, tendo como motivo os preços fixados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Notícias&lt;br /&gt;2008-09-19&lt;br /&gt;JOÃO PAULO MADEIRA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7531497281447376590?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7531497281447376590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7531497281447376590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/governo-est-encostado-parede-nos.html' title='Governo está encostado à parede nos combustíveis (Jornal de Notícias, 19.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5448779345198970114</id><published>2008-09-22T00:05:00.001+01:00</published><updated>2008-09-22T00:07:40.397+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Governo tem pouca margem para pressionar petrolíferas - Defendem especialistas (Agência Financeira, 18.Setembro.2008)</title><content type='html'>Faltam «ferramentas» a Manuel Pinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro da Economia apenas poderá pressionar as empresas petrolíferas a baixar os preços dos combustíveis, restando-lhe poucas medidas de intervenção, à excepção da fixação administrativa e da mexida nos impostos, defenderam à agência «Lusa» vários especialistas do sector.&lt;br /&gt;O analista do Espírito Santo Research (ESR), Pedro Morais, afirmou que Manuel Pinho «não tem muitas ferramentas para fazer algo sem ser contestado pelos operadores».&lt;br /&gt;O analista considera difícil que o ministro «tenha uma medida prática que possa tomar», à excepção da baixa do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) e da fixação dos preços administrativamente.&lt;br /&gt;Contudo, a descida dos impostos não é desejável para os cofres do Estado e fixar os preços administrativamente é «recuar quatro anos» na liberalização do mercado, defendeu.&lt;br /&gt;Pedro Morais defende que uma das vias poderá ser o Estado utilizar os 7 por cento que ainda detém na Galp para tentar influenciar a gestão da petrolífera.&lt;br /&gt;O ministro da Economia admitiu quarta-feira, em entrevista à «SIC Notícias», que poderá intervir no mercado dos combustíveis para defender os consumidores.&lt;br /&gt;«Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa dos consumidores», afirmou Manuel Pinho, embora tenha rejeitado a fixação administrativa dos preços.&lt;br /&gt;«Acredito que os preços vão baixar, mas se não baixarem vamos ver se há algum problema na raíz e vamos resolvê-lo», afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mandar investigar é única hipótese&lt;br /&gt;A investigação profunda do mercado, anunciada pela Autoridade da Concorrência, é uma das medidas defendidas pelo especialista em petróleo, Caleia Rodrigues.&lt;br /&gt;«O ministro não pode tomar medidas discricionárias porque estamos numa economia aberta, mas pode investigar e fazer pressão», defendeu em declarações à «Lusa».&lt;br /&gt;Para além destas medidas, Caleia Rodrigues defende que o Governo só pode mexer nos impostos, duvidando que «tenha força para fixar preços máximos», como fez o Governo Regional da Madeira, acabando com a liberalização dos combustíveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Uma intervenção no mercado liberalizado é também recusada pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), José Horta, que afirma que o primeiro-ministro garantiu «há dois anos que não interviria no preço dos combustíveis».&lt;br /&gt;«Só poderá intervir, mudando o quadro legal de actividade, o que não me parece possível face aos acordos que Portugal tem no âmbito da União Europeia», afirmou.&lt;br /&gt;«Não vislumbro medidas, a não ser uma medida restritiva à liberdade do mercado», disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou impostos baixam ou fixam-se preços&lt;br /&gt;Um especialista em concorrência afirmou igualmente que o ministro poderá tomar apenas duas medidas: ou baixar os impostos ou voltar a fixar administrativamente os preços.&lt;br /&gt;O Governo Regional dos Açores decidiu mexer no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para combater as variações internacionais do preço do combustível.&lt;br /&gt;Através de uma oscilação ascendente ou descendente de 10% no ISP o Governo Regional consegue neutralizar a oscilação nos preços.&lt;br /&gt;O analista financeiro da IMF-Informação de Mercados Financeiros, Ricardo Marques, afirmou não se pronunciar sobre «medidas políticas», mas considera que as petrolíferas usam fórmulas de cálculo diferentes na subida e na descida dos preços dos produtos.&lt;br /&gt;«Há claramente uma política comercial que não me parece que seja igual nas subidas e nas descidas, baseada na cotação dos produtos refinados em euros», afirmou.&lt;br /&gt;Segundo este analista, há uma «correlação quase perfeita» entre o aumento dos preços refinados em euros e o aumento do preço dos combustíveis na bomba, que não se verifica quando os preços baixam.&lt;br /&gt;Na sua opinião, e tendo em conta a dimensão da descida do preço do gasóleo nos mercados internacionais-de 840 euros por tonelada entre Maio e Julho para os actuais 600 euros-o preço devia estar na bomba 10% mais barato do que o que está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Financeira&lt;br /&gt;18.Set.2008&lt;br /&gt;2008/09/18   18:22 Lusa/RPV&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5448779345198970114?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5448779345198970114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5448779345198970114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/governo-tem-pouca-margem-para.html' title='Governo tem pouca margem para pressionar petrolíferas - Defendem especialistas (Agência Financeira, 18.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-8765254243992908665</id><published>2008-09-22T00:01:00.001+01:00</published><updated>2008-09-22T00:04:44.545+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Combustíveis: Ministro da Economia sem grande margem de manobra para intervir no mercado (LUSA, 18.Setembro.2008)</title><content type='html'>O ministro da Economia apenas poderá pressionar as empresas petrolíferas a baixar os preços dos combustíveis, restando-lhe poucas medidas de intervenção, à excepção da fixação administrativa e da mexida nos impostos, defenderam à Lusa vários especialistas do sector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O analista do Espírito Santo Research (ESR), Pedro Morais, afirmou à Lusa que Manuel Pinho "não tem muitas ferramentas para fazer algo sem ser contestado pelos operadores".&lt;br /&gt;O analista considera difícil que o ministro "tenha uma medida prática que possa tomar", à excepção da baixa do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) e da fixação dos preços administrativamente.&lt;br /&gt;Contudo, a descida dos impostos não é desejável para os cofres do Estado e fixar os preços administrativamente é "recuar quatro anos" na liberalização do mercado, defendeu.&lt;br /&gt;Pedro Morais defende que uma das vias poderá ser o Estado utilizar os 7 por cento que ainda detém na Galp para tentar influenciar a gestão da petrolífera.&lt;br /&gt;O ministro da Economia admitiu quarta-feira, em entrevista à SIC Noticias, que poderá intervir no mercado dos combustíveis para defender os consumidores.&lt;br /&gt;"Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa dos consumidores", afirmou Manuel Pinho, embora tenha rejeitado a fixação administrativa dos preços.&lt;br /&gt;"Acredito que os preços vão baixar, mas se não baixarem vamos ver se há algum problema na raiz e vamos resolvê-lo", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A investigação profunda do mercado, anunciada pela Autoridade da Concorrência, é uma das medidas defendidas pelo especialista em petróleo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O ministro não pode tomar medidas discricionárias porque estamos numa economia aberta, mas pode investigar e fazer pressão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;", defendeu em declarações à Lusa.&lt;br /&gt;Para além destas medidas, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues defende que o Governo só pode mexer nos impostos, duvidando que "tenha força para fixar preços máximos", como fez o Governo Regional da Madeira, acabando com a liberalização dos combustíveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Uma intervenção no mercado liberalizado é também recusada pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta, que afirma que o primeiro-ministro garantiu "há dois anos que não interviria no preço dos combustíveis".&lt;br /&gt;"Só poderá intervir, mudando o quadro legal de actividade, o que não me parece possível face aos acordos que Portugal tem no âmbito da União Europeia", afirmou à Lusa.&lt;br /&gt;"Não vislumbro medidas, a não ser uma medida restritiva à liberdade do mercado", disse.&lt;br /&gt;Um especialista em concorrência afirmou à Lusa que o ministro poderá tomar apenas duas medidas: ou baixar os impostos ou voltar a fixar administrativamente os preços.&lt;br /&gt;O Governo Regional dos Açores decidiu mexer no ISP para combater as variações internacionais do preço do combustível.&lt;br /&gt;Através de uma oscilação ascendente ou descendente de 10 por cento no ISP o Governo Regional consegue neutralizar a oscilação nos preços.&lt;br /&gt;O analista financeiro da IMF-Informação de Mercados Financeiros, Ricardo Marques, afirmou à Lusa não se pronunciar sobre "medidas políticas", mas considera que as petrolíferas usam fórmulas de cálculo diferentes na subida e na descida dos preços dos produtos.&lt;br /&gt;"Há claramente uma política comercial que não me parece que seja igual nas subidas e nas descidas, baseada na cotação dos produtos refinados em euros", afirmou.&lt;br /&gt;Segundo este analista, há uma "correlação quase perfeita" entre o aumento dos preços refinados em euros e o aumento do preço dos combustíveis na bomba, que não se verifica quando os preços baixam.&lt;br /&gt;Na sua opinião, e tendo em conta a dimensão da descida do preço do gasóleo nos mercados internacionais - de 840 euros por tonelada entre Maio e Julho para os actuais 600 euros - o preço devia estar na bomba 10 por cento mais barato do que o que está.&lt;br /&gt;Lusa&lt;br /&gt;2008-09-18 18:10:03&lt;br /&gt;Economia&lt;br /&gt;Lisboa, 18 Set (Lusa) -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-8765254243992908665?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8765254243992908665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8765254243992908665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/combustveis-ministro-da-economia-sem.html' title='Combustíveis: Ministro da Economia sem grande margem de manobra para intervir no mercado (LUSA, 18.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6951224344783257036</id><published>2008-09-21T22:43:00.001+01:00</published><updated>2008-09-21T22:46:22.731+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Porque acabou a energia barata (Diário Económico, 19.Setembro.2008)</title><content type='html'>Um investimento superior a 15 biliões de euros. É o que é preciso para manter no mundo a exploração do petróleo, gás natural e carvão nos níveis necessários até 2030.&lt;br /&gt;Vinte e dois milhões de milhões de dólares ou mais de 15 milhões de milhões de euros. É este o valor colossal do investimento que é necessário em todo o mundo para que continue a haver energia até 2030, de acordo com os dados da Agência Internacional da Energia.&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os investimentos são de tal forma colossais que os preços altos dos combustíveis fósseis são uma inevitabilidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, explica &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor e especialista em questões energéticas.&lt;br /&gt;Só a exploração e produção de petróleo deverá absorver um quarto do financiamento total necessário. À extracção de gás natural é atribuída uma fatia de 18% dos investimentos necessários, enquanto a exploração de carvão precisa de 2% do investimento. À produção de energia eléctrica cabe a fatia de leão: 51%, ou seja, cerca de 7,79 biliões de euros.&lt;br /&gt;Perante este cenário, os especialistas são peremptórios: os preços altos da energia vieram para ficar.&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quando começou a escalada desenfreada do preço do barril de petróleo, os preços do gás natural e do carvão também foram, obviamente, inflacionados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, aponta &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Só em 2008, o preço do barril de Brent já chegou perto dos 147 dólares, ao passo que o consumo do carvão disparou 4,5% e do gás natural 3,1% no ano passado. No que toca aos preços do gás natural, a tendência também é de subida – no Reino Unido os preços já dispararam 50% desde o início do ano.&lt;br /&gt;Os preços da electricidade, contudo, têm em Portugal tectos máximos definidos pelo Governo. Ou seja, as tarifas eléctricas nunca poderão ultrapassar os limites do que é considerado suportável para os portugueses – o que resulta num défice tarifário que, num período máximo de 15 anos, acabará por ter de ser pago pelos consumidores.&lt;br /&gt;Com o preço do petróleo a pressionar perto dos 100 dólares, e apesar da tendência de descida dos últimos dois meses, é difícil ver o preço dos combustíveis voltar a descer nos próximos tempos. Na passada quarta-feira, contudo, o ministro da Economia voltou a apontar o dedo às petrolíferas e garantiu que “o preço da gasolina só não desce se o mercado não funcionar” e disse-se satisfeito com a hipótese de a Autoridade da Concorrência [AdC] fazer uma “investigação aprofundada”, que significa “um passo em frente em relação à anterior”. Uma ideia bem acolhida pela BP Portugal – que detém 20% do mercado de retalho de venda dos combustíveis em Portugal –, que garantiu estar “totalmente disponível para colaborar com a AdC se quiser alterar o modo como vigia o mercado” e comungar do desejo do Governo de ver os preços descerem. A Galp Energia e a Repsol recusaram comentar as últimas declarações do Governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Sofia Lobato Dias&lt;br /&gt;Preços da energia 2008-09-19 00:05&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6951224344783257036?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6951224344783257036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6951224344783257036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/porque-acabou-energia-barata-dirio.html' title='Porque acabou a energia barata (Diário Económico, 19.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-9175814649222449408</id><published>2008-09-21T22:40:00.001+01:00</published><updated>2008-09-21T22:43:34.030+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>“Preço da gasolina só não desce se o mercado não funcionar” (Diário Económico, 18.Setembro.2008)</title><content type='html'>A tensão entre o Governo e a Galp sobe porque o preço dos combustíveis tarda em descer, apesar da queda da cotação do petróleo.&lt;br /&gt;O Governo está zangado com a Galp por demorar a baixar os preços da gasolina e do gasóleo quando a cotação de ontem do petróleo brent (94,96 dólares/barril) é 35% inferior ao máximo de 146,08 dólares/barril, do dia 7 de Julho. O preço dos combustíveis baixou menos de um terço desse valor no mesmo período. Por isso, o ministro da Economia vê “com satisfação que a Autoridade da Concorrência faça uma investigação mais aprofundada, que é um passo em frente em relação à investigação anterior”. Manuel Pinho  diz mesmo estar “confiante que o preço da gasolina vai baixar”, porque “sempre que o preço do petróleo baixa, mais cedo ou mais tarde, o preço dos produtos refinados segue o mesmo caminho”. A tensão entre o Governo e a Galp remonta à altura do protesto dos camionistas, em Junho, quando a petrolífera, imediatamente a seguir à assinatura do acordo, subiu os preços dos combustíveis.&lt;br /&gt;A situação também preocupa a oposição parlamentar. PSD e CDS já exigiram a presença, respectivamente, do presidente da Autoridade da Concorrência, Manuel Sebastião, e do ministro da Economia, Manuel Pinho, para explicarem aquela discrepância no Parlamento. Os outros partidos com assento na Assembleia da República também se mostraram desagradados com a situação durante o debate sobre a taxa Robin dos Bosques, que ontem teve lugar no Parlamento.José Horta, presidente da APETRO, a associação das empresas petrolíferas, diz que as dúvidas são compreensíveis para o público em geral, que se vê bombardeado pelo anúncio da descida continuada dos preços do petróleo  nos mercados internacionais e não encontra correspondência nos preços que paga nos postos de abastecimento de combustíveis. Só que, refere, “é preciso explicar às pessoas que os preços dos combustíveis refinados seguem caminhos diferentes  do preço do petróleo bruto”.&lt;br /&gt;O presidente da APETRO dá como razão para uma travagem na descida dos preços da gasolina e do gasóleo à saída da refinaria o facto de as refinarias do Texas e do Sul dos Estados Unidos terem fechado por causa da aproximação do furacão Ike. Os EUA, afirma, “são uma verdadeira esponja no consumo de combustíveis refinados e vão buscá-lo onde for preciso”. E sublinha que “Portugal é um grande exportador de gasolina para os Estados Unidos”.Além disso, diz José Horta, os preços dos combustíveis praticados em Portugal são feitos com base nas cotações do mercado do Norte da Europa – o chamado mercado ARA (Amesterdão, Roterdão e Antuérpia) – e “o preço médio dos combustíveis à saída da refinaria na última semana deu duas indicações contraditórias, a gasolina estava a subir, relativamente à semana anterior, e o gasóleo estava descer”. A BP seguiu à risca este mecanismo de formação de preços e aumentou a gasolina, descendo o preço do gasóleo. A Galp decidiu não aumentar a gasolina, mas “essa é uma decisão de gestão que apenas cabe às empresas”.&lt;br /&gt;José Horta sublinha que a APETRO vai divulgar, na próxima semana, um estudo comparado sobre os primeiros oito meses deste ano e igual período do ano passado onde, segundo refere, “vai ficar bem patente que mais de metade dos países da União Europeia aumentaram mais os combustíveis que Portugal”.&lt;br /&gt;Uma situação que deve ser do conhecimento da Autoridade da Concorrência mas não será suficientemente convincente, já que a entidade presidida por Manuel Sebastião anunciou ontem, em comunicado, que vai proceder a uma investigação aprofundada sobre “a evolução da cotação do petróleo brent, de Londres, e as cotações Platt’s de Roterdão para produtos refinados, ambas referências para Portugal”.&lt;br /&gt;O presidente da ANAREC, associação de revendedores de combustíveis, que há muito tempo ameaça apresentar queixa à Concorrência, diz que só não o fez agora porque “houve dois argumentos de peso. O próprio ministro da Economia pediu às petrolíferas para acompanharem a tendência de queda do petróleo e o comissário europeu da Energia, Andris Piebals, quer que a Concorrência esteja mais atenta aos preços dos combustíveis”. E conclui dizendo que acredita que, “nos próximos dias, os preços dos combustíveis vão descer”. Uma crença partilhada pelo ministro Manuel Pinho e pelo presidente da APETRO.&lt;br /&gt;O presidente da Endesa em Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, esclarece que “o estabelecimento dos preços da gasolina e do gasóleo não é uma ciência oculta”. “Os países exportadores de petróleo ganham menos do que os importadores, como Portugal, com os impostos”, acrescentou, numa clara alusão ao nível elevado de impostos que pesam no preço final dos combustíveis.&lt;br /&gt;Ideia que é partilhada por &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões energéticas, ao referir que “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;se querem baixar os preços dos combustíveis, podem começar por descer os impostos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. Contactado pelo Diário Económico, Manuel Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, não quis pronunciar-se sobre as relações entre a empresa e o Governo.&lt;br /&gt;De elefante branco a potência petroquímica&lt;br /&gt;José Sócrates disse ontem que o actual clima de negócios em Portugal permite regressar ao sonho do final dos anos 60 de construir em Sines um dos maiores complexos petroquímicos do mundo. O primeiro-ministro falava no final da sessão que assinalou a ampliação do complexo petroquímico de Sines da Repsol. Com este projecto, a subsidiária portuguesa da petrolífera espanhola deverá, a partir de 2011, tornar-se num dos primeiros exportadores portugueses, estando prevista uma facturação anual de cerca de 1.200 milhões de euros. Esta expansão  prevê a construção de mais duas fábricas de polietileno e de polipropileno. A Repsol Portuguesa encontra-se em fase de expansão, tanto a nível industrial, como de distribuição de combustíveis, através do reforço da sua rede de retalho, posicionando-se actualmente como a segunda maior petrolífera em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Manuel Pinho avisa 2008-09-18 00:05&lt;br /&gt;Francisco Ferreira da Silva com Sofia Lobato Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-9175814649222449408?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/9175814649222449408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/9175814649222449408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/preo-da-gasolina-s-no-desce-se-o.html' title='“Preço da gasolina só não desce se o mercado não funcionar” (Diário Económico, 18.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3942720741461884547</id><published>2008-09-21T22:36:00.002+01:00</published><updated>2008-09-21T22:40:32.094+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Petróleo vai voltar a subir depois do Verão (Diário Económico, 6.Agosto.2008)</title><content type='html'>A descida do crude é explicada pela menor procura que acontece no Verão. Passado este efeito sazonal, as subidas voltarão porque se mantêm os problemas estruturais.&lt;br /&gt;A queda recente dos preços do petróleo será temporária, pelo que a matéria-prima continuará a pressionar o crescimento dos países mais dependentes de energia importada, como Portugal. E os preços das mercadorias e dos transportes (e por essa via a dar argumentos para subidas das taxas de juro).&lt;br /&gt;Apesar da forte descida – o barril de Brent caía ontem quase 25 dólares face ao máximo histórico de 143 dólares de 11 de Julho –, o preço médio do contrato, calculado desde o início do ano, valia 73,6 euros (113,2 dólares). Medido na moeda única, o crude está actualmente 40% mais caro face à média de 2007.&lt;br /&gt;Os especialistas ouvidos dizem que os factores especulativos e algumas causas sazonais justificam o alívio “momentâneo” do petróleo. Passada esta fase – uma etapa em que os fundos (hedge funds) lucram com a venda de contratos altamente valorizados, marcada pela menor procura associada ao Verão e pelo abrandamento económico e da procura dos países ocidentais, etc. – os peritos consideram que os argumentos para o petróleo voltar a subir continuam intactos. A procura mundial cresce tendencialmente mais do que a oferta, o cartel do petróleo (OPEP) continua a ter muito controlo sobre as entregas ao mercado, é cada vez mais caro investir na exploração (há muito petróleo no mundo, mas é bastante mais difícil lá chegar), há entraves tecnológicos importantes à produção, o retorno dos projectos de investimento é cada vez mais demorado.&lt;br /&gt;Eduardo Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, salienta que “o jogo especulativo está a ser determinante para este sobe e desce”. “Mas sempre que o preço do petróleo dispara, vence patamares aos quais dificilmente regressará”. E isto porquê? “Porque o problema de fundo continua o mesmo: a procura cresce mais do que a oferta”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor na área da energia, diz que “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;esta redução no preço era expectável. Subiu tanto que teria de cair um pouco. Mas é inevitável que volte a subir e a vencer novos máximos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A procura costuma ser mais moderada no Verão, “mas os factores para que volte a disparar estão lá todos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”, aponta. E dá exemplos: “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;investir na exploração é cada vez mais caro, o retorno de projectos como o Tupi no Brasil só acontecerá daqui a 10 ou 12 anos. No fundo há um problema latente e sério do lado da oferta a prazo que é saber com que dinheiro e fiabilidade se conseguirá extrair petróleo de sítios muito complicados, como as reservas nas águas ultra-profundas [Brasil] ou nas areias  betuminosas [Canadá]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;Richard Cooper e Simon Fox, consultores da Mercer para o sector da energia, também defendem que o ritmo das subidas de preços dos últimos anos “sugerem que os fundamentais não são os únicos gatilhos” do actual choque petrolífero, apontando o dedo à “procura especulativa”. “O consenso geral é que o petróleo permaneça acima de 100 dólares”, podendo mesmo disparar ocasionalmente. Há analistas a falarem em picos de 200 ou 300 dólares, sublinham.James L. Williams, presidente da WTRG Economics, é de todos os menos pessimista. “O preço pode baixar até menos de 100 dólares por barril e ir até 85 dólares na Primavera de 2009”, mas “isto dependerá do grau de contágio dos problemas dos EUA ao resto do Mundo e da não existência de um contágio dos problemas dos EUA ao resto do Mundo e da não existência de um conflito no Irão”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Luís Reis Ribeiro&lt;br /&gt;Energia 2008-08-06 00:05&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3942720741461884547?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3942720741461884547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3942720741461884547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/petrleo-vai-voltar-subir-depois-do-vero.html' title='Petróleo vai voltar a subir depois do Verão (Diário Económico, 6.Agosto.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-815423606573359330</id><published>2008-09-20T19:07:00.004+01:00</published><updated>2008-09-22T00:16:03.140+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Protestar? Outubro é melhor (Jornal de Noticias, 20.Setembro. 2008)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;José Júlio Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é mestre em Economia Política. Editou os livros "Geopolítica do Petróleo - Anatomia dos conflitos" e, mais recentemente, "Petróleo - Qual Crise?"&lt;br /&gt;A fatia dos consumos de petróleo para transportes vai continuar a aumentar - e o preço também, basta chegarmos à porta do Inverno. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;J. Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, mestre em Economia Política, explica os cenários da crise petrolífera no quotidiano do consumidor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depois de amanhã, a Deco vai comunicar formas de protesto contra o preço da gasolina. A subida dos preços é motivo para levar pessoas à rua?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É, claro. Isso pode acontecer. É causa que baste - e se as pessoas forem levadas a fazer isso, creio que o farão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O preço do petróleo está a cair desde Julho, mas a gasolina não pára de aumentar. Esta é a altura mais indicada para protestar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Eu esperaria até finais de Outubro, meados de Novembro. Aí, o petróleo fica sempre mais caro, é a altura das compras para o aquecimento. Protestar nessa altura, de um novo e previsível pico de preços, colheria mais argumentos, melhores. Um protesto que ocorra já não impedirá uma subida dos preços nessa altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Autoridade da Concorrência está a fazer tudo para acompanhar o sector?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não creio. É um sector muito complicado, muito pesado. A AdC não tem capacidade de intervenção, aqui não tem peso. Pode ser óptima noutros sectores, mas é uma entidade genérica. Aqui, pode produzir negociações e encontros, mas pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Estado, a mexer no mercado da gasolina, pode intervir em três cenários: reforçar a regulação sobre as petrolíferas; mexer nos impostos (IVA e ISP); ou regressar à fixação administrativa do preço. Vê mais hipóteses?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;São, genericamente, essas três. Hoje, da minha perspectiva, o que o Estado pode fazer é mexer nos impostos. No resto não tem muita margem de manobra, porque envolve negociação com produtores. O mercado é livre e aberto, e um Governo, através do Estado, não pode penalizar produtores de sector nenhum. Nos impostos, e a questão é muito complexa, é que tem margem para mexer. Mas se o Estado arrecadar menos, terá também menos para aplicar nos seus cidadãos - se reduz imposto, reduz benefícios para os seus cidadãos. Depende do equilíbrio que queira ter, sendo que o Estado precisa de impostos para manter o estatuto e o estado social, e para sustentar a sua própria funcionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que capacidade tem o Estado para negociar com as petrolíferas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O seu poder negocial vem dos investimentos que fizer e permitir fazer em novas descobertas e extracções de petróleo. Veja o caso da Galp: deve remeter-se a ser intermediário refinador ou assumir o papel de um verdadeiro 'player' de extracção e distribuição? A Galp é um intermediário puro (compra, refina e vende), mas isso faz-nos ficar dependentes. Para ser um 'player' de mercado tem que capitalizar-se, internamente e externamente, e investir muito. E o retorno, pelas médias do mercado de extracção, só chega em 10, 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A curto prazo vai haver escassez de petróleo. É preocupante para Portugal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há já taxas de esgotamento enormes, a curto prazo vai haver escassez a sério. Mas nós nunca passaremos por situações difíceis: primeiro porque, a nível global, somos um pequeno consumidor; e, depois, porque temos diversidade de fornecedores, temos abastecimento diplomaticamente garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde devemos ter parceiros preferenciais: nos novos lençóis do Brasil ou na Venezuela, que tem a gasolina mais barata do Mundo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há muitos mercados ávidos de novos parceiros - isso nunca será problema. A qualidade da Venezuela é questionável, mas está ávida, como o Brasil está ávido, como está a Nigéria, a Rússia... O Brasil será sempre mais interessante, historicamente, culturalmente. O que é preciso é recursos e, depois, saber quem os paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;José Manuel Gaspar&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-815423606573359330?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/815423606573359330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/815423606573359330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/protestar-outubro-melhor-jornal-de.html' title='Protestar? Outubro é melhor (Jornal de Noticias, 20.Setembro. 2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7687565470065246332</id><published>2008-09-20T19:04:00.003+01:00</published><updated>2008-09-20T19:07:05.654+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Ministro da Economia sem grande margem de manobra para intervir no mercado (Jornal de Noticias, 18.Setembro.2008)</title><content type='html'>O ministro da Economia apenas poderá pressionar as empresas petrolíferas a baixar os preços dos combustíveis, restando-lhe poucas medidas de intervenção, à excepção da fixação administrativa e da mexida nos impostos, defenderam à Lusa vários especialistas do sector.&lt;br /&gt;O analista do Espírito Santo Research (ESR), Pedro Morais, afirmou à Lusa que Manuel Pinho "não tem muitas ferramentas para fazer algo sem ser contestado pelos operadores".&lt;br /&gt;O analista considera difícil que o ministro "tenha uma medida prática que possa tomar", à excepção da baixa do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) e da fixação dos preços administrativamente.&lt;br /&gt;Contudo, a descida dos impostos não é desejável para os cofres do Estado e fixar os preços administrativamente é "recuar quatro anos" na liberalização do mercado, defendeu.&lt;br /&gt;Pedro Morais defende que uma das vias poderá ser o Estado utilizar os 7 por cento que ainda detém na Galp para tentar influenciar a gestão da petrolífera.&lt;br /&gt;O ministro da Economia admitiu quarta-feira, em entrevista à SIC Noticias, que poderá intervir no mercado dos combustíveis para defender os consumidores.&lt;br /&gt;"Estou preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa dos consumidores", afirmou Manuel Pinho, embora tenha rejeitado a fixação administrativa dos preços.&lt;br /&gt;"Acredito que os preços vão baixar, mas se não baixarem vamos ver se há algum problema na raiz e vamos resolvê-lo", afirmou.&lt;br /&gt;A investigação profunda do mercado, anunciada pela Autoridade da Concorrência, é uma das medidas defendidas pelo especialista em petróleo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O ministro não pode tomar medidas discricionárias porque estamos numa economia aberta, mas pode investigar e fazer pressão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;", defendeu em declarações à Lusa.&lt;br /&gt;Para além destas medidas, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; defende que o Governo só pode mexer nos impostos, duvidando que "tenha força para fixar preços máximos", como fez o Governo Regional da Madeira, acabando com a liberalização dos combustíveis.&lt;br /&gt;Uma intervenção no mercado liberalizado é também recusada pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta, que afirma que o primeiro-ministro garantiu "há dois anos que não interviria no preço dos combustíveis".&lt;br /&gt;"Só poderá intervir, mudando o quadro legal de actividade, o que não me parece possível face aos acordos que Portugal tem no âmbito da União Europeia", afirmou à Lusa.&lt;br /&gt;"Não vislumbro medidas, a não ser uma medida restritiva à liberdade do mercado", disse.&lt;br /&gt;Um especialista em concorrência afirmou à Lusa que o ministro poderá tomar apenas duas medidas: ou baixar os impostos ou voltar a fixar administrativamente os preços.&lt;br /&gt;O Governo Regional dos Açores decidiu mexer no ISP para combater as variações internacionais do preço do combustível.&lt;br /&gt;Através de uma oscilação ascendente ou descendente de 10 por cento no ISP o Governo Regional consegue neutralizar a oscilação nos preços.&lt;br /&gt;O analista financeiro da IMF-Informação de Mercados Financeiros, Ricardo Marques, afirmou à Lusa não se pronunciar sobre "medidas políticas", mas considera que as petrolíferas usam fórmulas de cálculo diferentes na subida e na descida dos preços dos produtos.&lt;br /&gt;"Há claramente uma política comercial que não me parece que seja igual nas subidas e nas descidas, baseada na cotação dos produtos refinados em euros", afirmou.&lt;br /&gt;Segundo este analista, há uma "correlação quase perfeita" entre o aumento dos preços refinados em euros e o aumento do preço dos combustíveis na bomba, que não se verifica quando os preços baixam.&lt;br /&gt;Na sua opinião, e tendo em conta a dimensão da descida do preço do gasóleo nos mercados internacionais - de 840 euros por tonelada entre Maio e Julho para os actuais 600 euros - o preço devia estar na bomba 10 por cento mais barato do que o que está.&lt;br /&gt;José Manuel Gaspar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7687565470065246332?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7687565470065246332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7687565470065246332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/ministro-da-economia-sem-grande-margem.html' title='Ministro da Economia sem grande margem de manobra para intervir no mercado (Jornal de Noticias, 18.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1205747604433984084</id><published>2008-09-18T13:23:00.002+01:00</published><updated>2008-09-18T13:26:26.075+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Porque não desce o preço da gasolina (Diário Económico, 18.Setembro.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os impostos valem metade do preço dos combustíveis.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A queda do preço do petróleo tem de ser reflectida no preço dos combustíveis. As palavras são do ministro da Economia, Manuel Pinho, no mesmo dia em que a BP subiu em um cêntimo o preço da gasolina e a Galp o manteve inalterado. Os números não batem certo? Só aparentemente, dizem os especialistas.&lt;br /&gt;“A teoria da conspiração que diz que as petrolíferas estão fartas de meter milhões ao bolso não faz sentido nenhum”, frisa Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal. O preço do barril de crude, diz o especialista em questões energéticas, pesa apenas 20% na determinação do preço dos combustíveis. Por outro lado, às petrolíferas deverá restar apenas uma margem de cerca de 10% para a gestão da empresa e a logística. Por tudo isto, frisa Ribeiro da Silva, não faz sentido que o ministro da Economia peça às petrolíferas para baixarem os preços, “numa lógica de Robin dos Bosques e Xerife de Nottingham”.&lt;br /&gt;O sistema de formação dos preços dos combustíveis é determinado pelo próprio Governo e é ao Estado que cabe a fatia de leão - os impostos pesam 59% no caso da gasolina e 47% nos gasóleos, entre IVA e ISP.&lt;br /&gt;“Se o Governo quiser que os preços baixem pode optar por baixar os impostos”, aponta &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor para questões energéticas. Por outro lado, frisa o mesmo especialista, “para que continue a haver petróleo até 2030 as petrolíferas têm de investir, até essa data, 150 mil milhões de dólares por ano [105 mil milhões de euros] e, para isso, têm de ter financiamento, numa altura em que o acesso ao crédito é cada vez mais difícil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Preço dos combustíveis 2008-09-18 00:05&lt;br /&gt;Sofia Lobato Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1205747604433984084?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1205747604433984084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1205747604433984084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/porque-no-desce-o-preo-da-gasolina.html' title='Porque não desce o preço da gasolina (Diário Económico, 18.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7079511819791536171</id><published>2008-09-12T18:53:00.001+01:00</published><updated>2008-09-12T18:58:06.765+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Iara e Tupi representam um terço do consumo mundial anual (Jornal de Negócios, 12.Setembro.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O potencial dos dois poços da Bacia de Santos pode duplicar as reservas recuperáveis do Brasil, que no ano passado eram de 12,6 mil milhões debarris. Número pouco significativo face&lt;br /&gt;ao total mundial, mas importante numa realidade de campos envelhecidos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As reservas acima do esperado para o poço brasileiro Iara trouxeram uma lufada de ar fresco ao mundo da exploração, a juntar-se às expectativas já nascidas em Novembro com as previsões para o Tupi, que fica no mesmo bloco (BMS-11) petrolífero do pré-sal brasileiro.&lt;br /&gt;As potenciais reservas recuperáveis dos dois poços ascendem a 10 mil milhões de barris (média entre os 5 a 8milmilhões estimados para o Tupi e os 3 a 4 mil milhões projectados para o Iara). Uma vez que o consumo mundial de petróleo ronda os 31 mil milhões de barris por ano, os dois campos brasileiros representam um terço do crude do consumo anual em todo o mundo.&lt;br /&gt;Estas descobertas tornam o Brasil um país muito interessante em termos mundiais, comentou ao NEGÓCIOS o especialista em questões petrolíferas, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não só pela quantidade, mas pela sua qualidade. Mas a profundidade constitui um problema, já que exige grande esforço financeiro em nova tecnologia de extracção e meios humanos adequados, que não são fáceis de encontrar.” “Hoje essa é uma grande questão, visto que o petróleo superficial está em esgotamento”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O especialista sublinhou que &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;as novas descobertas no Canadá e na Venezuela são de areias betuminosas e o processamento é muito caro, já que exigem enormes quantidades de água e energia. Assim, as duas grandes possibilidades para o futuro são a de encontrar petróleo a grandes profundidades, cuja extracção é cara, ou areias betuminosas, cujo processamento é muito dispendioso. “Quando se encontra petróleo mais leve, como no caso do Iara, isso é bom. Mas continua a ser caro extraí-lo”,&lt;/span&gt; afirmou o responsável, que considera que para as empresas apostarem na exploração de novos campos, o petróleo não pode estar abaixo dos 100 dólares. “&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;É um risco financeiro muito grande&lt;/span&gt;”, advertiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Receitas do pré-sal para o Estado brasileiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lula da Silva anunciou recentemente que vai ser criada uma empresa para gerir o pré-sal, cujas receitas reverterão para o Estado, o que não agradou os accionistas e as empresas internacionais – que se viram privados de fazer licitações para operarem esses campos.&lt;br /&gt;Recorde-se que o Brasil recusou na semana passada integrar a OPEP. Recentemente, o presidente da Petrobras salientou que a OPEP exporta petróleo e não combustível, o que inviabiliza a entrada do Brasil.&lt;br /&gt;As descobertas do Tupi e do Iara poderão duplicar as actuais reservas do Brasil, que, segundo o último relatório mundial da BP, estão nos 12,6milmilhões de barris.&lt;br /&gt;Os dois novos poços podem, assim, colocar as reservas recuperáveis brasileiras em perto de 13 mil milhões de barris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O que é a camada pré-sal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É uma faixa que se estende ao longo de 800 quilómetros (km) entre os estados brasileiros de Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, englobando três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos).&lt;br /&gt;O petróleo nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal, que, segundo os geólogos, conserva a qualidade do petróleo. As grandes últimas descobertas de petróleo no Brasil (Tupi e Iara) estão no pré-sal. As estimativas apontam para que esta camada ultra-profunda tenha reservas próximas dos 100 mil milhões de barris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desafios tecnológicos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para chegar à camada pré-sal, a Petrobras diz que teve que superar muitos desafios tecnológicos. A empresa tem um centro de pesquisas onde estão a ser testados processos inéditos, como a abertura de cavernas no sal, para servirem de reservatórios para o gás, até que entre em operação o projecto-piloto, projectado para o ano de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qualidade do petróleo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Além do potencial petrolífero, as descobertas no pré-sal diferenciam-se pela qualidade do óleo. A maior parte das reservas da Petrobras era de petróleo pesado.&lt;br /&gt;As jazidas do pré-sal, com hidrocarbonetos leves, gás natural e condensado, estão a mudar o perfil das reservas da empresa líder de consórcio, assim como das parceiras, como a Galp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Financiamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para transformar o pré-sal numa forte área produtiva serão necessários investimentos muito elevados. Só nos campos à volta do Tupi, fala-se de 145 mil milhões de euros. Mas a origem dos recursos ainda está dependente do modelo que será adoptado pelo governo de Lula da Silva: o actual modelo de concessões a privados ou uma empresa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Negócios&lt;br /&gt;12.Setembro.2008&lt;br /&gt;Carla Pedro cpedro@mediafin.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7079511819791536171?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7079511819791536171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7079511819791536171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/09/iara-e-tupi-representam-um-tero-do.html' title='Iara e Tupi representam um terço do consumo mundial anual (Jornal de Negócios, 12.Setembro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-2421648518310474976</id><published>2008-08-21T17:14:00.004+01:00</published><updated>2008-08-21T17:24:56.430+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Rússia/Geórgia: os interesses por trás da guerra (IOL, Portugal Diário, 11.Agosto.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Petróleo que vem do Mar Cáspio para a Europa já é motivo de conflito há muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este sábado, as autoridades georgianas noticiaram que o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC) - que transporta petróleo desde o Azerbaijão até à Turquia, através da Geórgia - havia sido &lt;a href="http://diario.iol.pt/internacional/georgia-ossetia-do-sul-russia-conflito-guerra--putin/979945-4073.html" target="_blank"&gt;atacado pela Rússia&lt;/a&gt;. Moscovo negou esta operação e a BP, que gere a infraestrutura, disse não haver registo de qualquer dano. Mas este incidente alertou para aquele que pode ser um dos motivos do conflito que opõe georgianos e russos: o petróleo.&lt;br /&gt;O especialista em geopolítica do petróleo, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, chama a atenção para o «conflito que dura há muitos anos sobre os direitos do Mar Cáspio», de onde o petróleo é extraído «há mais de cem anos».&lt;br /&gt;«Os países circundantes [Rússia, Azerbaijão, Turquemenistão, Cazaquistão e Irão] do Mar Cáspio lutam por este petróleo há muitos anos. A questão é: de quem é este petróleo?», esclareceu ao PortugalDiário.&lt;br /&gt;O petróleo extraído entra no pipeline no Azerbaijão, atravessa a Geórgia e a Turquia e vai abastecer a Europa Ocidental. «Este oleoduto gerou muita discussão porque seria muito mais económico construir um que passasse pela Arménia, pois seria mais curto. Por razões políticas e de segurança, decidiu-se que passaria pela Geórgia, mas a solução pelos vistos não foi a melhor», explicou o especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Europa, EUA e Ásia, todos com interesses no conflito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com milhões de barris diários exportados a partir do BTC, a Europa Ocidental tem de estar com olhos bem atentos na guerra entre a Geórgia e a Rússia: «Todos os países têm de estar interessados, porque a intenção da construção deste oleoduto foi depender menos do Médio Oriente em termos de petróleo».&lt;br /&gt;O conflito já está a ter &lt;a href="http://diario.iol.pt/economia/portugal-petroleo-crude-brent-georgia-mercados/980468-4058.html" target="_blank"&gt;repercussões&lt;/a&gt; no mercado internacional. Segundo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e sendo que «já há carências de mercado e o consumo continua a aumentar», pode mesmo haver uma «carência de abastecimento de petróleo na Europa» nos próximos tempos. A solução poderá passar precisamente pelo petróleo russo ou pela Arábia Saudita, outros interessados nesta guerra.&lt;br /&gt;E por falar em interessados, o especialista lembra que este petróleo atinge indirectamente os EUA, que «tiveram várias empresas envolvidas na construção do pipeline» e celebraram esta nova rota petrolífera.&lt;br /&gt;«Não podemos dizer que o petróleo é a principal razão desta guerra, mas devemos ter consciência que estamos perante um problema muito complexo. Há muitos interesses em jogo. E há também um gasoduto que transporta gás natural para a Europa, sendo que precisamente na Geórgia é paralelo ao oleoduto», concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IOL, Portugal Diário&lt;br /&gt;Catarina Pereira&lt;br /&gt;11-08-2008 - 21:03h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-2421648518310474976?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2421648518310474976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2421648518310474976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/08/petrleo-preo-mdio-deve-ficar-nos-62.html' title='Rússia/Geórgia: os interesses por trás da guerra (IOL, Portugal Diário, 11.Agosto.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1058263705020591251</id><published>2008-08-12T14:49:00.005+01:00</published><updated>2008-08-12T16:43:05.896+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>"Petróleo é o grande motivo do braço-de-ferro entre Rússia e Geórgia», diz especialista em geopolítica do petróleo (TSF - 11.08.2008)</title><content type='html'>O especialista em geopolítica do petróleo, Caleia Rodrigues, considera o conflito no Cáucaso um conflito económico, e diz que o&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; risco no corte de abastecimento de petróleo para a Europa é real&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233655622669932594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SKGuD0n3mDI/AAAAAAAAAB0/FlKddU-fm-k/s320/BTCPipelineMap.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Baku-Tbilisi-Ceyhan pipeline)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;O conflito entre a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Rússia e a Geórgia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; começa a ter consequências económicas. O preço do petróleo, que estava a descer há já vários dias, voltou a subir no mercado de Nova Iorque.&lt;br /&gt;Há agora o receio de que este conflito tenha como consequência para a Europa, a interrupção no abastecimento de petróleo.&lt;br /&gt;O especialista em geopolítica do petróleo, Caleia Rodrigues, reconhece que, desta vez, o mercado tem razões para estar nervoso, até porque o risco de corte no abastecimento é mesmo real.&lt;br /&gt;Caleia Rodrigues alerta que este é um «risco efectivo», sublinhando que este é mais do que um conflito geopolítico, é um conflito económico, ainda que escondido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Caleia Rodrigues acrescenta que o petróleo é o grande motivo do braço-de-ferro entre a Rússia e a Geórgia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1058263705020591251?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1058263705020591251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1058263705020591251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/08/petrleo-o-grande-motivo-do-brao-de.html' title='&quot;Petróleo é o grande motivo do braço-de-ferro entre Rússia e Geórgia», diz especialista em geopolítica do petróleo (TSF - 11.08.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SKGuD0n3mDI/AAAAAAAAAB0/FlKddU-fm-k/s72-c/BTCPipelineMap.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6213096812861010078</id><published>2008-08-06T10:44:00.001+01:00</published><updated>2008-08-06T10:45:56.467+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Combustíveis voltam a baixar (Rádio Clube Português, 6.Agosto.2008)</title><content type='html'>A cotação do barril de Brent abriu hoje a 117,25 dólares no mercado de Londres. São menos 45 cêntimos do que no fecho de ontem, no mercado que serve de referência Portugal.Depois da Galp, hoje, a BP e a Repsol baixaram também os preços dos combustíveis. Na BP o gasóleo está 2 cêntimos mais barato e o preço da gasolina tem menos 1 cêntimo. Na Repsol o gasóleo baixou 2,5 cêntimos e a gasolina meio cêntimo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões energéticas, defende que esta descida é sazonal e normal nesta altura do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Clube Português&lt;br /&gt;Economia - 06-08-2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6213096812861010078?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6213096812861010078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6213096812861010078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/08/combustveis-voltam-baixar-rdio-clube.html' title='Combustíveis voltam a baixar (Rádio Clube Português, 6.Agosto.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3724663823458893802</id><published>2008-08-06T10:32:00.001+01:00</published><updated>2008-08-06T10:35:11.653+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Barril de petróleo atinge hoje o valor mais baixo dos últimos três meses (Rádio clube Português, 5.Agosto.2008)</title><content type='html'>O barril de petróleo chegou hoje ao valor mais baixo dos últimos três meses.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; diz que a descida dos preços é sazonal.&lt;br /&gt;O especialista em petróleo diz que normalmente os preços caem durante o Verão, porque há menos consumo para aquecimento e indústria e lembra que os problemas estruturais da indústria que não satisfazem a oferta, continuam por resolver.&lt;br /&gt;O especialista lembra que apesar do abrandamento económico na Europa e nos Estados Unidos, as economias asiáticas continuam a crescer e a aumentar o consumo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; acredita que o preço pode chegar aos 150 dólares em Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Clube Português&lt;br /&gt;Economia - 05-08-2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3724663823458893802?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3724663823458893802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3724663823458893802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/08/barril-de-petrleo-atinge-hoje-o-valor.html' title='Barril de petróleo atinge hoje o valor mais baixo dos últimos três meses (Rádio clube Português, 5.Agosto.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-498724944311123054</id><published>2008-08-06T00:37:00.000+01:00</published><updated>2008-08-06T00:39:28.564+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Petróleo vai voltar a subir depois do Verão (Diário Económico, 6.Agosto.2008)</title><content type='html'>A descida do crude é explicada pela menor procura que acontece no Verão. Passado este efeito sazonal, as subidas voltarão porque se mantêm os problemas estruturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda recente dos preços do petróleo será temporária, pelo que a matéria-prima continuará a pressionar o crescimento dos países mais dependentes de energia importada, como Portugal. E os preços das mercadorias e dos transportes (e por essa via a dar argumentos para subidas das taxas de juro).&lt;br /&gt;Apesar da forte descida – o barril de Brent caía ontem quase 25 dólares face ao máximo histórico de 143 dólares de 11 de Julho –, o preço médio do contrato, calculado desde o início do ano, valia 73,6 euros (113,2 dólares). Medido na moeda única, o crude está actualmente 40% mais caro face à média de 2007.&lt;br /&gt;Os especialistas ouvidos dizem que os factores especulativos e algumas causas sazonais justificam o alívio “momentâneo” do petróleo. Passada esta fase – uma etapa em que os fundos (hedge funds) lucram com a venda de contratos altamente valorizados marcada pela menor procura associada ao Verão e pelo abrandamento económico e da procura dos países ocidentais, etc. – os peritos consideram que os argumentos para o petróleo voltar a subir continuam intactos.&lt;br /&gt;A procura mundial cresce tendencialmente mais do que a oferta, o cartel do petróleo (OPEP) continua a ter muito controlo sobre as entregas ao mercado, é cada vez mais caro investir na exploração (há muito petróleo no mundo, mas é bastante mais difícil lá chegar), há entraves tecnológicos importantes à produção, o retorno dos projectos de investimento é cada vez mais demorado.&lt;br /&gt;Eduardo Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, salienta que “o jogo especulativo está a ser determinante para este sobe e desce”.&lt;br /&gt;Mas sempre que o preço do petróleo dispara, vence patamares aos quais dificilmente regressará”. E isto porquê? “Porque o problema de fundo continua o mesmo: a procura cresce mais do que a oferta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor na área da energia, diz que “esta redução no preço era expectável. Subiu tanto que teria de cair um pouco. Mas é inevitável que volte a subir e a vencer novos máximos”. A procura costuma ser mais moderada no Verão, “mas os factores para que volte a disparar estão lá todos”, aponta. E dá exemplos: “investir na exploração é cada vez mais caro, o retorno de projectos como o Tupi no Brasil só acontecerá daqui a 10 ou 12 anos. No fundo há um problema latente e sério do lado da oferta a prazo que é saber com que dinheiro e fiabilidade se conseguirá extrair petróleo de sítios muito complicados, como as reservas nas águas ultra-profundas [Brasil] ou nas areias  betuminosas [Canadá]”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Cooper e Simon Fox, consultores da Mercer para o sector da energia, também defendem que o ritmo das subidas de preços dos últimos anos “sugerem que os fundamentais não são os únicos gatilhos” do actual choque petrolífero, apontando o dedo à “procura especulativa”. “O consenso geral é que o petróleo permaneça acima de 100 dólares”, podendo mesmo disparar ocasionalmente. Há analistas a falarem em picos de 200 ou 300 dólares, sublinham.&lt;br /&gt;James L. Williams, presidente da WTRG Economics, é de todos os menos pessimista. “O preço pode baixar até menos de 100 dólares por barril e ir até 85 dólares na Primavera de 2009”, mas “isto dependerá do grau de contágio dos problemas dos EUA ao resto do Mundo e da não existência de um conflito no Irão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Edição Impressa - Economia&lt;br /&gt;Luís Reis Ribeiro&lt;br /&gt;Energia 2008-08-06 00:05&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-498724944311123054?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/498724944311123054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/498724944311123054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/08/petrleo-vai-voltar-subir-depois-do-vero.html' title='Petróleo vai voltar a subir depois do Verão (Diário Económico, 6.Agosto.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6215420306833288781</id><published>2008-08-05T00:37:00.001+01:00</published><updated>2008-08-05T00:40:55.352+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Obama propõe venda de 70 milhões de barris de petróleo das reservas do país (TSF, 5.Agosto.2008)</title><content type='html'>Barack Obama propôs, esta segunda-feira, a venda de 70 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas do país para enfrentar a alta dos combustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À TSF, o especialista &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; considerou a proposta uma mera «declaração política».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;&lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, especialista em Economia Política, diz que a venda de 70 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas dos EUA iria ter grande impacto no mercado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;&lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt; diz que a proposta de Obama é apenas uma declaração política&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato presidencial democrata dos Estados Unidos propôs, esta segunda-feira, a venda de 70 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas do país para enfrentar a subida de preços dos combustíveis.&lt;br /&gt;«Deveríamos vender 70 milhões de barris de crude da nossa Reserva Estratégica de Petróleo e substituí-los por crude menos caro, o que no passado reduziu os preços da gasolina num prazo de duas semanas», defendeu Barack Obama, quando discursava em Lansing, no Estado do Michigan.&lt;br /&gt;Esta é a primeira vez que o candidato democrata defende, em nome do «sofrimento» dos norte-americanos, o uso das reservas estratégicas petrolíferas dos Estados Unidos para combater a escalada de preços dos combustíveis.&lt;br /&gt;Obama, que apresentou também medidas de longo prazo, como o desenvolvimento das energias alternativas, nomeadamente a solar e a eólica, acusou os políticos norte-americanos, incluindo o seu adversário directo, de terem fracassado, durante 30 anos, no combate à crise energética.&lt;br /&gt;O democrata afirmou que o seu adversário republicano está no bolso das grandes companhias petrolíferas, considerando que estas «têm bloqueado o avanço para outras formas de energia».&lt;br /&gt;Num discurso marcado por críticas directas e duras a John McCain, Barack Obama frisou que em Julho o republicano recebeu mais de um milhão de dólares de apoio à sua campanha da parte de petrolíferas.&lt;br /&gt;Estas acusações foram proferidas na mesma altura que a campanha do democrata começou a transmitir um novo anúncio em canais de televisão com críticas à política energética do candidato republicano.&lt;br /&gt;«Depois de um presidente no bolso das grandes companhias de petróleo, não nos podemos dar ao luxo de voltar a ter outro do género», defende o anúncio publicitário.&lt;br /&gt;As acusações de Obama surgem numa altura em que o debate sobre a política energética do país se está a tornar num dos principais tópicos de discussão das presidências de Novembro.&lt;br /&gt;O aumento dos custos de combustíveis está a levar os dois candidatos a apresentarem-se como capazes de iniciar uma política que liberte o país daquilo que Obama descreveu como o «vício do petróleo».&lt;br /&gt;Por seu lado John McCain voltou, esta segunda-feira, a defender o aumento da exploração petrolífera dentro dos Estados Unidos, afirmando, numa alusão a Obama, que quem se opõem a isso não tem a experiência necessária para compreender os desafios que o país enfrenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, ouvido pela TSF, o especialista em Economia Politica &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; disse que a proposta de Obama de vender 70 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas do país ia «seguramente» ter efeitos no mercado.&lt;br /&gt;No entanto, o especialista considerou a ideia lançada pelo democrata como uma «declaração política», lembrando que para levar a cabo essa venda seria primeiro necessário «alterar as regras da própria reserva» norte-americana.&lt;br /&gt;Além disso, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; lembrou que ao reduzir essa reserva estratégica, o país estaria a «reduzir a sua quantidade de defesa».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TSF&lt;br /&gt;5.Agosto.2008&lt;br /&gt;00h05&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6215420306833288781?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6215420306833288781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6215420306833288781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/08/obama-prope-venda-de-70-milhes-de.html' title='Obama propõe venda de 70 milhões de barris de petróleo das reservas do país (TSF, 5.Agosto.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4774539230072079612</id><published>2008-07-30T00:15:00.002+01:00</published><updated>2008-07-30T00:20:50.790+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Preços baixos na gasolina (Diário Económico, 30.Julho.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Petróleo voltou a baixar, mas até quando? OPEP prevê barril nos 80 dólares. Galp cortou preço da gasolina.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Facturas a subir, margens mais curtas, preços inflacionados e dificuldades nas contas. Nos últimos meses tem sido este o retrato de muitas indústrias nacionais, um cenário negro que ficou menos carregado nos últimos dias. Na terça-feira, a Galp baixou o preço da gasolina em quatro cêntimos e do gasóleo em três cêntimos, sendo a segunda redução no espaço de uma semana. Entretanto, a BP e Repsol também já baixaram, respondendo à queda do crude nos mercados internacionais.&lt;br /&gt;Apesar das boas notícias, o futuro parece  incerto Até quando vão cair os preços do barril? Até quando é que as gasolineiras vão corrigir os preços, depois das mais de vinte subidas desde Janeiro? “A tendência será para continuar a cair se o petróleo continuar a descer. Se continuar a baixar terá que haver reduções significativas” nos preços, garante Augusto Cymbron, ao Diário Económico. O presidente da Anarec lembrou as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chavez que disse, na semana passada, que o petróleo ficaria nos 100 dólares. Entretanto, ontem, 0 presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Khelil, considerou hoje “anormais” os preços actuais e admitiu que possam recuar até aos 80 dólares, caso o dólar continue e valorizar-se e a situação política no Médio Oriente melhore.&lt;br /&gt;Ainda sobre o petróleo, fonte oficial da Repsol disse ao Diário Económico que “tudo vai depender da oferta e da procura, dos movimentos geopolíticos que afectam directamente a matéria-prima”. Uma opinião partilhada pela BP Portugal que acrescenta a estes factores a variável financeira, associada à oscilação da cotação do dólar.  Do lado das gasolineiras, a expectativa é grande. “Esta queda, se se mantiver,  pode contribuir para uma retoma nos volumes”, diz fonte oficial da BP Portugal, marca que já reconheceu que a procura de combustível nas suas bombas tem estado a cair.&lt;br /&gt;O governo também tem boas expectativas. O ministro da economia português, Manuel Pinho acredita que esta descida terá um impacto positivo na economia. E, acrescentou ontem em Paços de Ferreira que, “não há razão objectiva para que o petróleo tenha duplicado o seu preço em tão pouco tempo”.&lt;br /&gt;Para o especialista em petróleo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, esta quebra verificada nas últimas semanas é resultado de algum efeito “sazonal” que normalmente se faz sentir a partir de Abril/Maio e se prolonga pelo Verão, período em que “ha uma quebra no consumo”, relacionada sobretudo com a paragem ou redução de actividade no sector da indústria. “Penso que no final de Setembro, Outubro os preços comecem novamente a subir, voltando para níveis de Fevereiro, Março”, afirmou &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Os recentes ajustes em baixo nos preços dos combustíveis têm tido menor impacto no petróleo. Um facto justificado tanto pela Galp Energia como pela Repsol pelos desequilíbrios que existem entre a oferta e a procura. “Na Europa existe excesso de gasolina o que leva a Europa a exportá-la; mas falta gasóleo”, afirmou fonte oficial da Repsol. “Face ao desequilíbrio entre oferta e procura de gasóleo que se tem vindo a sentir nos mercados internacionais, este produto tem tido tendência a aumentar mais do que a gasolina”, afirmou fonte oficial da Galp Energia, justificando deste modo a redução inferior no preço do gasóleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Galp à procura de petróleo na costa de Lisboa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A maior petrolífera portuguesa está a estudar a costa de Lisboa em busca de petróleo. A primeira fase de prospecção em busca do ouro negro passa por estudos geológicos, já concluídos ao largo da capital. “Em curso estão agora os estudos sísmicos, que correspondem a fazer uma ecografia ao subsolo”, explica Manuel Ferreira de Oliveira, presidente-executivo da Galp. Seguem-se depois estudos de pormenores, que permitem ter uma visão a três dimensões do subsolo para ver se há jazigas. No total, um estudo detalhado demora entre seis a oito anos. “Se dentro de três a quatro anos começarmos a perfurar o solo é porque há uma grande probabilidade de encontrarmos petróleo”, frisou o CEO. A Galp está também a estudar a bacia do Alentejo. A perfuração de um poço de petróleo custa entre 50 a 70 milhão de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;S&amp;amp;P aponta para preço do barril nos 130 dólares&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os preços dos futuros do petróleo deverão manter-se na casa dos 130 dólares, o que, estima a Standard &amp;amp; Poor’s (S&amp;amp;P), deverá continuar a dar suporte ao sector de exploração e produção de petróleo. Esta evolução tem contribuído para a “melhoria da qualidade do crédito e dos ‘ratings’ da indústria do gás e do petróleo, refere a casa de notação financeira, num nota divulgada ontem. Já as indústrias de refinação e comercialização “continuam a enfrentar difíceis condições de mercado, penalizadas pela confluência de elevados custos do petróleo e do gás natural, com  quebra na procura de gasolina e de produtos residuais”, refere a S&amp;amp;P. Como tal, a casa de notação financeira, prevê que “os resultados dos primeiros seis meses deste de 2008 sejam bem inferiores aos registada no forte primeiro semestre de 2007”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Marta Reis e Sara Piteira Mota&lt;br /&gt;Preço da gasolina 2008-07-30 00:05&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4774539230072079612?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4774539230072079612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4774539230072079612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/07/preos-baixos-na-gasolina-dirio-econmico.html' title='Preços baixos na gasolina (Diário Económico, 30.Julho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-8023203713836765452</id><published>2008-07-29T11:26:00.001+01:00</published><updated>2008-07-29T11:27:59.263+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Especialista avisa que descida de preço é “sazonal” (Rádio Renascença, 29.Julho.2008)</title><content type='html'>As descidas no preço ao consumidor dos combustíveis são, ainda que apenas em parte, reflexos da descida do petróleo nos mercados internacionais.&lt;br /&gt;Depois de uma subida extraordinária, o preço da matéria-prima tem descido nas últimas semanas.&lt;br /&gt;Uma descida que, segundo o especialista em mercados petrolíferos, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, acontece sazonalmente e a expectativa é que continue assim pelo menos até final do Verão.&lt;br /&gt;O especialista salienta que “invariavelmente, sobe outra vez, na altura das compras e dos grandes consumos, a partir de Outubro, Novembro”.&lt;br /&gt;O preço do petróleo nos mercados internacionais manteve-se, esta manhã, estável. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte, que serve de referência à fixação dos preços em Portugal, estava a ser transaccionado um pouco acima dos 126 dólares, uma subida ligeira de 55 cêntimos por barril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Renascença&lt;br /&gt;Combustíveis&lt;br /&gt;29-07-2008 11:1&lt;br /&gt;AC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-8023203713836765452?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8023203713836765452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8023203713836765452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/07/especialista-avisa-que-descida-de-preo.html' title='Especialista avisa que descida de preço é “sazonal” (Rádio Renascença, 29.Julho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3500050253517831010</id><published>2008-07-17T01:05:00.000+01:00</published><updated>2008-07-17T01:07:15.253+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Maus resultados fazem Galp cair 6,5% na bolsa (Diário Económico, 17.Julho.2008)</title><content type='html'>Ferreira de Oliveira disse que não ia ter boas notícias no semestre e a Galp caiu 6,5% em bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia positivo para a bolsa portuguesa, com os títulos da banca a subir, as acções da Galp Energia chegaram a cair 9,54% e a valer 10,90 euros, o valor mais baixo desde 8 de Novembro de 2007. A queda da maior petrolífera portuguesa acontece um dia depois do presidente executivo da empresa ter admitido que os resultados do segundo trimestre podem trazer más notícias aos accionistas. Ferreira de Oliveira disse terça-feira no Parlamento que não tinha “melhores notícias” do que aquelas que deu no primeiro trimestre. Nos primeiros três meses do ano, o lucro ajustado da empresa caiu 8,2% face ao período homólogo para os 109 milhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Galp está a sofrer com a diminuição das margens de refinação devido à escalada do preço do barril de petróleo”, explica um analista do mercado. A desvalorização do dólar face ao euro e a indefinição da tributação que vai ser aplicada no campo de petróleo de Tupi, no Brasil, também poderão estar a levantar dúvidas entre os accionistas.&lt;br /&gt;O ‘emagrecimento’ das margens das refinarias é um problema comum às várias petrolíferas europeias, a braços com a subida do preço do crude. Além disso, o consumo de combustíveis tem vindo a cair entre os 4% a 6% ao ano. Só no último ano, o consumo deverá ter caído 5%. Esta quebra na procura poderá estar também a contribuir para a diminuição das margens das&lt;br /&gt;refinarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As petrolíferas podem estar a esmagar as margens para incentivarem a procura. Ou seja, o aumento do preço do petróleo que compram não é acompanhado na mesma proporção pela subida do preço de venda de combustíveis”, explica &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões energéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prestação da Galp Energia em bolsa também tem sido afectada pela nova taxa Robin dos Bosques, recentemente anunciada pelo Governo. A medida vai cair sobre o valor das reservas petrolíferas com base no preço mais antigo. Apesar de o CEO da maior petrolífera nacional garantir que vai ter de pagar entre 100 a 150 milhões de euros ao Estado, um estudo ontem divulgado pelo banco BPI aponta para uma tributação que pode custar entre 300 a 380 milhões à Galp. Fonte da empresa garantiu ao Diário Económico que as contas do BPI “não fazem sentido nenhum” e têm em conta uma “visão catastrofista” da realidade.&lt;br /&gt;O presidente executivo da Galp Energia garantiu, contudo, que a aplicação desta taxa não irá prejudicar os resultados líquidos da empresa, até porque a medida “não foi uma surpresa” para a administração. “A política de distribuição de dividendos da Galp não é nada afectada por esta medida, uma vez que tem por base o custo de substituição dos barris”, esclareceu o presidente da petrolífera. Uma vez que os dividendos não têm em conta as reservas, os accionistas não são penalizados pela nova política fiscal.Galp teve a maior queda do PSI-20&lt;br /&gt;A Galp Energia protagonizou ontem a maior queda percentual do PSI 20, ao cair 6,56% para 11,26 euros, prejudicada pela queda nos preços do petróleo e pela incerteza dos efeitos que a taxa Robin dos Bosques vai ter na empresa. O ‘emagrecimento’ das margens de refinação e a desvalorização do dólar face ao euro também deverão estar a prejudicar a prestação da empresa em bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Previsões dos analistas 2008-07-17 00:05&lt;br /&gt;Sofia Lobato Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3500050253517831010?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3500050253517831010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3500050253517831010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/07/maus-resultados-fazem-galp-cair-65-na.html' title='Maus resultados fazem Galp cair 6,5% na bolsa (Diário Económico, 17.Julho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3797915484250521755</id><published>2008-07-10T12:44:00.001+01:00</published><updated>2008-07-10T12:46:11.932+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Reservas de Tupi valem até 697 mil milhões (Diário Económico, 10.Julho.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O campo brasileiro é o mais valioso do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A descoberta das maiores reservas de petróleo do mundo, em Tupi, no Brasil, revolucionou a indústria petrolífera a nível mundial. São entre cinco a oito mil milhões de barris de crude a mais de nove quilómetros de profundidade, ao largo da baía de Santos, no estado do Rio de Janeiro. Ao preço actual do barril, que ronda os 137 dólares, as reservas de Tupi valem entre 685 mil milhões de dólares e 1,1 bilião de dólares (435 mil milhões e 697 mil milhões de euros).&lt;br /&gt;“O Brasil tem nas mãos o maior campo petrolífero  do mundo e está agora a par, no panorama mundial, de superpotências como a Rússia e a Arábia Saudita”, explica &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões energéticas.&lt;br /&gt;As reservas milionárias de petróleo no Brasil estão a 250 quilómetros de distância da costa do estado do Rio de Janeiro. Debaixo do mar, os poços estão a nove quilómetros de profundidade e têm temperaturas que chegam aos 260 graus centígrados. É a difícil acessibilidade do campo petrolífero de Tupi que faz com a exploração dos poços seja tão cara.&lt;br /&gt;Peter Wells, director da empresa de pesquisa norte-americana  Nettex Petroleum Consultants,  fez os cálculos e garante que os trabalhos na zona de Tupe custarão qualquer coisa como 155 mil milhões de euros, mais ou menos o valor do financiamento do programa espacial norte-americana  pelos próximos catorze anos. A Galp, com uma participação de 10% no bloco BMS-11, um dos três da região de Tupi, terá investir qualquer coisa como 6,5 mil milhões de euros para fazer a extracção de petróleo.&lt;br /&gt;A Petrobras, que lidera o grupo de empresas petrolíferas que vão explorar os campos de Tupi, vai avançar com testes mais profundos no campo brasileiro no terceiro trimestre de 2009. Um ano depois deverão ser extraídos os primeiros cem mil barris diários de petróleo e produzidos quatro milhões de metros cúbicos de gás natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;2008-07-10 00:05&lt;br /&gt;Sofia Lobato Dias com A.B.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3797915484250521755?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3797915484250521755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3797915484250521755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/07/reservas-de-tupi-valem-at-697-mil.html' title='Reservas de Tupi valem até 697 mil milhões (Diário Económico, 10.Julho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3951966650848786676</id><published>2008-07-08T14:00:00.003+01:00</published><updated>2008-07-08T14:22:44.098+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Produtores de petróleo sem «margem» para aumentar produção, diz especialista (TSF, 8.Julho.2008, 11:09)</title><content type='html'>&lt;a href="javascript:Empty()"&gt;&lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt; diz que os produtores de petróleo não têm margem de manobra para aumentar a produção&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;alertou que os produtores de petróleo não «têm margem de manobra» para aumentar a produção, como solicitado pelo G8. Para o especialista, os líderes dos oito países deveriam ter sugerido a diminuição do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor e analista na área do petróleo, alertou, esta terça-feira, que «aparentemente» os produtores de petróleo não «têm margem de manobra» para aumentar a produção de petróleo, como solicitado pelos países do G8.&lt;br /&gt;Em declarações à TSF, o especialista alertou que «qualquer aumento de extracção de petróleo corresponde a investimentos astronómicos», sendo que se o caminho for esse «todos teremos de pagar».&lt;br /&gt;«O petróleo das grandes bolsas que estão a ser extraídas há mais de 50 anos estão com taxas de esgotamento enormes, daí que qualquer aumento de extracção corresponde a investimentos astronómicos», reforçou.&lt;br /&gt;O analista adiantou que apenas a Rússia tem aumentado «um pouco» a produção, porque «parece que tem uma técnica que ainda não é utilizada por outros na extracção de grande profundidade (deep waters)(deep depth)».&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; defendeu que o apelo dos países do G8 deveria ser sido para um «menor consumo» dos recursos petrolíferos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3951966650848786676?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3951966650848786676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3951966650848786676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/07/produtores-de-petrleo-sem-margem-para.html' title='Produtores de petróleo sem «margem» para aumentar produção, diz especialista (TSF, 8.Julho.2008, 11:09)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5918833481105101625</id><published>2008-06-27T14:19:00.002+01:00</published><updated>2008-07-02T01:00:22.008+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Preço atinge novo recorde (Rádio Renascença, 27.Junho.2008)</title><content type='html'>As cotações do barril de petróleo estão em novos máximos históricos, chegando aos 141 dólares, depois do presidente da OPEP, Chakib Kelil, ter dito, ontem, que o preço poderá subir aos 170 dólares por barril ainda este Verão. (oil price)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os analistas estão alarmados com este novo recorde, porque se o preço do barril do petróleo está a bater sucessivos máximos no Verão no Hemisfério Norte, as perspectivas para o Inverno, quando a procura energética subir, afiguram-se preocupantes.&lt;br /&gt;O Brent, referência para as importações portuguesas, está próximo dos 142 dólares, no mercado de Londres. (oil price)&lt;br /&gt;Também nas últimas horas, o Deustche Bank referia que se o preço do petróleo chegar aos 200 dólares por barril, a economia mundial entrará em recessão.&lt;br /&gt;Na análise de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, analista dos mercados petrolíferos, o cenário é particularmente preocupante, até porque pode haver escassez no mercado, o que pode conduzir ao continuar do um aumento dos preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Renascença&lt;br /&gt;27-06-2008 11:39&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5918833481105101625?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5918833481105101625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5918833481105101625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/preo-atinge-novo-recorde-rdio-renascena.html' title='Preço atinge novo recorde (Rádio Renascença, 27.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-8980859882036547418</id><published>2008-06-27T01:36:00.003+01:00</published><updated>2008-07-02T01:02:33.732+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Choque petrolífero vai começar a ter impacto (Bolsa Total, 22.Novembro.2007)</title><content type='html'>Apesar do euro ter atingido o ponto mais alto de sempre face ao dólar, deixou de ser a almofada contra a alta do preço do petróleo. O custo de vida vai agravar-se.&lt;br /&gt;O euro está no valor mais alto de sempre frente ao dólar, mas deixou de proteger as economias europeias do choque petrolífero. Isto é, o preço médio do barril de petróleo em euros ultrapassou esta semana a média do ano passado, apesar da moeda única valer quase 1,5 dólares. Isto acontece porque o ritmo de subida do ouro negro é superior ao da taxa de câmbio e não deverá perder músculo nos próximos meses.&lt;br /&gt;O barril de Brent (oil price), negociado em dólares, estava ontem 8,5% mais caro do que a média de 2006; em euros valia mais 0,2%, quando até aqui esteve a cair. A cotação média diária do barril em 2007 (70,7 dólares) também já ultrapassa a prevista pelo Governo no Orçamento do Estado, de 69,5 dólares. Daqui em diante, dizem os especialistas, a situação tenderá a agravar-se, ou seja, empresas e consumidores vão sentir cada vez mais o impacto negativo da subida do petróleo e do euro.&lt;br /&gt;“Não vai parar de subir. Continuo muito preocupado pois nada mudou nos fundamentais: a oferta de petróleo não tem capacidade para crescer mais e a procura continua em alta com o forte crescimento das economias emergentes”, lembra &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, economista especializado no sector da energia.&lt;br /&gt;Esta tese é defendida por outros observadores, como Agostinho Pereira de Miranda, advogado e consultor nesta mesma área, e Nuno Ribeiro da Silva, professor de Economia da Energia do ISEG.&lt;br /&gt;Os efeitos nos combustíveis deverão ser sentidos já na próxima semana, pois os mercados liberalizados ditam que as alterações nos preços internacionais (oil price) se reflictam de forma quase instantânea nos preços aplicados aos consumidores finais, sejam particulares ou empresas.Por um lado a apreciação da moeda única dificulta seriamente os negócios dos exportadores europeus. Por outro, a subida do preço do petróleo (oil price), além de penalizar as empresas, pesará cada vez mais na carteira dos consumidores, sobretudo nos países mais afectados pelo endividamento, onde o desemprego é um problema estrutural grave e onde a produtividade tarda em descolar – é o caso da economia nacional. Em Portugal, o duplo impacto do euro/petróleo está a ser especialmente prejudicial porque a economia é totalmente dependente do petróleo que importa e porque desperdiça a maior parte dessa energia que compra. Ribeiro da Silva e Eduardo Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, estimam que o desperdício represente 60% da energia consumida.&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, “os preços do petróleo vão continuar a galopar e Portugal está numa situação particularmente frágil”. “É uma economia pequena e dependente que sentirá dificuldades acrescidas nos próximos tempos. O custos dos transportes vão continua em alta, os da alimentação também, e é de prever uma retracção no turismo por causa dos preços das passagens aéreas”.&lt;br /&gt;As cotações vão permanecer acima dos 100 dólares “porque faltam inovações tecnológicas e alternativas energéticas com aplicação em larga escala”, sublinhou Pereira de Miranda.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; observa que “os grandes produtores até podem ter muitas reservas, mas ninguém está a investir para extrair esse petróleo porque o custo é cada vez mais elevado”.&lt;br /&gt;Três indústrias sob alta pressão em Portugal&lt;br /&gt;Transportes&lt;br /&gt;O sector dos transportes é o calcanhar de Aquiles da economia portuguesa, já que absorve cerca de metade do consumo de petróleo. Ineficientes e dependentes da energia importada, os transportes são o eixo de transmissão mais rápido do choque internacional à economia doméstica, seja via preço da gasolina e gasóleo, seja através do transporte de mercadorias.&lt;br /&gt;Alimentação&lt;br /&gt;O preço dos alimentos está a subir de forma imparável, contribuindo por exemplo para um aumento da inflação e para a perda de poder de compra de todos os portugueses, mesmo os de menores rendimentos. Reflecte o custo dos transportes, mas também o advento dos biocombustíveis (movidos a cereais) e a procura cada vez maior das economias emergentes.&lt;br /&gt;Turismo&lt;br /&gt;Em Portugal, o crescimento da economia (a construção, o imobiliário e o sector dos serviços, por exemplo) depende do fluxo de turistas.&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o choque petrolífero vem “comprometer” o negócio das companhias aéreas e por arrasto, o turismo de massas. “O jetfuel está cada vez mais caro, não creio os actuais calendários de voos sejam sustentáveis a prazo”, avisa.&lt;br /&gt;Luis Reis Ribeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-8980859882036547418?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8980859882036547418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8980859882036547418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/choque-petrolfero-vai-comear-ter.html' title='Choque petrolífero vai começar a ter impacto (Bolsa Total, 22.Novembro.2007)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4373631304019065348</id><published>2008-06-24T00:59:00.000+01:00</published><updated>2008-06-24T01:02:05.118+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Analistas pensam que preço do barril de petróleo não vai parar de subir (24 horas, 23.Junho.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Litro de gasolina pode ultrapassar os dois euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os optimistas antevêem pequenas subidas que colocam o litro a 1,60 euros.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira passada, o preço do barril de petróleo cotou-se a 132,26 dólares. Se até ao final do ano chegar aos 200 dólares (129 euros), então os portugueses devem preparar-se para pagar bem mais pela gasolina e pelo gasóleo nas bombas de combustível. Este é o cenário mais negro avançado por alguns analistas. Mas existem outros menos pessimistas, que colocam os preços ligeiramente acima dos que são praticados agora.&lt;br /&gt;“Esta (os 200 dólares) é a próxima meta que se pensa que poderá ser atingida. Se isso acontecer, o litro do gasóleo poderá chagar aos 2 euros e a gasolina aos 2,10 ou mesmo aos 2,20 euros. Falam-se de conversações entre a União europeia e os Estados Unidos para colocar um travão na subida, mas se o preço do barril ultrapassar os 150 dólares (97 euros), então também irá chegar aos 200”, disse ao 24horas o economista Miguel Gomes da Silva, especialista nesta área.&lt;br /&gt;Mas também há especialistas que acreditam que o preço do barril não passará muito mais do valor actual. “O Brent tem variações sazonais. Nos últimos anos tem havido uma baixa entre Fevereiro e Março até Junho/Julho e depois volta a subir até Outubro e Novembro. Tem a ver com o Inverno e maiores consumos. Este ano o preço praticamente não baixou e, por isso, imagino que subirá menos. Provavelmente estará nos 160 dólares quando chegarmos ao Inverno”, explicou ao &lt;em&gt;24horas&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, consultor na área de energia.&lt;br /&gt;Também Pedro de Almeida, consultor no domínio da previsão dos preços de petróleo, acredita que “o que se pode esperar são preços próximos dos actuais”:”O preço é provocado pela escassez. É uma questão sem solução, porque todos os países já passaram pelo pico da produção. A única forma de controlar o consumo é pelos preços. É possível que o litro do gasóleo e da gasolina oscile entre os 1,40 e 1,60 euros”.&lt;br /&gt;Ana Maia&lt;br /&gt;&lt;em&gt;24horas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;23.Junho.2008&lt;br /&gt;ana.m.maia@24horas.com.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4373631304019065348?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4373631304019065348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4373631304019065348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/analistas-pensam-que-preo-do-barril-de.html' title='Analistas pensam que preço do barril de petróleo não vai parar de subir (24 horas, 23.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-429752290205167100</id><published>2008-06-24T00:57:00.001+01:00</published><updated>2008-06-24T00:59:38.526+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Hábitos vão ter de mudar (24 horas, 23.Junho.2008)</title><content type='html'>As implicações da subida do preço do petróleo vão além do valor a que iremos pagar os combustíveis. “A estrutura social foi feita com base no petróleo barato. As pessoas vivem a 40 quilómetros do trabalho e ainda têm de levar os filhos à escola. A forma de vida terá de ser alterada”, sublinha &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O mesmo alerta deixa Pedro de Almeida: “Ainda estamos no princípio dos efeitos do preço dos combustíveis. As pessoas vão sofrer muito por causa de empresas a fechar, falta de emprego e aumento do preço dos alimentos”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;24horas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;23.Junho.2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-429752290205167100?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/429752290205167100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/429752290205167100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/hbitos-vo-ter-de-mudar-24-horas.html' title='Hábitos vão ter de mudar (24 horas, 23.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-340791371842157527</id><published>2008-06-19T13:41:00.001+01:00</published><updated>2008-06-19T13:44:27.415+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Imposto sobre as petrolíferas não gera consenso (Rádio Renascença, 19.Junho.2008)</title><content type='html'>Avançar com um imposto sobre as petrolíferas pode ser bom para os consumidores, mas poderá revelar-se um desastre a médio prazo. É a opinião do especialista na análise do mercado global de petróleo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera”, o Presidente da Comissão Europeia disse que não se opunha a um imposto sobre as petrolíferas, o que, para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é uma solução que poderia tornar ainda mais vulneráveis as empresas europeias.“Quando se está a penalizar as empresas europeias que só são distribuidoras ainda lhes estão a retirar mais capacidade de manobra. Eu não quero dizer que não possa haver, nalgumas situações, lucros excessivos. Mas, o que tem vindo a acontecer é que cada vez mais se retira poder às empresas europeias que cada vez conseguem menos competir internacionalmente” – explicou o especialista.&lt;br /&gt;Por sua vez, o Presidente da ANAREC, Augusto Cymbron, não concorda com a eventualidade de ser cobrado um imposto às petrolíferas.&lt;br /&gt;Cymbron defende antes o fim da liberalização de preços das gasolinas.Também José Horta, da Associação Portuguesa das Empresas Petroliferas, diz que taxar as companhias não terá efeitos positivos junto do consumidor.&lt;br /&gt;Já a DECO - pela voz de Jorge Morgado - sustenta que a eventual nova taxa seria desfavorável para os consumidores apesar dos benefícios para as contas do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Renascença&lt;br /&gt;19-06-2008 13:15&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-340791371842157527?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/340791371842157527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/340791371842157527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/imposto-sobre-as-petrolferas-no-gera.html' title='Imposto sobre as petrolíferas não gera consenso (Rádio Renascença, 19.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7522865502995803592</id><published>2008-06-18T00:19:00.001+01:00</published><updated>2008-06-18T00:21:50.223+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Factura do petróleo sobe 30% em Portugal (Diário Económico, 18.Junho.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O choque petrolífero vai custar ao país sete mil milhões de euros – 4,5% do PIB – o valor mais alto desde a crise dos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Este ano, o choque petrolífero em curso deverá custar à economia portuguesa mais de sete mil milhões de euros, cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), e isto considerando apenas a despesa directa com petróleo bruto. É o valor mais alto desde a crise dos anos 80.&lt;br /&gt;Cálculos com base nos dados mais recentes da British Petroleum (BP) e nas previsões oficiais para a cotação do barril (115,5 dólares) e do euro (1,54 dólares) mostram que a factura energética deverá subir 30% em 2008, assumindo que o consumo recua – o que já está a acontecer. Caso o consumo se mantenha nos níveis de 2007 ou o euro perca valor, o quadro será mais adverso. Do lado da cotação do crude, os especialistas consideram estarem reunidas as condições para que os preços continuem em alta: a procura cada vez mais forte das economias emergentes e a incapacidade de produzir mais com a tecnologia disponível. A BP confirma-o: em 2007, o consumo superou a oferta e a diferença foi a maior de sempre.&lt;br /&gt;Os analistas consideram que o enfraquecimento do consumo é o cenário mais plausível, tendo em conta as previsões de fraco crescimento do PIB (1,5%), perda de poder de compra e dificuldades na actividade das empresas. “O choque em curso é demasiado grande para que não haja efeitos negativos no consumo. Foi assim em 2006 [compras de crude caíram 9%], será assim este ano”, defende &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em energia.&lt;br /&gt;A factura de 7,6 mil milhões de euros a ser paga pelos portugueses pressupõe que o consumo de petróleo cai 7%, ligeiramente menos do que a quebra de 2006, já o choque petrolífero tinha três anos – começou no ano da invasão do Iraque. A conta energética de Portugal em 2008 deverá ser, assim, a mais alta desde a crise da primeira metade dos anos 80, quando a factura disparou até 8,5% do PIB no rescaldo dos dois primeiros choques (1973 e 1978) e de uma grave recessão da economia nacional (entre 1982 e 1983). Se o consumo de petróleo ficar nos valores de 2007 (110 milhões de barris anuais), o problema será mais grave, custando 5% do PIB.&lt;br /&gt;A dependência, a ineficiência e as soluções&lt;br /&gt;O euro tem sido decisivo para amortecer os danos do choque ao longo dos últimos anos: se Portugal comprasse petróleo directamente em dólares pagaria mais 48% pelos mesmos barris, em 2008.&lt;br /&gt;Segundo a BP, Portugal era, em 2007, o sexto país do mundo mais dependente de petróleo e o terceiro mais exposto da Europa e Eurásia. O petróleo pesa 60% no consumo total de energia primária (onde se incluem também gás natural, carvão e barragens, mas não entram fontes renováveis como a solar e eólica). Os mais dependentes desta região são a Grécia e Irlanda, mostra a BP.&lt;br /&gt;“Em Portugal, a estratégia de política económica continua a passar pela construção de estradas e de incentivo ao transporte rodoviário. Assim nunca podemos esperar que a situação melhore”, acusa João Cantiga Esteves, economista e professor do ISEG. Eduardo Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, refere que o maior problema do país é a ineficiência pois “o maior recurso energético está na energia que se desperdiça, cerca de 60% do total”. O catedrático aponta ainda outros bloqueios sérios como a falta de regulação na construção de edifícios ou os sistemas de transportes obsoletos.&lt;br /&gt;“São precisas medidas de efeito imediato sobre o sector dos transportes, a circulação e a ocupação automóvel, por exemplo, e outras de médio/longo prazo, como o ordenamento das cidades e dos subúrbios ou a regulamentação para uma maior eficiência dos edifícios”, exemplifica Nuno Ribeiro da Silva, economista especializado em energia. Acusa ainda “as empresas de transportes públicos de nem sequer tentarem ser eficientes”. “Se não é numa altura de crise como esta que vivemos que chamamos as pessoas para os transportes públicos, não estou a ver quando será”, observa.O petróleo não é todo igual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petróleo convencional - Custa 9 euros por barril&lt;br /&gt;É o petróleo clássico, mais leve e fácil de refinar. Produzi-lo custa apenas 9 dólares por barril. Tem dois problemas: está a acabar em alguns países (Arábia Saudita) e é amplamente controlado pela OPEP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Areias betuminosas - Custa 23 dólares por barril&lt;br /&gt;É a riqueza inexplorada do Canadá. Se a tecnologia fosse viável, o país seria o segundo maior produtor do mundo. Produzir um barril deste petróleo custa 23 dólares e é altamente poluente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petróleo pesado - Custa 18 dólares por barril&lt;br /&gt;É pesado e está mais fundo. É o crude mais comum nos mares do Brasil e Venezuela. Daí os elevados investimentos que a Galp tem de fazer para chegar até ele. Custa mais do dobro a produzir do que o normal.&lt;br /&gt;Recuperação de poços - Custa 16 dólares por barril&lt;br /&gt;Para aproveitar os poços hoje existentes até à última gota é preciso investir e poluir bastante. Um barril deste petróleo custa quase o dobro face ao crude normal e polui 70% mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Alternativas energéticas 2008-06-18 00:05&lt;br /&gt;Luís Reis Ribeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7522865502995803592?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7522865502995803592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7522865502995803592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/factura-do-petrleo-sobe-30-em-portugal.html' title='Factura do petróleo sobe 30% em Portugal (Diário Económico, 18.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-8709802212674906278</id><published>2008-06-17T22:09:00.001+01:00</published><updated>2008-06-17T22:12:17.716+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Gasóleo aumenta 4 vezes mais que gasolina no último ano (RCP, 9.Junho.2008)</title><content type='html'>Nos últimos 12 meses, o aumento do preço de gasóleo foi quatro vezes maior do que o aumento do preço da gasolina. Dados da Direcção Geral de Energia, correspondentes ao final de Maio, mostram que, num ano, o gasóleo aumentou 33% e a gasolina, 8%.&lt;br /&gt;Os especialistas garantem que os impostos e a escalada do preço do barril de petróleo não explicam esta diferença. O problema, dizem, está nas refinarias desactualizadas, como explica a jornalista &lt;a href="mailto:catarinapereira@mcr.clix.pt"&gt;Catarina Almeida Pereira&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Os especialistas dizem que o preço do gasóleo deve continuar a subir, até porque o custo de produção, sem impostos, já é superior ao da gasolina. O secretário-geral da Apetro, José Horta, lembra que a diferença de preços não foi tão grande nos primeiros quatro meses do ano.&lt;br /&gt;Mas se é grande, agora, é porque essa é a tendência dos mercados internacionais. O secretário-geral da Apetro afirma que a falta de gasóleo é um problema estrutural de toda a Europa. Para resolver o problema, será preciso investir em soluções alternativas.&lt;br /&gt;Mas, para o especialista em petróleo, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, as empresas não têm condições no contexto actual. No final de Maio, a diferença de preços entre gasóleo e gasolina era de apenas de 7 cêntimos.&lt;br /&gt;A manter-se esta tendência, o preço do gasóleo deverá ultrapassar o preço da gasolina, de acordo com a opinião do especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Clube Português&lt;br /&gt;Economia - 09-06-2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-8709802212674906278?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8709802212674906278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8709802212674906278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/gasleo-aumenta-4-vezes-mais-que.html' title='Gasóleo aumenta 4 vezes mais que gasolina no último ano (RCP, 9.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3620501304611696506</id><published>2008-06-15T22:16:00.001+01:00</published><updated>2008-06-15T22:18:47.160+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Arábia Saudita aumenta produção (Rádio Renascença - 15.Junho.2008)</title><content type='html'>A Arábia Saudita vai aumentar a sua produção de petróleo para mais 200 mil barris por dia em Julho, para responder à procura, disse hoje o secretário-geral da ONU, no final de uma visita ao país.&lt;br /&gt;"Os sauditas responderão positivamente sempre que houver um pedido dos clientes para que não se verifique uma situação de escassez", referiu Ban Ki-moon.&lt;br /&gt;A Arábia Saudita aumentou a sua produção este mês em 300 mil barris de petróleo por dia e prepara-se para colocar no mercado mais 200 mil.&lt;br /&gt;Esta decisão anunciada hoje deverá elevar a produção da Arábia Saudita de 9,45 milhões de barris por dia para 9,75 milhões de barris por dia.&lt;br /&gt;Horas antes, depois de se reunir com o rei Abdallah, Ban disse à imprensa que o monarca saudita considera que os preços do petróleo estão "anormalmente altos" e tudo fará para os remeter a "níveis aceitáveis".&lt;br /&gt;"Ele acha que os preços do petróleo estão anormalmente altos devido a factores especulativos e a políticas de alguns governos", disse o secretário-geral, acrescentando que Abdallah "está disposto a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para fazer baixar o preço do petróleo para níveis convenientes".&lt;br /&gt;A Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo ao mundo, decidiu acolher na próxima semana em Djeddah uma reunião dos principais países produtores e consumidores para discutir sobre o aumento do preço do barril, que registou no passado dia 6 um recorde absoluto de 139,12 dólares em Nova Iorque.&lt;br /&gt;Para o Professor &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões petrolíferas, esta é uma notícia que pode aliviar a tensão actual.&lt;br /&gt;No entanto, trata-se de um valor insuficiente para fazer baixar de forma significativa o custo do petróleo nos mercados internacionais, diz &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, em declarações à Renascença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio Renascença&lt;br /&gt;15-06-2008 18:19&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3620501304611696506?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3620501304611696506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3620501304611696506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/arbia-saudita-aumenta-produo-rdio.html' title='Arábia Saudita aumenta produção (Rádio Renascença - 15.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3732279921042677985</id><published>2008-06-15T22:13:00.001+01:00</published><updated>2008-06-15T22:16:18.372+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Aumento da produção de petróleo pela Arábia Saudita (RTP - Antena 1 - 15.Junho.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Especialista afirma que aumento da produção de petróleo pela Arábia Saudita não levará a uma descida de preços&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A Arábia Saudita vai aumentar a produção de petróleo para responder ao aumento da procura internacional, face ao aumento do preço dos combustíveis. Este é o segundo aumento decidido pelo reino saudita, que a partir do próximo mês passa a produzir mais de 200 mil barris por dia. Esta foi uma decisão que mereceu o aplauso do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, mas na opinião do economista &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - especialista em mercados petrolíferos - esta medida não vai originar uma descida do preço do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RTP – Antena 1&lt;br /&gt;15.Junho.2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3732279921042677985?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3732279921042677985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3732279921042677985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/aumento-da-produo-de-petrleo-pela-arbia.html' title='Aumento da produção de petróleo pela Arábia Saudita (RTP - Antena 1 - 15.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7723942825873891201</id><published>2008-06-10T23:31:00.002+01:00</published><updated>2008-06-10T23:35:55.482+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Combustíveis baixaram de madrugada - Analistas duvidam que tendência seja definitiva (Diário Económico, 6.Junho.2008)</title><content type='html'>Quem encher hoje o depósito do carro já vai conseguir poupar alguns euros. A Galp baixou, esta madrugada, o preço do gasóleo em meio cêntimo, naquela que foi a segunda redução em apenas uma semana, passando este produto a ter um preço médio de referência de 1,40 euros. Em comunicado, a petrolífera explica que esta situação se deve à tendência de quebra do preço do barril nos mercados internacionais.&lt;br /&gt;No entanto, apesar de estar a baixar, as oscilações do preço do crude continuam. Depois de ter atingido o máximo dos 135 dólares por barril, ontem o preço do crude chegou aos 122 dólares, mas acabou por fechar a subir 5 %, nos 127 dólares. De acordo com a Bloomberg, a causa foi uma nova quebra do dólar face ao euro, devido à ameaça de que as taxas de juro podem aumentar para reduzir a inflação.&lt;br /&gt;E é exactamente por causa destas oscilações que a BP se mantém cautelosa. Fonte da petrolífera britânica admitiu ontem ao Diário Económico que também pode vir a baixar os preços, mas apenas se houver “uma descida sustentada do preço do crude”. “Logo que o preço dos produtos refinados baixar isso terá de reflectir-se no preço final dos combustíveis”, disse a mesma fonte. A BP baixou, ligeiramente, os preços do gasóleo no dia 4 de Junho.&lt;br /&gt;Clemente Pedro Nunes, professor do Instituto Superior Técnico e especialista em energia, acredita que “está aberto o caminho para descer o preço dos combustíveis”, mas que tal não acontecerá de uma forma tão rápida como foi aquando da subida dos preços. No entanto, &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Para o economista &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, esta redução do preço, não é mais do que sazonal. “O lógico será haver uma descida razoável, mas depois subirá até aos preços actuais em Dezembro. Nunca mais vamos chegar aos preços de há um ano”, reparou, acrescentando que também nunca mais “vamos ter o petróleo abaixo dos 110 euros”. “Se baixar, no máximo será até aos 110 ou 115 dólares por barril de crude”, referiu.&lt;br /&gt;A razão é simples, explica. “Há muita falta de petróleo e vão ser precisos investimentos astronómicos para novas descobertas”. Que é o que se passa no Brasil, mais precisamente no poço Tupi e circundantes, ou, por exemplo, na Rússia. “A Rússia vai ter  de investir cerca de 650 mil milhões de euros em 20 anos para poder continuar com uma produção idêntica à que tem agora. Vai precisar de 32 mil milhões de euros anuais para produzir 8,5 milhões de barris diários, o que dá 13 euros por barril, só para produzir”, disse o economista. A este valor ainda temos de junta o preço da extracção, que está entre os 12 e os 14 euros e, depois, a armazenagem, transporte e segurança, o que leva o preço final a aumentar, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;6 de Junho de 2008&lt;br /&gt;Ana Baptista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7723942825873891201?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7723942825873891201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7723942825873891201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/06/combustveis-baixaram-de-madrugada.html' title='Combustíveis baixaram de madrugada - Analistas duvidam que tendência seja definitiva (Diário Económico, 6.Junho.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3821570001380063810</id><published>2008-05-25T16:07:00.006+01:00</published><updated>2008-06-10T23:28:30.572+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica (Comunicação Social)'/><title type='text'>Perceber o petróleo (Expresso, "Economia", 22.Abril.2006)</title><content type='html'>"&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Quando ouvimos falar em crise de petróleo deparamo-nos com um perigoso equívoco&lt;/span&gt;", isto porque, segundo &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;, não estamos perante uma crise. Mas sim perante uma nova realidade - a escassez de uma matéria-prima - à qual nos temos que habituar. Uma crise, defende este autor, é por definição passageira. Ora não é disso que se trata.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt; fala-nos de uma situação irreversível que é uma "&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;consequência natural da desenfreada intensificação e descontrolada massificação da utilização do petróleo&lt;/span&gt;". Como resultado: a procura é superior à oferta. "&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Enquanto a população mundial aumentou três vezes e meia desde 1890, a energia industrial consumida 'per capita', apesar de desigualmente repartida, aumentou mais de sete vezes durante mesmo período e a energia total consumida a nível mundial aumentou quase catorze vezes&lt;/span&gt;". Esta obra (Petróleo, Qual Crise?), que apresenta inúmeros dados económicos de fontes diferentes, é elucidativa sobre a evolução do mercado petrolífero ao longo dos últimos anos. E apresenta ainda o petróleo como uma fonte natural que corre (comparativamente) cada vez mais, para os países em vias de desenvolvimento em detrimento dos países desenvolvidos. São expostos, entre outros, os diferentes cenários que estão a ser estudados para fazer face a esta situação; e os interesses políticos que estão em cima da mesa.&lt;br /&gt;Mafalda Aguiar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3821570001380063810?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3821570001380063810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3821570001380063810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/perceber-o-petrleo-expresso-economia.html' title='Perceber o petróleo (Expresso, &quot;Economia&quot;, 22.Abril.2006)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7251015390382616387</id><published>2008-05-25T15:59:00.002+01:00</published><updated>2008-05-25T16:06:24.325+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo de Opinião'/><title type='text'>Que preço terá que atingir o barril para que comecem os mega-investimentos requeridos? (J. Caleia Rodrigues, in Executive Digest, Junho 2006)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Perante a escassez de reservas comprovadas de petróleo bruto convencional e da capacidade de refinação disponível, é feito apelo a novo e substancial investimento no sector.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A não se realizarem investimentos de grande envergadura, envolvendo sectores a montante e a jusante, a produção mundial no ano 2020 será sensivelmente a mesma que se obtinha em 1980.&lt;br /&gt;Porém, a população mundial atingirá quantidade aproximadamente dupla e muito mais industrializada, logo mais dependente do petróleo, do que em 1980. Portanto, a procura mundial por petróleo, ultrapassará largamente o seu ritmo de aumento de produção. Numa situação destas, os preços continuarão a subir incessantemente e as economias dependentes do petróleo para o seu desenvolvimento sustentado implodirão com os consequentes potenciais riscos de confrontações violentas.&lt;br /&gt;Os efeitos consequentes de uma pequena quebra na produção produz efeitos devastadores. Lembremo-nos que, durante os choques petrolíferos da década de 70, a redução da produção atingiu apenas os 5 por cento, causando a quadruplicação dos preços do petróleo convencional. Afortunadamente, a catapultagem desses preços foi temporária e passageira. Por isso foram chamados “choques”.&lt;br /&gt;Segundo as estimativas de muitos analistas, o inevitável decréscimo de produção poderá atingir uma taxa de 8 por cento anuais, Outros até predizem reduções da ordem dos 10 a 13 por cento. Grande parte dos petrofísicos expressam a opinião de que o ano 2007 será o último ano da bonança do petróleo barato, o que conduzirá a uma maior escassez de combustíveis e a um severo aumento de bloqueamentos a começar entre 2008 e 2012.&lt;br /&gt;As chamadas “alternativas” ao petróleo podem ser consideradas, de facto, actualmente como “derivativas”. Sem abundante e seguro abastecimento de petróleo, não parece ser possível alcançar estas alternativas em grau suficiente que energize rapidamente o mundo moderno.&lt;br /&gt;Recordemos que, após uma primeira informação de possibilidade de existência de nova bolsa petrolífera, só as análises sísmicas que permitem determinar a estrutura dos jazigos (rochas-reservatório), quer em quantidade extraível quer em qualidade (densidade, taxas de enxofre, etc.), atingem encargos de não poucos milhões de dólares. Note-se que, actualmente, já se estão a realizar extracções a mais de 3 mil metros de profundidade.&lt;br /&gt;A globalização da economia e a internacionalização das empresas, também poderá ter contribuído para o agravamento do consumo global de combustíveis, dado que os produtos percorrem grandes distâncias desde os locais de produção até chegarem aos mercados consumidores. Daí o recurso à deslocalização dos centros de produção para inserção em locais mais próximos dos consumidores finais.&lt;br /&gt;À guisa do realce da urgência da implementação de novos desenvolvimentos, devemos salientar que são precisos, pelo menos, 12 anos desde a tomada de decisão até à obtenção de taxas correntes de produção a partir do petróleo pesado ou dos xistos betuminosos. Não considerando tempos de revisão do projecto para adaptação às constantes alterações das exigências ambientais a cumprir. Na mesma ordem de ideias, são precisos 15 anos para a aprovação e construção de uma refinaria de processamento de petróleo pesado, mesmo tendo em conta um conhecimento tecnológico disponível e um perfeito respeito pelas normas ambientais. Apesar das esperanças postas no petróleo pesado e extra-pesado, deve ter-se em consideração que só apresentam soluções de satisfação a médio-prazo.&lt;br /&gt;J. Caleia Rodrigues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7251015390382616387?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7251015390382616387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7251015390382616387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/que-preo-ter-que-atingir-o-barril-para.html' title='Que preço terá que atingir o barril para que comecem os mega-investimentos requeridos? (J. Caleia Rodrigues, in Executive Digest, Junho 2006)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6189336238579473657</id><published>2008-05-25T13:33:00.004+01:00</published><updated>2008-05-25T13:40:16.068+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferência'/><title type='text'>Forum da Energia: O Futuro da Energia, as Energias do Futuro (J. Caleia Rodrigues, Conferência "água &amp; ambiente", Lisboa, 21 a 24.Novembro.2006)</title><content type='html'>Nota de abertura da Conferência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar devo saudar e louvar os promotores deste Forum por esta oportuna iniciativa.&lt;br /&gt;O convite para vir moderar o painel denominado “Da crise do petróleo à oportunidade das energias alternativas” constituiu para mim um privilégio que vou tentar merecer.&lt;br /&gt;Isto, porque, nestas matérias, sou um activo incitador e hoje vejo-me a desempenhar o papel de moderador.&lt;br /&gt;No que se refere à indicada “Crise de petróleo” que constitui a primeira parte do título desta mesa redonda, sinto-me na obrigação, para ser coerente em relação ao que tenho dito e escrito, de apresentar a minha posição, partilhada por muitos outros analistas desta matéria: nem o sector nem o mercado petrolíferos atravessam uma crise.&lt;br /&gt;Uma crise é algo de passageiro ou transitório.&lt;br /&gt;A situação aparenta um fim de ciclo que se caracterizou por uma suficiente capacidade extractiva instalada no sector e um regular abastecimento ao mercado.&lt;br /&gt;É por demais evidente a dependência económica configurada por numerosos países, na sua incessante busca de novas e mais seguras origens de bens energéticos, indispensáveis à manutenção do seu tecido social e económico.&lt;br /&gt;O que os torna estratégicos é a sua influência na soberania e na segurança nacionais.&lt;br /&gt;A energia assumiu uma posição dominante na extensa agenda política económica.&lt;br /&gt;Apresenta-se, nas suas várias formas, como símbolo de desenvolvimento económico e, ainda mais, de riqueza e prosperidade.&lt;br /&gt;O acesso e o controlo dos recursos energéticos constituem uma preocupação central dos governantes e de todos aqueles que se encontram envolvidos em processos de produção industrial.&lt;br /&gt;A situação colocada em torno da disponibilidade e entrega de petróleo ao mercado está na ordem do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos enumerar a acumulação de constrangimentos exógenos a que o sector foi sujeito, de entre os quais se podem salientar:&lt;br /&gt;·         a duplicação da população mundial tendente para explosão demográfica, dado que passou dos 3 para os 6 mil milhões de habitantes em apenas 40 anos;&lt;br /&gt;·         o aumento desmesurado do consumo de combustíveis fósseis;&lt;br /&gt;·         as constantes e sucessivas pressões geopolíticas que têm colocado o sector petrolífero em permanente instabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também encontramos muitos factores dentro do próprio sector, que provocaram grandes constrangimentos, tais como:&lt;br /&gt;·         O encerramento de inúmeros poços de extracção, não totalmente substituídos por outras novas explorações. Só nos Estados Unidos, dos cerca de 1.500 poços em actividade no início da década de 1980, só estão actualmente em actividade 560.&lt;br /&gt;·         O sector da refinação foi submetido a idêntico processo, nalguns casos devido à exigência de adaptação ás novas regras ambientais. Enquanto, no início da década de 1980 se dispunha de uma capacidade de refinação superior ao consumo em cerca de 25 por cento, situa-se, actualmente, em valores muito próximos dos do consumo. Ou seja, o sector da refinação dispõe apenas, actualmente, de uma margem mínima de capacidade para acomodar mais aumentos de produto a entregar ao mercado.&lt;br /&gt;·         o arrefecimento do investimento no sector petrolífero durante as décadas de 1980 e 1990, em toda a cadeia petrolífera, desde a sondagem e detecção de novas bolsas petrolíferas, abertura de novas extracções ou da construção de novas e mais adequadas refinarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramo-nos hoje perante opções a tomar, que não podem continuar a ser adiadas, sob pena de nos vermos, a curto prazo, numa situação de carência generalizada, de consequências muito difíceis de ultrapassar:&lt;br /&gt;·         Se os preços do barril de petróleo forem colocados de tal modo baixos que os tornem acessíveis às economias débeis e dependentes da importação do petróleo para satisfazer as suas necessidades energéticas, desmotiva o investimento em novas descobertas e novas produções. Logo, o produto escasseará e provocará tomadas de posição que podem conduzir a conflitos de imprevisível dimensão.&lt;br /&gt;·         Se os preços forem colocados a um nível que incite o investimento, corre-se o risco do esmagamento global das economias dependentes, inclusivamente das ocidentais europeias e das norte-americanas.&lt;br /&gt;Recordo que os países da União Europeia, dependentes da importação de petróleo, pagaram cerca de 240.000 milhões de dólares o ano passado e os Estados Unidos, nada menos do que cerca de 300.000 milhões. Qualquer subida substancial no valor do barril de petróleo provocará grande agitação nas suas economias.&lt;br /&gt;Daí a necessidade imperiosa da racionalização dos consumos do petróleo, da eficiência energética e do crescente recurso à utilização das energias alternativas.&lt;br /&gt;Para isso aqui estamos hoje, para ouvir o que têm para nos dizer alguns dos maiores players nesta estratégica e sensível matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. Caleia Rodrigues&lt;br /&gt;Hotel Meridien, Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6189336238579473657?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6189336238579473657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6189336238579473657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/forum-da-energia-o-futuro-da-energia-as.html' title='Forum da Energia: O Futuro da Energia, as Energias do Futuro (J. Caleia Rodrigues, Conferência &quot;água &amp; ambiente&quot;, Lisboa, 21 a 24.Novembro.2006)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3868265703433407420</id><published>2008-05-25T02:37:00.004+01:00</published><updated>2008-05-25T02:43:25.786+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Principais fornecedores de petróleo de Portugal apresentam risco elevado (Vida Económica, "Risco País", 17.Novembro.2006)</title><content type='html'>Os principais fornecedores de petróleo de Portugal apresentam um risco elevado, segundo o “The Handbook of Country Risk”, uma análise da COFACE que mede o índice de risco país a médio e longo prazos.&lt;br /&gt;De acordo com o estudo, entre os 13 fornecedores avaliados, quatro demonstram “muito elevado risco”. São eles: Angola, o Iraque, a Guiné Equatorial e a Nigéria. Quanto aos quatro primeiros fornecedores de petróleo, o risco para a economia nacional baixa. A Argélia que exporta 20.641 mil barris por ano, apresenta “pouco baixo risco”. A Nigéria, ao vender 15.708 mil barris anualmente, tem “um muito alto risco” a médio e a longo prazos. A Arábia Saudita também apresenta um “pouco baixo risco”, comercializando todos os anos 9.023 mil barris. Já o Brasil, que é o nosso quarto país exportador de petróleo, apresenta um “muito alto risco”.&lt;br /&gt;Quer isto dizer que, além da superdependência portuguesa, as transacções efectuadas com estes fornecedores são de alto risco. &lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Um contexto que agrava as despesas do Estado, mas também deteriora o relacionamento entre empresas e consumidores, alertou Caleia Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Para o especialista em economia e política internacionais, que interveio na segunda conferência da COFACE sobre rico país, Portugal tem, urgentemente, que adoptar medidas estratégicas. O alerta não recai apenas no âmbito nacional, mas também no espaço da União Europeia. À excepção da Dinamarca e do Reino Unido, a Europa está numa situação de dependência no que toca a combustíveis, já que consome seis vezes mais do que produz. O académico defende uma ainda maior eficiência energética entre os responsáveis comunitários, considerando fundamental a continuidade do diálogo entre os Estados-membros.&lt;br /&gt;Um facto preocupante para Caleia Rodrigues prende-se com a constante subida das importações de energia, mesmo com a também contínua escalada dos preços do petróleo.&lt;/span&gt; No caso de Portugal, o conselho do especialista não revela qualquer novidade. Para enfrentar a dependência ao nível do petróleo, o nosso país tem que optar pelas chamadas energias alternativas. Só o petróleo representa 71% das nossas importações ao nível energético. Por isso, sustenta: “Tal como todos os países extremamente dependentes, Portugal deve investir nas energias alternativas”.&lt;br /&gt;De acordo com a Direcção-Geral de Geologia e Energia, em 2004, o nosso país foi o quinto Estado da Europa a 15 “com maior incorporação de energias renováveis”.&lt;br /&gt;Recorde-se que a factura energética nacional, no saldo de importações, agravou-se no ano passado em 45,1%, traduzindo-se em 5514 milhões de euros. Em comparação com 2004, a importação de energia subiu 2201 milhões de euros face ao ano anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;by &lt;/em&gt;Gabriela Raposo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3868265703433407420?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3868265703433407420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3868265703433407420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/principais-fornecedores-de-petrleo-de.html' title='Principais fornecedores de petróleo de Portugal apresentam risco elevado (Vida Económica, &quot;Risco País&quot;, 17.Novembro.2006)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1906438752746197569</id><published>2008-05-24T14:43:00.006+01:00</published><updated>2009-02-10T10:29:07.809Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos'/><title type='text'>Petróleo e energias alternativas (J. Caleia Rodrigues in SaeR, Geopolítica &amp; Prospectiva, Novembro.2007)</title><content type='html'>O aumento do consumo de energia e as ameaças à segurança ambiental estão intimamente ligados às pressões que as populações exercem nos recursos de suporte da vida do planeta.&lt;br /&gt;Encontramo-nos perante uma consequência da desenfreada intensificação e da promoção massificada do consumo do petróleo, seguidas por um período em que o investimento não acompanhou a taxa de crescimento da procura, de tal modo que pode vir a comprometer o desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;Em face deste panorama, seremos obrigados a conjugar as várias fontes energéticas alternativas disponíveis, utilizá-las racionalmente e compaginar ambiente mais limpo com desenvolvimento económico.&lt;br /&gt;No equilíbrio das várias opções a tomar, residirá a continuidade do bem-estar da civilização, tal como a conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Índice&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Promoção irresponsável do consumo de energia&lt;br /&gt;A componente estratégica do petróleo&lt;br /&gt;Disponibilidades e consumo&lt;br /&gt;A exagerada dependência portuguesa&lt;br /&gt;Variação dos preços: Causas e consequências&lt;br /&gt;Combustíveis fósseis alternativos&lt;br /&gt;Alternativos energéticos fora do âmbito dos combustíveis fósseis&lt;br /&gt;Conclusões e prospectivas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1906438752746197569?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1906438752746197569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1906438752746197569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/petrleo-e-energias-alternativas-j.html' title='Petróleo e energias alternativas (J. Caleia Rodrigues in SaeR, Geopolítica &amp; Prospectiva, Novembro.2007)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-8017858552793732742</id><published>2008-05-23T11:02:00.002+01:00</published><updated>2008-05-23T11:05:24.740+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Reservas mundiais de petróleo podem não chegar (Diário Económico, Finanças, 23.Maio.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A produção não vai acompanhar a procura. Ruptura é possível.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O cenário é mais negro do que se pensava e a principal entidade responsável pela monitorização do consumo energético mundial está a preparar uma revisão das suas previsões para o fornecimento de crude.&lt;br /&gt;Ao que tudo indica a oferta do “ouro negro” dos maiores campos petrolíferos do mundo não é suficiente para fazer face ao actual ritmo de crescimento da procura. A leitura pode não parecer nova mas agora existem números para o comprovar.  Pela primeira vez, a Agência Internacional de Energia (AIE) está estudar minuciosamente a capacidade de fornecimento de crude dos 400 maiores campos de petróleo do mundo. O estudo completo só será divulgado em Novembro. No entanto, segundo os dados a que o ‘Wall Street Journal’ teve acesso, já é possível concluir que a capacidade de fornecimento de petróleo destes campos poderá ser muito menor do que a inicialmente se pensava.&lt;br /&gt;Durante muitos anos, a AIE pensou que a oferta de crude e de outros combustíveis líquidos iria acompanhar a procura crescente da matéria-prima, passando de um fornecimento dos actuais 87 milhões de barris por dia para os 116 milhões de barris diário, em 2030.&lt;br /&gt;No entanto, o estudo vem demonstrar que, para muitas empresas, já será difícil conseguir ultrapassar uma produção de 100 milhões de barris por dia, nas próximas duas décadas, devido  não só ao envelhecimento dos campos de petróleo como também da diminuição do investimento das empresas. Ou seja, a falta de petróleo poderá chegar mais cedo que o previsto, embora o relatório, na parte já divulgada, não aponte uma data.  “O investimento necessário para o petróleo é muito superior ao que as pessoas pensam”, adiantou Fatih Birol, economista-chefe da IEA e responsável pelo estudo, em entrevista ao ‘Wall Street Journal’.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Para inverter ou pelo menos atenuar este cenário, José Caleia Rodrigues não tem dúvidas de que “tem de haver um abrandamento da procura”, adiantou ao Diário Económico o consultor e especialista em energia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Segundo o especialista o aumento das “taxas de esgotamento” vai conduzir à  falta de crude. A manter-se este cenário “dentro de três a quatros anos vai haver falta de petróleo no mercado. Serão sobretudo um conjunto de países, no qual se insere Portugal, que vão sofrer mais e não os grandes como, por exemplo, os EUA”, esclareceu Caleia Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;No entanto, a recente escalada do preço do petróleo nos mercados internacionais não está relacionada com o binómio da oferta e procura de crude.&lt;br /&gt;Segundo Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal e economista, o facto de o crude estar a cotar nos 135 dólares por barril está antes relacionado com a “desconfiança geral dos fundos de investimento e dos investidores no sistema financeiro, o que tem levado a que se refugiem nas reservas de valor, como por exemplo o petróleo”, adiantou em declarações ao Diário Económico.&lt;br /&gt;Impacto imediato nas viagens e na alimentação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAP aumenta preços - Sobe a taxa de combustível&lt;br /&gt;A TAP já aumentou a sua taxa de combustível. Nos voos dentro da Europa, esta taxa passa de 29 para 32 euros; nos internacionais o aumento chega aos 10 euros. A American Airlines foi mais drástica e anunciou mesmo a redução da frequência dos voos em algumas rotas.&lt;br /&gt;Bagagem custa 9,5 euros - Passageiros pagam cada mala&lt;br /&gt;As companhias aéreas internacionais já avisaram que com os combustíveis mais caros os custos serão partilhados com os passageiros. A Air France-KLM ainda não avança valores mas a American Airlines já anunciou que vai cobrar 9,5 euros por cada mala embarcada.Peixe mais escasso - Armadores fazem greve&lt;br /&gt;Sindicatos de pescadores e associações de armadores ameaçam deixar de ir ao mar enquanto o Estado não tomar medidas para suavizar os custos do aumento dos combustíveis. Tal poderá levar à escassez de peixe em Portugal. O Governo já rejeitou a atribuição de subsídios.&lt;br /&gt;Carros europeus vão ter de gastar menos&lt;br /&gt;O Parlamento Europeu já tem um plano em marcha para arranjar alternativas ao petróleo. Segundo os especialistas de Bruxelas os carros vendidos na União Europeia em 2020 terão de usar menos combustível do que os modelos actuais.&lt;br /&gt;Guido Sacconi, o socialista italiano que está a trabalhar na legislação desta matéria, propôs limitar a média das emissões de carbono dos novos carros, em 2020, a 95 g/km, comparativamente aos 160 g/km de 2006, adianta o Financial Times.&lt;br /&gt;No entanto, já existem alguns modelos no mercado que preenchem este requisito, estando mesmo abaixo dos 99 g/km de emissões de carbono do novo VW Golf Bluemotion, considerado o carro mais “limpo” à venda. Por exemplo, o VW Lupo, apenas emite 81g/km.  Na União Europeia existem metas globais de emissões de CO2 que têm de ser cumpridas. O socialista Sacconi relembra, actualmente, os transportes rodoviários são responsáveis por 12% das emissões de CO2 na União Europeia e a tendência é para que este valor continue a aumentar. Isto deve-se, essencialmente, ao crescimento do número de carros em circulação no espaço europeu. ”.&lt;br /&gt;Crude corrige depois de bater novos máximos&lt;br /&gt;Extrema volatilidade. É a melhor forma de descrever a evolução dos preços do petróleo na sessão de ontem. O dia começou com novos máximos históricos, acima dos 135 dólares por barril, tanto para o crude vendido em Nova Iorque como para o Brent, que serve de referência às importações nacionais. Estas subidas deveram-se sobretudo ao valor das reservas norte-americanas, que voltaram a cair inesperadamente, e às declarações de responsáveis da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que dizem nada poder fazer para contribuir para a redução dos preços. Por outro lado, a escalada do crude deveu-se também a motivos técnicos: investidores fizeram ‘short-selling’, apostando na queda dos preços e, mesmo com estes em alta, tiveram de ir ao mercado comprar contratos para poder vender, honrando os contratos. A pressão aliviou-se na segunda metade da sessão, com a tomada de mais-valias, levando os preços a descerem mais de 2 dólares em Nova Iorque e cinco dólares em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário Económico&lt;br /&gt;Edição Impressa - Finanças&lt;br /&gt;Relatório da Agência Internacional de Energia 2008-05-23 00:05&lt;br /&gt;Bárbara Barroso&lt;br /&gt;23.Maio.2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-8017858552793732742?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8017858552793732742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8017858552793732742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/reservas-mundiais-de-petrleo-podem-no.html' title='Reservas mundiais de petróleo podem não chegar (Diário Económico, Finanças, 23.Maio.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5565828514663656605</id><published>2008-05-21T10:04:00.003+01:00</published><updated>2008-05-21T10:09:45.113+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo de Opinião'/><title type='text'>Quanto mais tarde, pior (Diário Económico, Destaque/Escalada de preços do petróleo, 21.Maio.2008)</title><content type='html'>Já todos tomámos consciência de que a imparável escalada de preços do petróleo bruto nada tem a ver com crises.&lt;br /&gt;Não é passageira nem localizada. É generalizada e motivada por tantos e tais parâmetros que não se consegue descortinar onde irá parar, que consequências arrastará e como nos iremos encontrar quando o mercado voltar a estabilizar. Com a procura sem abrandamento, o eventual esforço europeu ocidental de redução do consumo não conseguirá compensar os aumentos localizados na China e noutras economias em plena expansão. Já não falamos das implicações geopolíticas que só têm consequências pelo facto de não se dispor, actualmente, de suficiente reserva de capacidade extractiva, disponível nos produtores a actuar no terreno. A fraqueza do dólar é mais um elemento de ponderar. E quando o dólar elevar a paridade face ao Euro? Esta situação a juntar às anteriores causa preocupação. Tanto mais que os Orçamentos de muitos Estados de países dependentes da importação de petróleo bruto ainda se vão compondo com receitas de impostos aplicados ao produto. Porém, é bem sabido que, se a redução de tais impostos pode provocar carência de recursos ao Estado, com a panóplia de consequências sociais que podem, no limite, interferir com a sua segurança e soberania, a continuidade da sua manutenção pode estrangular o desenvolvimento económico. De uma coisa podemos estar certos: quanto mais tarde vier o remédio, mais difícil será curar a moléstia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;, Consultor na área do petróleo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5565828514663656605?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5565828514663656605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5565828514663656605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/quanto-mais-tarde-pior-dirio-ecnmico.html' title='Quanto mais tarde, pior (Diário Económico, Destaque/Escalada de preços do petróleo, 21.Maio.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7860129800667570862</id><published>2008-05-15T14:47:00.001+01:00</published><updated>2008-05-15T14:50:30.944+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Estado com pouca margem para baixar impostos (Diário Económico, Destaque "Subida da gasolina", 15.Maio.2008)</title><content type='html'>O preço dos combustíveis tem vindo a aumentar e a última subida aconteceu ontem, naquela que foi a 17ª subida desde o início do ano. Mas o reverso da medalha também já se faz sentir, com o consumo a mostrar sinais de abrandamento. Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGGE), o consumo de gasolina caiu 5,7% em Janeiro, encabeçada pela aditivada – normalmente mais cara – cujo consumo caiu 75,2%, deixando “praticamente de ser consumida nos últimos meses”. O consumo de gasolina sem chumbo 98 desceu 19,5% e o de gasolina sem chumbo 95 baixou 2,8%. O resultado? Menos receitas para o Estado. Segundo a Direcção-Geral do Orçamento, as receitas do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) caíram 10,5%, para os 663,9 milhões de euros nos primeiros 3 meses do ano.&lt;br /&gt;Mas será que o Estado deve intervir nos preços dos combustíveis? E de que forma pode controlar estas subidas? Os especialistas consultados pelo Diário Económico são unânimes: o estado só pode intervir por via dos impostos, mas tem pouca margem de manobra para fazê-lo, tendo em conta as restrições orçamentais e o défice público -2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007.&lt;br /&gt;O economista &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; explica que “o Estado não tem nada a ver com o preço do produto” e “não intervém nos custos da refinaria”. A única via que pode utilizar é a descida do imposto, “mas esta será uma decisão política”, afirma. Já o ex-Ministro da Indústria, Mira Amaral, é favorável ao regime de preços máximos, “que defende os consumidores e evita que se cometam abusos”.&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;Questionado pelo Diário Económico sobre a possibilidade de rever o ISP, o Ministro das Finanças disse não ter “qualquer comentário a fazer sobre a matéria”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7860129800667570862?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7860129800667570862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7860129800667570862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/estado-com-pouca-margem-para-baixar.html' title='Estado com pouca margem para baixar impostos (Diário Económico, Destaque &quot;Subida da gasolina&quot;, 15.Maio.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4133822608203300139</id><published>2008-05-15T13:23:00.002+01:00</published><updated>2008-05-15T13:27:23.147+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Empresas já estão a cobrar mais (Diário Económico, Destaque "Subida da Gasolina, 15.Maio.2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"O primeiro impacto foi sentido nas bombas de gasolina. Mas são as famílias que vão acabar por assumir os custos das empresas"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um camião de transporte de mercadorias, com capacidade para 30 paletas, gasta hoje mais 100 euros em gasóleo do que no iício do ano, a percorrer os cerca de 600 quilómetros que separam o Porto de Madrid. Atestar o depósito de 650 litros de um destes camiões custa já 800 euros, mais 20 euros do que na 3ª feira à noite – véspera do aumento de três cêntimos por litro. Estas subidas de custos são assumidas pelas empresas subcontratadas, mas, no final, quem paga é o consumidor.&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;“Neste momento há uma redução de circulação enorme. Cerca de um terço dos carros estão parados”, diz Carlos Barbosa, presidente do ACP. António Mexia, presidente da EDP, disse ontem à margem de uma conferência, não acreditar que os preços voltem a descer, aconselhando os consumidores a reflectir os aumentos de custos nos hábitos de consumo. Carlos Barbosa acrescenta: “A gravidade dos aumentos é que ninguém explica porquê”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em questões petrolíferas, reconhece que a relação entre o preço da matéria-prima (petróleo) e o preço dos produtos finais (combustíveis) “é difícil de fazer”. E explica que há diferentes tipos de crude, com viscosidade, densidade, teor de enxofre e acidez diversas, que fazem variar o preço.&lt;br /&gt;Do lado do preço final, as diferenças praticadas pelas gasolineiras em Portugal, são insignificantes. Resta saber porquê.”Os aumentos generalizados são uma prova de que não existe concorrência e a liberalização não foi bem feita”, adianta Jorge Morgado, secretário-geral da DECO. O Ministro da Economia., Manuel Pinho, pediu no final do mês passado à Autoridade da Concorrência que investigasse a situação, mas os resultados estão por apurar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4133822608203300139?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4133822608203300139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4133822608203300139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/empresas-j-esto-cobrar-mais-dirio.html' title='Empresas já estão a cobrar mais (Diário Económico, Destaque &quot;Subida da Gasolina, 15.Maio.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3863052155984281599</id><published>2008-05-14T02:01:00.002+01:00</published><updated>2008-05-15T14:52:43.985+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Brasil pode vir a ser terceiro maior produtor mundial (TSF Online, 15.Abril.2008)</title><content type='html'>O Brasil acredita que foi feita a maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos, que poderá tornar o país detentor do terceiro maior campo de petróleo do mundo. Para &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, esta descoberta poderá tornar o país numa grande potência mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo brasileiro acredita que foi feita a maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos, que poderá tornar o país detentor do terceiro maior campo de petróleo do mundo.&lt;br /&gt;O director da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, garantiu, esta segunda-feira, que o poço descoberto na Bacia dos Santos pode conter reservas superiores a 33 mil milhões de barris, ou seja, «cinco vezes mais do que as reservas do campo de Tupi», o maior do Brasil, que é operado pelo consórcio da Galp.&lt;br /&gt;Este anúncio está, no entanto, a causar polémica no Brasil, porque há quem considere as declarações de Haroldo Lima desastrosas e defenda que ele seja afastado do cargo por ter revelado informações de forma precipitada.&lt;br /&gt;Caso os dados não se confirmem, Haroldo Lima será processado pelo consórcio e os accionistas poderão avançar com um processo contra o Estado brasileiro.&lt;br /&gt;Apesar da informação ainda não ter sido confirmada pela Petrobras, o anúncio já fez disparar as acções da Galp e da Repsol.&lt;br /&gt;Ouvido pela TSF, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em Economia Política e autor do livro autor dos livro «Geopolítica do Petróleo» disse que, caso se venham a confirmar os resultados perliminares, esta descoberta seria motivo de uma grande satisfação.&lt;br /&gt;Esta descoberta confirmaria que o Brasil «seria a terceira maior bolsa em exploração do mundo», sobretudo numa altura em que as grandes bolsas de petróleo, como a da Arábia Saudita, do Kuwait e do México apresentam «taxas de esgotamento» até aos 15 por cento, explicou Caleia Rodrigues.&lt;br /&gt;«Esta bolsa brasileira é do melhor que pode acontecer ao sector petrolífero e ao mundo em geral, que tanto depende da energia», sublinhou.&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Caleia Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o Brasil vai ganhar com esta descoberta não só para se afirmar como uma grande potência mundial, mas também para ajudar os restantes países a fazer face à crise.&lt;br /&gt;Também em declarações à TSF, Rui Alves Vieira, especialista em extracção de petróleo, apelou à cautela com estas notícias, alertando que, caso as informações se venham a confirmar, serão necessários muitos e variados estudos.&lt;br /&gt;«Para provar a abrangência de uma descoberta com essa dimensões» são necessários anos e «um grande investimento», frisou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3863052155984281599?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3863052155984281599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3863052155984281599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/brasil-pode-vir-ser-terceiro-maior_14.html' title='Brasil pode vir a ser terceiro maior produtor mundial (TSF Online, 15.Abril.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4414945007334219563</id><published>2008-05-14T01:29:00.002+01:00</published><updated>2008-05-14T01:43:00.426+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros publicados (sinopses)'/><title type='text'>A GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO (J. Caleia Rodrigues, Atelier de Livros: Lisboa, Fevereiro.2000)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Prefácio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O processo de globalização é, sem dúvida, a característica dominante da economia mundial na presente década.&lt;br /&gt;Assistimos, nos últimos anos, ao aumento exponencial da integração e independência das economias nacionais e ao verdadeiro aparecimento de mercados globais em que a gestão das empresas, desde a localização das suas actividades industriais à comercialização dos seus produtos, tem de ter em conta essas novas realidades.&lt;br /&gt;Mas se este fenómeno se tornou particularmente visível e estruturante nos anos noventa  a verdade é que o seu desenvolvimento é não só antigo, desde os primórdios do comércio internacional, mas já se antevia claramente com a emergência, especialmente no pós-guerra, das designadas empresas multinacionais e transnacionais.&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, o mercado do petróleo, envolvendo desde a sua extracção à refinação e comercialização dos produtos dele derivados, é particularmente interessante pelo pioneirismo em termos de globalização, em boa parte associado às características intrínsecas da localização dos mercados fornecedores de matérias primas e dos de comercialização dos produtos finais. É neste mercado que desde cedo melhor se detectam as condições que tantas vezes estão na base do funcionamento transnacional das empresas, e, por isso, não é de estranhar que fosse neste âmbito que surgissem as mais importantes empresas multinacionais desde o início daquilo que hoje designamos por processo de globalização.&lt;br /&gt;Mas, para além disto, também este mercado adquiriu uma importância internacional única na medida em que se tornou elemento critico da economia mundial, quer pelo valor intrínseco dos montantes transaccionados quer pela importância crítica, nas economias modernas, do factor energia e dos próprios produtos derivados do petróleo, omnipresentes na nossa vida quotidiana. Esta relevância intrínseca, associada à distribuição geográfica dos países produtores e consumidores, bem como as interdependências daí resultantes, conduziram a que o petróleo adquirisse o papel estratégico, não só económico mas também político, que desde há décadas lhe é reconhecido.&lt;br /&gt;Neste livro, o autor apresenta, de forma original e detalhada, aspectos relevantes desta problemática e, socorrendo-se da sua vasta experiência internacional, apresenta-nos uma reflexão aprofundada sobre ela, concluindo com a apresentação de um caso particularmente interessante – o da África do Sul -, que conhece bem dada a sua experiência profissional. Em síntese, estamos perante uma contribuição relevante para a compreensão de um fenómeno tão marcante da economia mundial actual.&lt;br /&gt;Prof. Doutor António de Sousa            (Governador do Banco de Portugal)      Dezembro de 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Índice&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;Indice analítico                                                                                                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista de Quadros e Gráficos                                                                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução                                                                                                      &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Primeira Parte.  Fundamentação estruturalista                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     1. Imperialismo económico e dependência                                              &lt;br /&gt;     2.  Ameaças de natureza económica                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segunda Parte.  Evidência empírica                                                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     3.  Porquê o petróleo?                                                                             &lt;br /&gt;     4.  Deslocação de poder: as “sete irmãs” e a OPEP                                &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Terceira Parte.  Acção e reacção                                                        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     5.  Petróleo: arma diplomática                                                                 &lt;br /&gt;     6.  Produção de combustível líquido a partir de carvão (caso estudado)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões                                                                                                  &lt;br /&gt;Posfácio                                                                                                       &lt;br /&gt;Bibliografia                                                                                                   &lt;br /&gt;Anexos:&lt;br /&gt;            Datas de referência                                                                             &lt;br /&gt;            Glossário                                                                                           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O futuro dos países menos desenvolvidos tem sido uma das mais preocupantes questões apresentadas na nossa era à economia política internacional, sendo entendido que a forma como esta matéria for resolvida, afectará, indubitàvelmente, o futuro do nosso planeta. O intenso desejo da maioria da raça humana em escapar à debilitante pobreza e a juntar-se ao mundo econòmicamente desenvolvido, é objecto determinante da política internacional.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Atinge-se a passagem do século e ainda subsiste grande controvérsia quanto às causas, próximas ou remotas, e ao encontro de possíveis soluções para este confrangedor problema.&lt;br /&gt;O argumento apresentado pelos estruturalistas (como ficou sendo conhecida a teoria de Prebish-Singer) é o de que a economia mundial é composta por um núcleo ou centro de países altamente industrializados e por uma imensa periferia subdesenvolvida.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;  O progresso técnico que permitiu a melhoria da produtividade e o desenvolvimento económico, seria a força propulsora do sistema, mas o avanço técnico teria tido consequências diferentes para o centro industrializado da periferia não-industrializada, devido às características estruturais das economias menos desenvolvidas e à divisão internacional do trabalho,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; herdada do passado.&lt;br /&gt;Samir Amin,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; um dos mais proeminentes teorizadores estruturalistas, afirma, decididamente, que “hoje, cerca de 75 por cento das exportações de matérias-primas dos países subdesenvolvidos, não provêm da “tradicional” baixa-produtividade, mas sim de “modernos” sectores e processos de alta-produtividade, como o mineiro ou o agrícola, sem esquecer o actualmente tão importante sector petrolífero. Neste sentido, a produção realizada pelos produtores de matérias-primas, precisa per se de ser diferente da produção das mercadorias dos produtores industriais”.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; De assinalar, que os países industrializados, como a Grã-Bretanha ou os Estados Unidos, também produziram e exportaram importantes quantidades de matérias-primas, primeiramente o carvão e, mais recentemente, o algodão e o trigo, no decurso do seu desenvolvimento económico.&lt;br /&gt;Durante a década dos anos 1960, as hipóteses liberais sobre as perspectivas de desenvolvimento para muitos dos Países Menos Desenvolvidos (PMDs) foram objecto de intensa crítica por parte de numerosos académicos, sobretudo latino-americanos. Estes críticos do modelo liberal de desenvolvimento, surgiram primeiro na CELA.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt; The Economic Survey of Latin America -–1949, editado pela CELA, marca a criação da perspectiva de economia política desta instituição. De entre as primeiras críticas, destaca-se a obra do argentino Raul Prebish,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt; economista, político e diplomata (1901-1986), ao induzir um significativo impulso à perspectiva da dependência&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt; e à interpretação do dilema do desenvolvimento dos PMDs, como terei oportunidade de desenvolver no Capítulo 1. Por outro lado, Celso Furtado, o eminente brasileiro teorizador da dependência, alinha claramente a especificidade problemática do capitalismo periférico. A citada Survey, coordenada por Raul Prebish, desenvolveu a evidência de que a economia latinoamericana cresceu, ligada directamente ao sector exportador que lhe proporcionou as divisas estrangeiras necessárias à importação de produtos manufacturados. Esta ligação centro-periferia tendeu a perpectuar-se, se bem que a sua dinâmica fosse controlada por decisões tomadas no centro e se tivesse caracterizado pela deterioração dos termos de comércio. Neste contexto, só a industrialização nacional poderia ser capaz de quebrar o ciclo vicioso do sub-desenvolvimento.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn9" name="_ftnref9"&gt;[9]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Raul Prebish, promotor da CNUCED&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn10" name="_ftnref10"&gt;[10]&lt;/a&gt; e seu primeiro Secretário Geral, concluíu, então, que o dilema do desenvolvimento na América Latina estava ìntimamente ligado a factores exógenos à região. Prebish foi especialmente crítico em relação à existência da divisão internacional do trabalho e ao sistema de comércio livre. Ele e outros que, entretanto, se vieram a ocupar deste tema (Andre G. Frank, Theotoneo dos Santos, Fernando Henrique Cardoso), argumentaram que o sistema de comércio internacional reforçou o papel desempenhado pelos Países Menos Desenvolvidos (PMDs) como fornecedores de produtos primários e matérias-primas, enquanto os países desenvolvidos continuavam a prosperar como fornecedores de produtos industriais.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn11" name="_ftnref11"&gt;[11]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este pessimismo em relação aos termos de comércio, ficou conhecido como tese de Prebish-Singer, após ter sido desenvolvida por estes dois economistas, que exploraram as suas implicações nos anos 1950.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn12" name="_ftnref12"&gt;[12]&lt;/a&gt;  Deduziram que houve e poderá continuar a haver, um decréscimo nos termos de comércio dos exportadores de mercadorias do sector  primário, devido à associação das pequenas receitas com a compressibilidade dos preços da procura. Este decréscimo teria tido, como consequência, a transferência a longo prazo de receitas dos países pobres para os países ricos, que só poderia ser invertido com um esforço de protecção às indústrias nacionais, pelo processo que veio a ser conhecido por “substituição das importações”.&lt;br /&gt;Também o alemão Andre Gunder Frank, outro dos clássicos teorizadores da dependência,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn13" name="_ftnref13"&gt;[13]&lt;/a&gt;  evidenciou, muito particularmente, os efeitos do imperialismo no Terceiro Mundo, rejeitando, simultâneamente, a noção Marxista de que as sociedades atravessam estádios ou modos de produção diferenciados, na evolução do seu desenvolvimento. Apoiou, contudo, a tese anti-imperialista, de que as ligações entre regiões em desenvolvimento e regiões desenvolvidas, resultaram em exploração das regiões periféricas pelos países metropolitanos centrais.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn14" name="_ftnref14"&gt;[14]&lt;/a&gt; Os estruturalistas, sob a liderança de Raul Prebish, argumentaram que a reforma da economia internacional e a estratégia de desenvolvimento baseadas na substituição de importações, poderia ser uma das soluções para esta situação.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn15" name="_ftnref15"&gt;[15]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente para os países em desenvolvimento, de entre a quantidade de mercadorias que podem fornecer, a que podem controlar efectivamente, é demasiado pequena.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn16" name="_ftnref16"&gt;[16]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não será demais referir que um Estado se torna polìticamente dependente, quando as suas estruturas e instituições de poder são controladas do exterior e econòmicamente dependente quando as suas exportações e as suas importações são necessárias para a sua sobrevivência.&lt;br /&gt;Situação flagrante de dependência económica é a manifestada por numerosos países, na sua incessante busca de novas e mais seguras origens para a importação de matérias-primas energéticas, indispensáveis à manutenção do seu tecido social e económico.&lt;br /&gt;De uma forma geral e agravante, as relações de natureza funcional entre tecnologia e poder económico, por um lado, e poder político e militar, por outro, viram-se gravemente perturbadas – até se poderia ir mais longe, dizendo que foram, parcialmente, destruídas – pelo uso recente da utilização do petróleo como arma diplomática, já que a resolução da questão energética está intimamente relacionada com as transformações ocorridas na esfera da economia internacional.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn17" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn17" name="_ftnref17"&gt;[17]&lt;/a&gt;  As rápidas actuações na cada vez maior procura de recursos naturais energéticos por parte dos consumidores internacionais, provocaram uma alteração profunda em termos de dependência, conduzindo a economia industrial mundial a depender ainda mais das limitadas fontes de energia.&lt;br /&gt;A energia, como veremos no Capítulo 3, assumiu, portanto, demasiado ràpidamente, uma posição dominante na extensa agenda política económica. Não parece difícil admitir que, nas suas várias formas, a energia apresenta-se como sinónimo de desenvolvimento económico e, ainda mais, de riqueza e prosperidade.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn18" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn18" name="_ftnref18"&gt;[18]&lt;/a&gt; Consequentemente, o acesso e controlo dos recursos energéticos, constituem uma preocupação central dos governantes e de todos aqueles que se encontram envolvidos em processos de produção industrial.&lt;br /&gt;Deparamo-nos, então, com uma fonte de energia que ultrapassa todas as outras em importância: o petróleo.&lt;br /&gt;Em 1984, o petróleo era responsável, a nível mundial, por 39 por cento da energia primária total consumida. Este facto não colocaria, por si só, o petróleo na agenda internacional, se os consumidores de petróleo pudessem satisfazer as suas necessidades de energia a partir dos seus próprios recursos e, assim, com todas as probabilidades, o petróleo seria um assunto controverso de maior importância nas questões domésticas do que em termos internacionais. Porém, não é este o caso. O petróleo tornou-se um acontecimento na política mundial, em consequência de imperativos geológicos e geográficos, bem como modelo de desenvolvimento económico global, tendo criado uma situação, na qual, os produtores não são os seus maiores consumidores, muito pelo contrário. Podemos citar, a título de exemplo, que a Arábia Saudita produz 7 vezes mais do que consome. Em contrapartida, o Japão consome 5,5 vezes mais do que produz.&lt;br /&gt;Recorde-se que, em 1973, um conjunto de países árabes produtores e exportadores de petróleo, em acção de apoio aos seus aliados envolvidos em conflito armado com Israel, impuseram um embargo ao fornecimento de petróleo aos Estados Unidos e aos seus aliados, nomeadamente à Holanda e a Portugal,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn19" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn19" name="_ftnref19"&gt;[19]&lt;/a&gt; com o intuito de influenciar a política norteamericana em relação a Israel,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn20" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn20" name="_ftnref20"&gt;[20]&lt;/a&gt; durante a Guerra do Yom Kippur. Este embargo ao petróleo (apesar de não ter sido o primeiro) seguido da fixação de quotas à produção e do consequente agravamento dos preços de comercialização, foi um considerável acontecimento, não só para os Estados da região do Golfo Pérsico, como também para o conjunto da  economia mundial. Os países árabes produtores de petróleo deram-se conta de que o seu petróleo poderia ser usado como arma diplomática e política no conflito Israelo-Árabe, como terei oportunidade de desenvolver no Capítulo 5, ao mesmo tempo que os países consumidores de petróleo tomaram imediata consciência da sua excessiva dependência do petróleo do Médio Oriente.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn21" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn21" name="_ftnref21"&gt;[21]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Logo após a crise de 1973 e durante a chamada década da OPEP, os países ocidentais industrializados ansiaram por reduzir a sua dependência dos fornecedores externos de petróleo bruto. Por referência, em Fevereiro de 1974, o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, propôs “restabelecer a capacidade [dos Estados Unidos] de auto-suficiência até 1980” e apelou para “um modelo de comércio mundial de petróleo, aceitável”, bem como novas medidas de conservação e o recurso a fontes de energia alternativas, que permitissem a redução da procura de petróleo.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn22" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn22" name="_ftnref22"&gt;[22]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Só uma crise como a dos anos 70, liderada pela OPEP e da sua inteira e exclusiva responsabilidade, poderia obrigar os agentes internacionais a desviar a orientação das suas políticas energéticas do petróleo para outros recursos, eventualmente disponíveis.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn23" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn23" name="_ftnref23"&gt;[23]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A opção do recurso a fontes alternativas de energia, contribuíu, de facto, para reduzir a dependência em relação ao petróleo da OPEP. O carvão, por exemplo, tornou-se, de novo, na maior fonte energética dos Estados Unidos. Do mesmo modo, o Japão aumentou as suas importações de carvão para dar resposta à crescente procura de energia eléctrica e de renovadas exigências do sector industrial. Também a China passou a actuar fortemente no carvão, como fonte primária de combustíveis fósseis. Por outro lado, a energia nuclear tornou-se alternativa; a França aumentou a sua geração de energia eléctrica à custa da energia nuclear, tendo mais do que decuplicado a produção, entre 1973 e 1986, com o objectivo de reduzir a sua dependência do petróleo importado, e, o Japão, com idêntico objectivo, tornou-se ràpidamente, no quarto maior produtor mundial de energia nuclear. O Governo alemão, por seu turno, encorajou a mudança de petróleo para gás natural.&lt;br /&gt;As opções tomadas em relação ao gás natural e à energia de origem nuclear não apresentaram, de princípio, perspectivas muito animadoras. O primeiro devido às ligações de demasiada dependência entre o produtor e o consumidor, e a segunda pela dificuldade resultante dos elevados custos de instalação das infraestruturas técnicas, enriquecimento do urânio e à exigência de enorme investimento inicial associado à reduzida dimensão dos mercados nacionais dos países menos desenvolvidos, sem poder esquecer o drama ambiental. A alternativa apresentada pelo carvão, também não se mostrou capaz de resolver todas as dificuldades enfrentadas pelos países dependentes, atendendo a que não contemplava todas as utilizações até então prestadas pelo petróleo, nomeadamente a de combustível líquido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadro 0.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quanto se conhece, a Africa do Sul, foi o único caso mundial de sucesso, na opção da alternativa apresentada pelo carvão, sustentada, simultâneamente, pela disponibilidade nacional da matéria-prima e pela tecnologia adequada à sua conversão em combustível líquido.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn24" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn24" name="_ftnref24"&gt;[24]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Confrontada com a ameaça de embargos ao fornecimento de petróleo por parte dos países produtores, a Africa do Sul reagiu, procurando alternativas que lhe assegurassem um mínimo de independência e a garantia de fornecimento continuado, utilizando matérias alternativas e tecnologias disponíveis no seu próprio país.&lt;br /&gt;Assim, em Dezembro de 1974, apenas um  ano  após o  embargo  imposto  pelos  exportadores árabes, o Ministro Sul-Africano dos Assuntos Económicos, anunciou a decisão tomada pelo Gabinete, de aumentar a produção de combustível líquido a partir do carvão nacional.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn25" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn25" name="_ftnref25"&gt;[25]&lt;/a&gt; A nova linha de produção iria converter mais do que dez vezes a quantidade de combustível líquido e derivados do que, até então, a existente linha de produção, e tornar-se-ia num dos maiores projectos industriais jamais realizados em África. Terei oportunidade de desenvolver este tema, no Capítulo 6, com as características de caso estudado.&lt;br /&gt;A África do Sul, com moderada aspiração a grande potência mundial, dispondo de nível médio em áreas como a económica, a tecnológica, a educacional ou a social, porém, contando com um vasto território, pretendeu, desse modo, libertar-se do imperialismo económico, como tentado pelo cartel do petróleo em 1973, quando este quiz atingir objectivos políticos, actuando na descontinuidade de fornecimento de recursos energéticos estratégicos.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn26" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn26" name="_ftnref26"&gt;[26]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que o Médio Oriente produziu em 1986, cerca de 22 por cento do petróleo mundial, consumiu apenas 3,8 por cento. Pelo contrário, o Japão, com enorme escassez de recursos energéticos, produziu cerca de  0,05 por cento do petróleo mundial e consumiu nada menos que 7,1 por cento. Como resultado evidente destas contradições, o petróleo tornou-se mercadoria-chave do comércio internacional e, quando os consumidores pretenderam voltar a dispor de abastecimento seguro, não tiveram outro remédio senão criar condições sob as quais a “política petroleira” se pudesse desenvolver.&lt;br /&gt;Na realidade, foi devido a esse processo que as políticas petroleiras foram colocadas no topo da agenda política mundial durante os anos 70 e 80. O que fizeram, reflecte a complexa interligação de tendências e acontecimentos em diferentes centros, envolvendo uma diversidade de agentes, tanto estatais, como não-estatais. Por outro lado, as grandes multinacionais petroleiras, que durante tanto tempo tinham exercido uma dominante influência na indústria petrolífera, foram confrontadas, durante os anos 50 e 60, com a redução de receitas, quando o preço do petróleo desceu. Ao mesmo tempo, o crescendo de nacionalismos no Terceiro Mundo&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn27" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn27" name="_ftnref27"&gt;[27]&lt;/a&gt; influenciou a atitude dos Estados produtores de petróleo que começaram a exigir maiores receitas e mais eficaz controle dos seus recursos petrolíferos. A principal manifestação deste desenvolvimento, foi o colossal papel desempenhado pela associação dos maiores produtores exportadores, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Criada em 1960, com uma composição original de Estados-membros que incluía a Venezuela, o Kuwait, o Iraque e o Irão, a OPEP foi, no início, completamente ignorada pelas companhias petroleiras e falhou redondamente na sua acção de entidade compulsiva no âmbito da promoção dos interesses dos seus membros, tantas vezes divergentes. Porém, no início dos anos 70, o mapa do poder mundial do petróleo, começou a apresentar uma forma radicalmente diferente, devido, não só ao aumento da procura, mas também, à mudança de atitude política dos produtores, principal e claramente indicada pelas acções do regime de Ghaddafi que, entretanto, tinha tomado o poder na Líbia.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn28" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn28" name="_ftnref28"&gt;[28]&lt;/a&gt; Os líbios começaram por ter um pequeno controlo no fornecimento e preço do seu próprio petróleo que, após a nacionalização do Canal do Suez   (26.Julho.1956), se tinha tornado de grande importância para o Ocidente.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn29" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn29" name="_ftnref29"&gt;[29]&lt;/a&gt; Contra este inconveniente, e na continuação das decisões tomadas no encontro de Caracas, em Dezembro de 1970, a OPEP demonstrou, pela primeira vez, uma invulgar capacidade de acção colectiva no exercício do completo controlo sobre os preços e fornecimentos do petróleo. Inicialmente, este reforçado papel da OPEP, não foi mal recebido, nem pelas companhias petroleiras, que viram que estas acções poderiam trazer efeitos favoráveis à remuneração do petróleo que transacionavam, nem pelo Governo dos Estados Unidos, para quem a perspectiva do aumento dos custos de energia a suportar pelos seus rivais (em termos económcos) da Europa Ocidental e do Japão, não seria, de todo, de desprezar.&lt;br /&gt;Contudo, ràpidamente se tornou bem claro que a OPEP poderia começar a usar o seu reencontrado e renovado poder, actuando nos fornecimentos e nos preços, pondo em risco a segurança económica dos Estados industrialmente desenvolvidos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn30" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn30" name="_ftnref30"&gt;[30]&lt;/a&gt;. Os dramáticos 400 por cento de aumento do preço do petróleo durante a Guerra Israelo-Arabe de 1973 &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn31" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn31" name="_ftnref31"&gt;[31]&lt;/a&gt; e o embargo às exportações, impostos pela OPEP ao conjunto de países considerados pró-Israel, evidenciaram os potenciais efeitos da provocada escassez, na mesma altura em que se começava a manifestar especial preocupação acerca da sobejamente conhecida escassez de recursos energéticos. A longo prazo, a capacidade da OPEP em manter o preço do petróleo (que voltou a subir em finais dos anos 70), seria reduzida pela diminuição da procura Ocidental e pelas tensões crescentes no seio da própria Organização – especialmente os criados pelo conflito entre o Irão e o Iraque. A degradação dos preços do petróleo, de cerca de USD29 por barril, para cerca de USD9 em 1986, só muito mais tarde conseguiu, e só parcialmente, ser invertida. Contudo, o impacte das políticas seguidas pela OPEP sobre as economias ocidentais, foi e continuou a manter-se  profundo, constituindo uma ameaça que, como Odell afirmou,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn32" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn32" name="_ftnref32"&gt;[32]&lt;/a&gt; contem três dimensões:&lt;br /&gt;(1)  O repto aos fornecimentos de petróleo ao Ocidente, ameaçou a sobrevivência das suas economias e, consequentemente, atingiu a legitimidade dos seus governos;&lt;br /&gt;(2)  o rápido aumento dos preços do petróleo, induziu níveis de inflação que, devido à ligação do petróleo à taxa de inflação&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn33" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn33" name="_ftnref33"&gt;[33]&lt;/a&gt; nos países do ocidente, se tornaram cada vez mais acentuados, e&lt;br /&gt;(3)  os imensos excedentes financeiros obtidos pela OPEP, em resultado das suas vendas de petróleo, ameaçaram agravar a recessão mundial e destroçar o sistema monetário.&lt;br /&gt;Partindo destas afirmações, torna-se claro que a crise energética apresentou todos os ingredientes necessários e mais do que suficientes, para colocar este acontecimento no topo da agenda mundial. A raiz da sua urgência, situa-se no facto de que, pelas razões apontadas, a efectiva sobrevivência do sistema económico Ocidental, foi posto em causa. Para mais, e devido ao facto de que, em termos geoestratégicos, afectou sobremaneira os Estados industrialmente mais desenvolvidos, a crise energética tocou igualmente, directa ou indirectamente, a maioria dos Estados do sistema internacional, ampliando, consequentemente, a dimensão do problema. Finalmente, o impacte das políticas seguidas pela OPEP, teve idêntica dimensão e surgiu nìtidamente visível como ocorrência a nível nacional, devido à forma como afectou directamente o público motorizado e como esteve na génese de fortíssimas pressões políticas domésticas.&lt;br /&gt;Vinte anos depois da deflagração da crise de 1973 na política internacional, o petróleo manteve-se como produto estratégico crítico no equilíbrio de poder ou equilíbrio político internacional global. &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn34" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn34" name="_ftnref34"&gt;[34]&lt;/a&gt;  Porém, se orientarmos a nossa atenção em direcção ao Sec. XXI, a perspectiva muda radicalmente, desde os dias em que parecia que o poder do petróleo poderia fazer submergir a política mundial.&lt;br /&gt;Na actualidade, as teses globalistas parece terem-se imposto e a economia apresenta-se com precedência sobre a política. Grãnde parte dos países exportadores fazem a corte a companhias petroleiras internacionais que, anteriormente, evitavam. A porta que foi estrondosamente fechada nos anos 70, está sendo reaberta. De facto, com a perspectiva da abertura das reservas de petróleo na Rússia e nalguns outros países que, até então, tinham sido políticamente inacessíveis, o petróleo é, verdadeiramente, um negócio global pela primeira vez, desde que as barricadas da Revolução Bolchevique foram derrubadas. Em retrospectiva, os choques dos anos 70, podem ser vistos como o ponto alto do nacionalismo do petróleo. Foi a era em que a economia mundial estava suspensa dos comentários dos Ministros do petróleo nos bastidores das reuniões da OPEP e quando os erros do colonialismo pareciam ter sido correctos. Foi o princípio da “nova ordem internacional”, um jogo de soma-zero&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn35" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn35" name="_ftnref35"&gt;[35]&lt;/a&gt; que aspirava a uma redistribuição seriada, riqueza reencaminhada do Norte para o Sul e redução da estatura internacional dos Estados Unidos e das outras grandes potências industriais. No Quadro 0.2, podemos analisar o Produto Nacional Bruto das 54 maiores economias mundiais, entrosado com o volume anual de facturação das 34 maiores empresas mundiais, inferindo, por rápida leitura, que o somatório do Produto Nacional Bruto das 3 maiores economias (Estados Unidos, Japão e Alemanha) é superior a mais de metade do do somatório total mundial (132 países listados pelo Banco Mundial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadro 0.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito destes acontecimentos são, agora, história. Os países exportadores de petróleo aprenderam que precisaram mais dos importadores, do que os importadores precisaram deles. Os produtores, tiveram petróleo para vender, mas os consumidores abasteceram os mercados. Eles também podem abastecer, porém com a necessária segurança. Estes desenvolvimentos conduzem a novos debates acerca do verdadeiro significado da segurança e que tipo de relações duráveis serão agora possíveis entre consumidores e produtores, de modo a que possam, a longo prazo, vir a satisfazer os interesses de ambos. A Guerra do Golfo &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn36" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftn36" name="_ftnref36"&gt;[36]&lt;/a&gt;  ilustra, igualmente, tanto o crítico posicionamento do petróleo no equilíbrio de poder global, como a importância da interdependência entre produtores e consumidores industriais.&lt;br /&gt;Procede, porém, a considerável questão, de como conciliar o crescente uso da energia com os imperativos ambientais.&lt;br /&gt;Com o colapso do comunismo, as questões postas pela segurança global que foram, a seu tempo, predominantes, esbateram-se de importância. Porém, as questões postas pela segurança regional, mantêm-se. O mundo está, desde logo, retrocedendo para a dependência do petróleo do Médio Oriente, onde a modernização e o revivalismo islâmico estão em conflicto. Aliás, o tradicional relacionamento do petróleo com as outras questões, também se mantem. Parece interligado com a transição da Rússia para economia de mercado e com o crescimento económico dos países asiáticos. Entretanto, os Estados Unidos voltaram ao trilho das grandes importações de petróleo bruto, o que quer, certamente, dizer que a sua política externa continuará atenta aos desenvolvimentos que ocorram nos países exportadores.&lt;br /&gt;Nos próximos anos, a indústria petroleira global, requerirá muito mais altos níveis de investimento do que durante o passado recente, para conjugar a satisfação das suas necessidades em energia com as  exigências ambientais. Os políticos que, nos anos 70, separaram os laços económicos entre produtores e consumidores, estão agora permitindo a sua reunião, se bem que em bases diferentes. Deste modo, a nova dimensão de segurança entre nações exportadoras e empresas petroleiras, surgirá da interligação do investimento, do comércio e da finança. Esta reconstrução mobilizará o investimento necessário ao desenvolvimento de fornecimentos para o próximo futuro. Como resultado, os produtores procurarão obter dos países consumidores: o capital, a tecnologia e a competência técnica, ao mesmo tempo que abastecerão os seus mercados.&lt;br /&gt;No respeitante ao caso estudado, o Governo Sul-Africano decidiu apoiar fortemente o desenvolvimento da produção de combustíveis líquidos por conversão do carvão nacional. O mais notável elemento da nova tecnologia, levado a cabo pela empresa nacional sul-africana de combustíveis sintéticos, foi o lançamento do projecto de substituição dos antigos e, segundo eles, ultrapassados técnicamente, por nova geração de reactores que, continuando a assegurar o fornecimento dos combustíveis líquidos requeridos pelos consumidores sul-africanos, pudessem aumentar a alta temperatura exigida pelo processo, reduzindo custos de capital, custos operacionais e de manutenção, aumentando a productividade e economias de escala, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a eficiência térmica. Estes reactores, convertem gás sintético derivado do carvão, em petróleo líquido e numa variedade de sub-produtos  petroquímicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Capítulo 1 trata do imperialismo económico e da dependência, considerando a gestão dos recursos naturais a nível mundial e o controlo  político externo, o impacte negativo do GATT nos países menos desenvolvidos e as suas estratégias de desenvolvimento baseadas na auto-suficiência e na substituição de importações, como optado pela Africa do Sul, quando se sentiu ameaçada, tal como tantos outros países, pelos embargos de petróleo impostos pelo cartel de países produtores, por razões políticas e fundamento económico. No Capítulo 2, analisam-se  as ameaças do foro económico, com raízes na escassêz mundial de recursos naturais e na soberania exercida sobre estes, bem como o que permitiu aos países produtores de petróleo a utilização desta importante e estratégica fonte de energia, como arma diplomática nos dependentes consumidores. A importância do petróleo, quer para a indústria, quer para a defesa, é tratada no Capítulo 3. Os países do hemisfério sul, produtores e exportadores de petróleo, actuaram em conjunto num cartel de produtores - a OPEP -, que se sobrepôs ao anterior, constituído no ocidente - as “sete-irmãs” -, como exposto no Capítulo 4, e formaram um muito bem sucedido novo sistema que controlou o fornecimento mundial de petróleo, tão poderoso, que lhes permitiu usá-lo como arma económica e diplomática, nomeadamente durante os embargos impostos em 1967 e,  mais dramàticamente, em 1973-74 contra os Estados ocidentais que directamente ajudaram Israel contra os seus adversários árabes na Guerra Israelo-Árabe, prejudicando fortemente a sua economia e comprometendo a sua segurança, como foi o caso dos Estados Unidos, da Holanda e de Portugal, países directamente visados pelo embargo, como tratado com desenvolvimento no Capítulo 5.&lt;br /&gt;Confrontados com a potencial ameaça de embargos ao fornecimento de petróleo, impostos pelos países productores, por razões políticas, os países consumidores dependentes, reagiram, concebendo diferentes alternativas que pudessem garantir um mínimo de independência e de continuidade de fornecimento. No Capítulo 6, apresento a opção sul-africana que, devido à sua própria escassêz em petróleo bruto, mas aproveitando as suas imensas reservas carboníferas, recursos humanos,  capacidade técnica e recursos financeiros disponíveis no país, decidiu investir fortemente na produção de combustíveis líquidos por conversão do seu próprio carvão, com o objectivo de prevenir o país de crises desse teor e garantir, no futuro, a possibilidade de, mais fàcilmente, se poder defender de embargos e pressões políticas externas.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Robert Gilpin. The Political Economy of International Relations. Ch. 7. p. 263.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Sobre esta matéria, ver: Raul Prebish. Towards a Dynamic Development Policy for Latin America. New York, 1963 e H. W. Singer. “The distribution of gains between investing and borrowing countries” American Economic Review, No. 40. p. 473-485.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Cf. Adam Smith (1723-1790). An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations. “Of the Division of Labour”. Vol. 1, Cap. 1.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Antigo Professor na Universidade de Dakar e Director do Institute of African Economic Development and Planning.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; L’ accumulation à l’echelle mondialle. Paris, 1970. p. 44.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Comissão Económica para a América Latina, habitual tradução de: ECLA, Economic Commission for Latin America, fundada em 1949.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Towards a Dynamic Development Policy for Latin America. New York, 1963.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; A divisão tripartida em, realismo, pluralismo e globalismo, parece ser uma forma eficaz de abarcar os diferentes conceitos em que se basearam as hipóteses teóricas da área das relações internacionais, no que se refere a protagonistas e conceitos.&lt;br /&gt;Para o “realismo”, os Estados seriam o principal e mais importante protagonista no palco da política internacional. As matérias relacionadas com a segurança nacional dominariam a hierarquia de agenda internacional.&lt;br /&gt;Para o “pluralismo”, os protagonistas não-governamentais são, igualmente, importantes entidades. A hierarquia dos acontecimentos internacionais são, também, objecto de mudança e nem sempre são dominados por matérias de segurança militar.&lt;br /&gt;Por último, o “globalismo”, onde se enquadram os dependentistas, argumenta que todos os protagonistas devem ser considerados dentro do contexto de uma estrutura global, em que os factores económicos são os mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn9" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref9" name="_ftn9"&gt;[9]&lt;/a&gt; Bertha K. Becker. Brazil: A New Regional Power in the World-Economy. Cambridge, 1992. p. 10.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref10" name="_ftn10"&gt;[10]&lt;/a&gt; UNCTAD, United Nations Conference on Trade and Development, habitualmente traduzido por “Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento” (CNUCED) é um órgão permanente da Assembleia Geral das Nações Unidas, formado em 1964, cujo primeiro objectivo é o de promover o comércio internacional e o comércio em geral, com principal foco no comércio internacional e nos problemas de balança de pagamentos dos paises em desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref11" name="_ftn11"&gt;[11]&lt;/a&gt; Um grupo de 77 países em vias de desenvolvimento, membros da CNUCED, formaram, em 1967, na Conferência de Argel (Carta de Argel), uma coligação de interesses – o Grupo dos 77 – para expressar e mais tarde para proteger os seus interesses colectivos, no sistema económico mundial. Actualmente, este grupo contém mais de uma centena de países-membros.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref12" name="_ftn12"&gt;[12]&lt;/a&gt; Michael Todaro. Economic Development. New York, 1997. p. 429.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref13" name="_ftn13"&gt;[13]&lt;/a&gt; Variante contemporânea da perspectiva estruturalista.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref14" name="_ftn14"&gt;[14]&lt;/a&gt; David N. Balaan. Introduction to International Political Economy. New Jersey, 1996. p. 73.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref15" name="_ftn15"&gt;[15]&lt;/a&gt; Robert Gilpin. Op. cit. p. 295.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn16" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref16" name="_ftn16"&gt;[16]&lt;/a&gt; W. Arthur Lewis. The evolution of the International Economic Order. Cap. 5: “Commodity Police”. Princeton, 1978. p. 27.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn17" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref17" name="_ftn17"&gt;[17]&lt;/a&gt; Hans J. Morgenthau. Politics Among Nations: The Struggle for Power and Peace. New York, 1985. p. 133.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn18" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref18" name="_ftn18"&gt;[18]&lt;/a&gt; Quando os teorizadores políticos ocidentais analisam os níveis de escassez de recursos e desenvolvimento económico de países e regiões, tendem a concentrar a sua atenção apenas na zona monoteísta mundial, o que deixa ficar sempre algum vazio nos seus escritos. Parece que, no entanto, devemos abrir um parêntesis e fazer uma ressalva, só para recordar que as populações da China e da Índia, perfazem 37 por cento do total mundial e ocupam, em conjunto, um território que corresponde a 9,5 por cento do total mundial. O índice de desenvolvimento humano (IDH) da China coloca-a no 111 lugar no total de 174 países listados pelo Banco Mundial (1992), enquanto que a Índia ocupa o 134 lugar da mesma lista. No que se refere a PNB per capita, o primeiro ocupa o 104 lugar em 132 países listados pela mesma entidade, e o segundo ocupa o 114 lugar.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn19" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref19" name="_ftn19"&gt;[19]&lt;/a&gt; Kenneth Maxwell. The Making of Portuguese Democracy. Cambridge, 1995. p. 55:&lt;br /&gt;“O embargo de petróleo afectou Portugal de forma especialmente grave, precisamente devido à utilização da Base das Lajes, nos Açores, para transporte de abastecimentos para Israel. Os países Arabes, mantiveram o boicote a Portugal, mesmo depois de terem levantado o embargo às outras nações ocidentais” Mais adiante, a p. 48: “O relacionamento entre os Estados Unidos e Portugal, tinha tido, sempre , especial raiz na Base dos Açores. O seu mais peculiar aspecto é que, a Base dos Açores, não só contribuiu para a longevidade do império africano português, mas também, a sua utilização pelos Estados Unidos, para reabastecer Israel, em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur, tornou-se uma imediata e importante causa para o golpe [25.Abril.1974].”&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn20" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref20" name="_ftn20"&gt;[20]&lt;/a&gt; Alan Randall. Resource Economics. Cap. 16: “The Energy Crisis of the 1970s”. New York, 1987. p. 305.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn21" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref21" name="_ftn21"&gt;[21]&lt;/a&gt; William L. Cleveland. A History of the Modern Middle East. Oxford, 1994. p. 396.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn22" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref22" name="_ftn22"&gt;[22]&lt;/a&gt; Bruce Russett e Harvey Starr. World Politics: The Menu for Choice. New York, 1996. p.157.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn23" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref23" name="_ftn23"&gt;[23]&lt;/a&gt; No Gráfico 3.1, pode notar-se o extraordinário crescimento do consumo de petróleo, verificado a partir dos anos 50, até ao primeiro choque dos preços, ocorrido em 1973 e, como a partir de 1980, se começou a verificar alguma correcção nos consumos, se bem que ainda de forma não definitiva. A evolução dos valores de comercialização, podem ser analizados no Gráfico 3.2.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn24" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref24" name="_ftn24"&gt;[24]&lt;/a&gt; A África do Sul, com reservas de carvão confirmadas, superiores a 55 biliões de toneladas (correspondente a 11 por cento do total mundial), ocupa o quarto lugar do ranking dos produtores mundiais e o terceiro lugar entre os maiores exportadores. Tem sido, desde longa data, grande consumidor desta matéria-prima, mais exactamente o quinto, a nível mundial, como podemos notar no Quadro 0.1, com aumento continuado, sobretudo a seguir ao choque petrolífero de 1979 e às consequências da nacionalização do petróleo iraniano.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn25" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref25" name="_ftn25"&gt;[25]&lt;/a&gt; Petra Wessels. Crescendo to Success: Sasol 1975-1987. Cape Town, 1990. p. 12.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn26" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref26" name="_ftn26"&gt;[26]&lt;/a&gt; Parece oportuno recordar Niccolo Machiavelli (1469-1527), que escreveu: “Ou um governante tem suficiente poder e território para se defender a si próprio, quando for necessário, ou então, será sempre dependente da ajuda dos outros”. in The Prince.  Cap. X. Cambridge, 1988. p.37.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn27" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref27" name="_ftn27"&gt;[27]&lt;/a&gt; O Banco Mundial classificou de “Terceiro Mundo”, os 145 países em vias de desenvolvimento na Asia, Africa, no Médio Oriente e na América Latina, principalmente caracterizados por baixos níveis de vida, altas taxas de crescimento da população, baixo produto per capita e dependência generalizada, económica e tecnológica, das economias do “Primeiro Mundo”. Foi considerado “Primeiro Mundo”, o conjunto dos países de economia capitalista, econòmicamente avançados, da Europa Ocidental, América do Norte, Austrália, Nova Zelandia e Japão. Estes foram os primeiros países a apresentar crescimento económico sustentado a largo prazo.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn28" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref28" name="_ftn28"&gt;[28]&lt;/a&gt; O Rei líbio Muhammad Idris, pró-ocidental, foi derrubado pelo Coronel Mu’ammar Ghaddafi, em Setembro de 1969. O alinhamento do novo Governo líbio, com os Estados radicais árabes, conduziu à formação da OPAEP.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn29" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref29" name="_ftn29"&gt;[29]&lt;/a&gt; Ian Browlie. Principles of Public International Law. Oxford, 1990. p. 276.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn30" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref30" name="_ftn30"&gt;[30]&lt;/a&gt; Poderiam, eventualmente, ser usadas políticas macroeconómicas para amortecer as consequências do choque provocado pelo aumento dos preços. Este, por se ter apresentado com tão grande dimensão, fez aumentar os custos de produção em todos os países importadores dependentes. O efeito na procura agregada foi menos clara, já  que as nações importadoras de petróleo poderiam vir a sofrer uma deterioração na sua balança de pagamentos e uma depreciação nas divisas.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn31" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref31" name="_ftn31"&gt;[31]&lt;/a&gt; 6 a 24 de Outubro de 1973. Quarta Guerra Israelo-Árabe, chamada do Yom Kippur, pelo ataque-surpresa desencadeado pelo Egipto e pela Síria, ter acontecido durante a celebração do dia da expiação (atonement), de grande significado para os judeus.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn32" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref32" name="_ftn32"&gt;[32]&lt;/a&gt; Peter R. Odell. Oil and World Power: Background to the Oil Crisis. Aylesbury, 1974. p. 174.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn33" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref33" name="_ftn33"&gt;[33]&lt;/a&gt; João César das Neves, esclarece que:"Na sua origem, o choque do petróleo, apesar dos seus efeitos nos níveis de preços de 1973, não pode ser considerado, em si, como inflação. No entanto, os governos dos países desenvolvidos, perante o choque do  petróleo de 1973, actuaram aumentando as suas despesas, para apoiar as empresas e responder ao choque. Nessa altura, verificou-se um aumento da moeda em circulação, uma descida do seu valor, e um aumento do nível geral de preços. Só então apareceu a inflação. Assim, a década de 70 foi inflacionista, não por causa do choque do petróleo, mas por causa da resposta política ao choque do petróleo.. Choques nos preços não devem ser confundidos com a alteração geral e sustentada do nível geral dos preços, que é a inflação." in Princípios de Economia Política. Lisboa, 1997. p. 100.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn34" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref34" name="_ftn34"&gt;[34]&lt;/a&gt; Kenneth N. Waltz, afirma que: “O equilíbrio de poder só pode existir porque alguns países, conscientemente, fazem dele o objectivo final das suas políticas, ou por reacções quase automáticas aos países que pretendem ter acendência sobre outros”. in Man, the State and War. Columbia, 1959. p. 208.&lt;br /&gt;O equilíbrio de poder é um conceito-chave para os realistas, referente à condição de equilíbrio entre Estados.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn35" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref35" name="_ftn35"&gt;[35]&lt;/a&gt; O “zero-sum game” ou “game theory” trata duma simulação à tomada de decisão ponderada por um interveniente-actor perante uma situação de competição. Cada interveniente-actor tenta maximizar os ganhos ou minimizar as perdas, sob hipóteses incertas e informações incompletas, o que exige que cada actor ordene as opções, estime as probabilidades e tente imaginar o que o outro actor está fazendo. No caso particular de só dois jogadores, o que um ganha, o outro perde. A teoria do jogo contribuíu para o desenvolvimento de modelos de dissuasão e de espirais de corrida ao armamento, porém, só serviu de base de trabalho em questões como as que se põem quanto ao tipo de colaboração que se poderia implementar entre Estados concorrentes no mundo anárquico de forma a que os objectivos pudessem ser atingidos.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn36" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5695691005413094935#_ftnref36" name="_ftn36"&gt;[36]&lt;/a&gt; Iniciada em 16 de Janeiro de 1991, entre o Iraque e uma coligação militar  liderada pelos Estados Unidos, durou quarenta e três dias. A coligação desencadeou a Guerra em resposta à invasão e anexação do Kuwait pelo Iraque, em 2 de Agosto de 1990.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4414945007334219563?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4414945007334219563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4414945007334219563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/geopoltica-do-petrleo-j-caleia.html' title='A GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO (J. Caleia Rodrigues, Atelier de Livros: Lisboa, Fevereiro.2000)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-6279925734520854881</id><published>2008-05-13T20:56:00.002+01:00</published><updated>2008-05-14T01:44:11.821+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros publicados (sinopses)'/><title type='text'>Marketing Estratégico Internacional (J. Caleia Rodrigues, CCILE: Lisboa, outubro de 2005)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Índice simplificado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1 Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Primeira Parte&lt;br /&gt;A ENVOLVENTE&lt;br /&gt;2 As diferentes perspectivas de relações internacionais&lt;br /&gt;3 Quadro de actuação nas relações económicas internacionais&lt;br /&gt;4 Campo de actuação e actores&lt;br /&gt;5 Áreas de competência e áreas de decisão&lt;br /&gt;5.1 Análise da envolvente&lt;br /&gt;5.2 Análise das oportunidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Parte&lt;br /&gt;A ESTRATÉGIA&lt;br /&gt;6 Estratégias de marketing global&lt;br /&gt;7 Programas de marketing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira Parte&lt;br /&gt;O DESENVOLVIMENTO&lt;br /&gt;8 Canais internacionais de distribuição&lt;br /&gt;9 Gestão do esforço do marketing internacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta Parte&lt;br /&gt;O COMÉRCIO INTERNACIONAL&lt;br /&gt;10 A importância das trocas comerciais&lt;br /&gt;11 Teoria das Trocas&lt;br /&gt;12 Política das Trocas&lt;br /&gt;13 Procedimentos e mecânica das exportações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;CAPÍTULO 1&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Deve-se começar por ressalvar que o marketing internacional não se enquadra na teoria do “Jogo de soma nula”, posto que o que um ganha pode não corresponder ao que o outro (concorrente) perde. Pode ser verdadeiro em percentagem da quota de mercado, mas não, de todo, em valores absolutos, tendo em consideração que o mercado cresce em consequência da alteração de múltiplos factores, de entre os quais podemos salientar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o aumento da população,&lt;br /&gt;o desenvolvimento económico,&lt;br /&gt;um menor proteccionismo, ou&lt;br /&gt;uma mais livre circulação da produção mundial pós-GATT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo do princípio de que “marketing” é o desempenho de actividades de negócio dirigidas ao fluxo de produtos e serviços desde o produtor ao consumidor e a forma de o orientar e de satisfazer as suas tendências, a “gestão de marketing” é a execução das operações de marketing decididas pela empresa.&lt;br /&gt;Portanto, as suas responsabilidades consistem em planear, organizar e controlar os programas estabelecidos pela empresa produtora.&lt;br /&gt;Em consequência, para que a tarefa possa ser cumprida, terá que ser atribuída à gestão do marketing a autoridade correspondente a um decision-maker, sobre matérias tão abrangentes como sejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a estratégia de produção,&lt;br /&gt;a estratégia de comunicação,&lt;br /&gt;a estratégia de distribuição, e&lt;br /&gt;a estratégia de preços a praticar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que respeita à gestão do marketing internacional, são válidos os objectivos a atingir pelo marketing e responsabilidades descritas. O que a torna diferente é que a execução destas actividades é desenvolvida em vários países.&lt;br /&gt;Consequentemente, podemos definir direcção de marketing internacional como o desempenho das actividades de marketing num ou mais países. Neste caso, passamos de decisões circunscritas a um só país para decisões alargadas a dois ou mais países, em simultaneidade.&lt;br /&gt;O marketing internacional nem sempre requer um movimento físico de produtos através das fronteiras nacionais, mas ocorre para onde as decisões forem estabelecidas, envolvendo dois ou mais países.&lt;br /&gt;Portanto, o marketing estratégico estará radicado em duas asserções fundamentais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no poder de decisão, e&lt;br /&gt;na autoridade ou domínio, que permita a implementação das decisões tomadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere ao “poder”, os sociólogos definem-no como a oportunidade existente num dado relacionamento social que permite impor a vontade a outrem, mesmo sob manifesta oposição, independentemente de qualquer fundamentação da oportunidade. Neste contexto, “domínio” será, então, a oportunidade de impor uma específica decisão, obedecida por um dado agrupamento de pessoas. Consequentemente, “disciplina” será a oportunidade de conseguir obediência, imediata e automática, da instrução emanada do comando.&lt;br /&gt;Dado que a conquista de mercados perseguida pelas empresas, se enquadra na geopolítica das empresas, com a globalização da economia e a internacionalização das empresas, os três pilares do poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;militar,&lt;br /&gt;económico e&lt;br /&gt;conhecimento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encontram-se cada vez mais entrosados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista do poder pelas armas está na maior parte dos casos, fundado sobre qualquer outra forma de poder, tal como o económico ou o conhecimento.&lt;br /&gt;O poder económico, ao contrário do poder militar, não é primário, mas derivado. Dentro de um Estado, depende da lei; em negociações internacionais só em questões menores é que depende da lei, mas quando estão envolvidas grandes questões depende da guerra ou da ameaça de guerra. À parte o poder económico do trabalho, qualquer outra forma de poder económico, na sua análise final, consiste em ser capaz de decidir, através do uso de força se necessário, quem será autorizado a ocupar um dado espaço e a tirar ou a pôr lá, o que quer que seja. Veja-se a cooperação militar com os interesses económicos quando infunde protecção às instalações petrolíferas, quer se trate de jazigos em exploração, quer de refinarias em laboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trípode de poder&lt;br /&gt;Figura 1.1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Academia&lt;br /&gt;NATO&lt;br /&gt;WTO&lt;br /&gt;Igreja ecuménica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profundo entrosamento entre a trípode do poder (a que muitos académicos acrescentam, por vezes, o poder religioso) é, desde há muito, de reconhecida importância. O poder militar utiliza o conhecimento científico e apoia o poder económico. O poder económico utiliza o conhecimento em toda a sua extensão e conta com o apoio do poder militar.&lt;br /&gt;O conhecimento apoia-se no poder económico para o seu próprio desenvolvimento. Já há mais de 2500 anos, Sun Tsu afirmava, na sua “Arte da Guerra” que “O que conhece o inimigo e se conhece a si próprio não correrá perigo em cem combates. O que não conhece o inimigo, mas que se conhece a si próprio, umas vezes sairá vitorioso, outras vezes encontrará a derrota. O que não conhece, nem o inimigo nem a si próprio, será, invariavelmente, derrotado em todos os combates.”.&lt;br /&gt;São bem conhecidos os casos de Estados que adquiriram poder militar por causa da sua força económica. Na antiguidade as cidades marítimas gregas e Cartago são os exemplos mais notáveis; na Idade Média, as repúblicas italianas; e nos tempos modernos, primeiro a Holanda e depois a Inglaterra. Em todos estes exemplos, com a excepção parcial da Inglaterra depois da Revolução Industrial, o poder económico baseava-se no comércio, e não na posse de matérias-primas. A riqueza obtida através do comércio era utilizada, em grande parte, na contratação de mercenários e tornava-se assim um meio de obtenção de poder militar.&lt;br /&gt;De salientar que nos descobrimentos portugueses foram utilizados todos os poderes (inclusive o religioso), bem como na recente Guerra do Golfo.&lt;br /&gt;Na actualidade, inumeráveis discussões acerca do processo de globalização têm salientado os seus aspectos económicos, dado que a globalização da política mundial implica, entre muitas outras vertentes, a globalização da economia.&lt;br /&gt;A política e a economia são inseparáveis no quadro das relações sociais. A política (que trata da distribuição e do exercício do poder) é indissociável da economia (na sua vertente de produção, de trocas e de consumo de matérias valorizadas). Simultânea e igualmente, a economia é indissociável da política, cooperando na determinação da localização do poder e de como este é exercido.&lt;br /&gt;A economia, por si própria, não esclarece todo o sistema. Porém, não podemos conceber análises do mundo político (nem qualquer análise de globalização como acontecimento-chave da história mundial contemporânea) se não for contemplada a dimensão económica.&lt;br /&gt;Note-se que se tornou possível a uma empresa localizada onde quer que seja, produzir um produto em qualquer parte do globo, utilizando recursos onde quer que se encontrem disponíveis, e distribuí-los em venda em qualquer mercado, por muito distante ou diferente que seja.&lt;br /&gt;Desde logo, deve-se destacar as diferentes vias, largamente discutidas, no âmbito do comércio global, com o objectivo de dar curso à globalização do comércio, nomeadamente quanto a:&lt;br /&gt;cruzamento de fronteiras,&lt;br /&gt;abertura de fronteiras, e&lt;br /&gt;transcendência de fronteiras.&lt;br /&gt;Apesar das três concepções se poderem sobrepor entre si em certa extensão, comportam diferenças importantes quanto ao foco perspectivado. Muitos argumentos referentes à globalização económica radicam no cepticismo dos que adoptam a primeira perspectiva contra os entusiastas que optam pela segunda noção.&lt;br /&gt;O cepticismo posto no significado da globalização económica contemporânea surge quando os analistas estudam o processo em termos de aumento de movimentos de cruzamento de fronteiras entre países, relativamente a pessoas, bens, capitais, investimentos, mensagens ou ideias. Nesta perspectiva, a globalização é vista como equivalente a internacionalização, não existindo diferença significativa entre empresas globais e internacionais, entre comércio global e internacional, entre capital global e internacional ou entre finança global e internacional.&lt;br /&gt;Os cépticos enfatizam normalmente que as chamadas empresas globais continuam a gerir a maioria dos seus negócios no seu país de origem, mantêm um forte carácter e fidelidade nacionais, e continuam fortemente dependentes dos respectivos Estados para o sucesso das suas empresas.&lt;br /&gt;Em contraste com os cépticos, os entusiastas da contemporânea globalização do comércio e da finança definem geralmente estes desenvolvimentos como parte de uma evolução a largo prazo, direccionada ao estabelecimento de uma sociedade global. Neste segundo conceito, a globalização enquadra-se não na extensão da internacionalização, mas sim na progressiva remoção dos controlos fronteiriços e estes no sentido do fim das relações internacionais. Num mundo de fronteiras abertas, as empresas globais substituem as empresas internacionais, o comércio global substitui o comércio internacional, o capital global substitui o capital internacional e a finança global substitui a finança internacional.&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, a globalização é função da liberalização, ou seja, do grau em que pessoas, artigos, instrumentos financeiros, capital social, mensagens e ideias, possam circular livremente na economia mundial, livres de restrições impostas pelos Estados.&lt;br /&gt;Logo, a maioria dos debates que envolvem a globalização do comércio têm-se desenrolado entre os globalistas que supõem uma inexorável tendência em direcção à economia mundial aberta e os cépticos que entendem a presente situação como uma expansão limitada e reversível de transacções entre fronteiras cruzadas.&lt;br /&gt;Porém, estas duas mais comuns posições não excluem outras interpretações possíveis. De facto, nenhuma destas perspectivas convencionais exige um conceito distinto de “globalização”. Ambos os conceitos ressuscitam argumentos que foram elaborados utilizando outro vocabulário, muito antes da palavra “globalização” se ter difundido na década de 1980.&lt;br /&gt;Numa terceira perspectiva que advoga a transcendência de fronteiras, a globalização contempla o processo pelo qual as relações sociais adquirem qualidades independentes das distâncias e das fronteiras, em que a vida humana é crescentemente jogada no mundo como se se tratasse de um único local. Neste caso, numa economia em globalização, os modelos de produção, trocas e consumo tornam-se cada vez mais desligadas de uma geografia de distâncias e fronteiras. O aumento da supra-territorialidade reflecte-se inter alia no aumento das transacções comerciais entre países.&lt;br /&gt;No Capítulo 6, ao tratarmos das estratégias de marketing global, temos oportunidade de desenvolver este tema, abordando vantagens e inconvenientes da terceira perspectiva, num quadro de transcendência das fronteiras.&lt;br /&gt;Ao tomar a decisão de expandir a sua actividade, a empresa irá enfrentar novos desafios, pelo que deverá introduzir as indispensáveis adaptações no interior da sua organização a nível da estrutura e aguardar a sua estabilização e consolidação, antes de iniciar o processo de expansão, percorrendo as três fases requeridas pelo processo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processo de internacionalização&lt;br /&gt;Figura 1.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reestruturação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consolidação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expansão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na particular situação da globalização da economia e da internacionalização das empresas, o gestor é um guerreiro a operar na cena internacional, considerando que a sua “luta” será desenvolvida até que o seu objectivo prevaleça sobre a resistência da oposição. Dado que tal disputa não envolve violência física, o processo intitula-se de “luta pacífica”. Se utilizar meios formalmente pacíficos para obtenção de controlo das oportunidades e de vantagens também ambicionadas por outros, pode denominar-se “concorrência”. Esta tem vindo a ser chamada “concorrência controlada” quando os meios e os objectivos estão submetidos a uma só autoridade. A concorrência económica, ao encontrar-se sujeita às leis do mercado e às regulamentações internacionais, cai dentro desta última denominação.&lt;br /&gt;Logo, em concorrência controlada, o sucesso vai basear-se essencialmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na atitude a introduzir no processo, dependente da motivação e dos objectivos a atingir, e&lt;br /&gt;na abordagem do processo, apoiada no conhecimento adquirido em tempo apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, atribuiu-se uma especial importância à envolvente política e económica internacionais e aos constrangimentos de ordem social e cultural, estruturando o presente estudo em quatro partes sequenciais e complementares de modo a abarcar os diferentes aspectos inerentes à opção de internacionalização a desenvolver num ambiente de economia globalizada.&lt;br /&gt;Assim, a Primeira Parte trata da envolvente, incluindo as diferentes perspectivas de relações internacionais que marcam uma maior ou menor abertura dos mercados disponíveis, bem como o campo de actuação e os seus respectivos actores no mosaico económico e comercial internacional. Enfatiza-se o papel desempenhado pelas organizações multilaterais e o apoio prestado pelas entidades e agências governamentais e pelas organizações internacionais, ao analisar a envolvente e as possíveis oportunidades, no âmbito das respectivas áreas de competência e de decisão.&lt;br /&gt;A Segunda Parte dirige-se fundamentalmente à estratégia e à decisão a tomar quanto aos programas de marketing a desenvolver. Salienta-se que não há uma segunda oportunidade de abordagem ao mercado. Para tanto, exige-se a definição da estratégia e a sua cuidada preparação, tendo em especial atenção as diferenças culturais, a selecção do parceiro comercial adequado, a adaptação dos produtos à realidade do mercado e do consumidor alvo, sem descurar o rigor posto no cumprimento dos contratos, nos prazos de entrega, na qualidade do produto, no preço competitivo, no design apropriado, nas necessidades do consumidor e na imagem da empresa.&lt;br /&gt;A Terceira Parte lida com os aspectos técnicos do desenvolvimento do projecto decidido implementar na via da internacionalização da empresa. Esta fase trata da reestruturação e da consolidação da organização que irá realizar o projecto de expansão da empresa, de acordo com os factores influenciadores detectados e os canais de distribuição do produto a internacionalizar e a cuidadosa selecção dos membros mais adequados ao acesso ao mercado.&lt;br /&gt;A Quarta Parte trata do comércio internacional, no seu indiscutível papel de uma das mais importantes componentes do marketing internacional. As questões relativas a esta disciplina têm representado, desde sempre, uma área especial e controversa da ciência económica que se tem vindo a autonomizar em consequência do aparecimento de novas variáveis que conduziram à delimitação de áreas dentro dessa característica ciência. Logo, sublinha-se a importância das trocas comerciais no seu papel de elo de ligação entre nações e de promoção do crescimento económico. Esta fase do estudo termina com a análise do processo de planeamento das exportações e dos seus respectivos procedimentos e mecânica operacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-6279925734520854881?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6279925734520854881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/6279925734520854881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/marketing-estratgico-internacional.html' title='Marketing Estratégico Internacional (J. Caleia Rodrigues, CCILE: Lisboa, outubro de 2005)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7938998397959547463</id><published>2008-05-13T18:44:00.000+01:00</published><updated>2008-05-13T19:00:53.862+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Socrates no país do Ouro Chávez - Petróleo sem limites (Diário de Notícias, 13Maio.2008)</title><content type='html'>A Venezuela já é o oitavo maior produtor e o sexto maior exportador de petróleo do mundo.&lt;br /&gt;Mas a tendência de futuro é para subir, ainda mais, no ranking dos países que controlam o "ouro negro", quer pela via do aumento da sua produção, quer pela queda de outros grandes produtores, como a Noruega ou os EUA.&lt;br /&gt;Este ano a sua meta é produzir 3,5 milhões de barris de crude. A médio prazo, ou mais concretamente, até 2021, espera duplicar para 6,8 milhões de barris/dia, número já anunciado por responsáveis da Petroleos de Venezuela.&lt;br /&gt;Além do petróleo leve que, segundo especialistas, poderá estar esgotado daqui por algumas décadas, a Venezuela tem petróleo pesado, aquele que é considerado o crude do futuro.&lt;br /&gt;"Se hoje a Rússia e a Arábia Saudita comandam - e vão comandar por muitos mais anos as exportações petrolíferas -, num futuro a longo prazo a Venezuela e o Canadá serão os grandes players" defende &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, um especialista em assuntos petrolíferos. - A.TR.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7938998397959547463?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7938998397959547463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7938998397959547463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/socrates-no-pas-do-ouro-chvez-petrleo.html' title='Socrates no país do Ouro Chávez - Petróleo sem limites (Diário de Notícias, 13Maio.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-7447340835979033025</id><published>2008-05-11T21:25:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T21:28:07.909+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferência'/><title type='text'>Mega-investimentos exigidos pelo sector petrolífero (Conferência "O Preço do Petróleo", 8.Maio.2008)</title><content type='html'>Vou ter que começar por apresentar (mesmo que de forma muito sucinta) uma panorâmica global do sector energético e petrolífero, para, de seguida, abordar os pontos quentes relativos à insuficiência das reservas declaradas e do imparável aumento do consumo, reais motivadores da exigência dos colossais investimentos que irão permitir continuar a manter os níveis de satisfação do abastecimento do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitamos, como dado adquirido, que o petróleo é um produto muito complexo.&lt;br /&gt;Comporta todos os ingredientes para se apresentar como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma matéria-prima estratégica&lt;br /&gt;uma poderosa arma diplomática&lt;br /&gt;mas também e cada vez mais importante&lt;br /&gt;um produto financeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao assumir uma participação de quase 40 por cento no consumo mundial de energia primária é, indubitavelmente, uma matéria-prima estratégica, intimamente ligada ao desenvolvimento económico dos Estados e ao bem-estar das sociedades.&lt;br /&gt;Mais de trinta anos depois do impacto produzido pela deflagração da crise de 1973 na política internacional, o petróleo mantém-se como produto estratégico crítico, na esfera do equilíbrio do poder e do equilíbrio político internacional global.&lt;br /&gt;Claro que também constitui uma importante arma diplomática. Quando os produtos estratégicos têm que ser obtidos fora do Estado, as ameaças à segurança dos abastecimentos podem ser classificadas como factores que envolvem a segurança nacional.&lt;br /&gt;Não temos qualquer espécie de dúvida que se trata, igualmente, de um produto financeiro. São diariamente transaccionados mais de 40 milhões de barris de petróleo.&lt;br /&gt;O que quer dizer que mudam de mão, diariamente, mais de 4 mil milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o seu valor unitário sofre um aumento de 1 dólar, significa para os Estados Unidos um agravamento de mais de 12 milhões de dólares na sua balança de transacções diárias e para a Federação Russa um encaixe de cerca de 7 milhões.&lt;br /&gt;Cada dia que passa.&lt;br /&gt;No domínio político e estratégico, a arma económica parece confirmar a sua eficiência e impacto, caracterizadores da maioria dos conflitos actuais de nível regional, principalmente no seio de países economicamente menos desenvolvidos, mas que disponham de recursos de altíssimo valor económico e estratégico para os industrializados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento de população, não propriamente explosão demográfica mas caminhando nesse sentido, e uma irresponsável promoção do consumo de energia, exigiram que o petróleo respondesse rapidamente a essas pressões e assumisse o difícil papel de principal origem de energia comercializável.&lt;br /&gt;O impacto na procura mundial de petróleo pode ainda ser mais dramático se, ao que tudo indica, se mantiver o forte aumento do consumo na China e na Índia. Basta reparar que a China se tornou num importador líquido, em 1993, data em que o consumo ultrapassou, pela primeira vez, a produção própria e a sua auto-suficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China ocupa, actualmente, o 2º lugar no ranking dos maiores importadores mundiais, com nada menos do que 7 milhões de barris diários.&lt;br /&gt;Só ultrapassada, nessa qualidade de grande importador, pelos Estados Unidos.&lt;br /&gt;E a Índia tem acompanhado esse desmesurado aumento das importações.&lt;br /&gt;Sinal muito positivo apresentam a Alemanha e o Japão, que têm mantido, praticamente estabilizadas, as suas importações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta o aumento populacional e o desenvolvimento económico previstos pelas Agências internacionais, o mercado exigirá um aumento da entrega de petróleo bruto, na ordem de mais 50 milhões de barris diários ao atingir o limiar do ano 2030.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deduzimos quem o irá consumir!&lt;br /&gt;Mas donde irá ser extraído? Quem o irá extrair?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exigível substancial aumento da entrega do produto ao mercado envolve mais prospecção e incremento da produção em novas descobertas, meios de transporte e redes de distribuição, a exigir os correspondentes investimentos requeridos para a sua adequada realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que o sector dos transportes (rodoviários, aéreos e marítimos) consome, actualmente, cerca de 52 por cento da produção mundial. Há 30 anos só consumia 45 por cento.&lt;br /&gt;Tem sido exercido um grande esforço para conseguir meios de transporte menos “glutões”, ao mesmo tempo que se têm desenvolvido as origens alternativas para geração de energia eléctrica, responsável por uma boa parte da restante produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é importante sublinhar que o aumento da produção que tem respondido ao aumento da procura, foi conseguido à custa do aumento da extracção em poços de alta rentabilização comercial, dado que a quantidade de poços em actividade foi drasticamente reduzida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiram, porém, novos actores na cena internacional, dependentes do petróleo para dar continuidade aos seus programas de desenvolvimento, que se sobrepuseram às economias industrializadas, imediatamente relegadas para lugar secundário na ordem das prioridades a satisfazer.&lt;br /&gt;                                                                                                                                   &lt;br /&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se surgiram novos grandes importadores, também surgiu a Rússia a voltar a disputar a liderança do mercado à Arábia Saudita, baseada nos seus imensos campos petrolíferos recentemente activados, localizados no Árctico, na margem ocidental dos Urais, na Sibéria Oriental e na Ilha Sacalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os indicadores Risco País elaborados pelas agências especializadas, colocam os dois países em situação muito diferente.&lt;br /&gt;Enquanto a Arábia Saudita é classificada como país de “quite low risk”, a Federação Russa é classificada como país de “moderately high risk”.&lt;br /&gt;Esta classificação não tem causado grandes dificuldades na captação de investimentos para o programa de desenvolvimento do sector petrolífero russo, tendo em consideração os recentes enormes investimentos aí realizados, pelos Estados Unidos, pelo Japão, pela China e até pela própria Arábia Saudita.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rússia, na sua renovada qualidade de superpotência energética, admitiu resolver o deficit chinês, indispensável à sustentabilidade da sua actual taxa de desenvolvimento económico, com a construção do oleoduto que liga os campos petrolíferos da Sibéria Oriental aos chineses de Daking, numa extensão de 2.400 quilómetros, para o fornecimento médio diário de 1,6 milhões de barris.&lt;br /&gt;Por outro lado, para satisfazer igualmente a pretensão japonesa, o ex-Presidente Russo Vladimir Putin garantiu, no início do ano passado, que a construção da primeira fase do oleoduto Tayshet-Nakhodka iria ser iniciada no decurso desse Verão.&lt;br /&gt;A culminar os doze anos de maratona negocial do percurso dos oleodutos, todos os três países intervenientes saíram satisfeitos.&lt;br /&gt;Desta forma, quer a China, quer o Japão, vêem os seus interesses assegurados pela Rússia e obtêm a garantia de receber os pretendidos e desejados abastecimentos a partir do petróleo siberiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia russa não esqueceu os interessas ocidentais, se bem que em menor escala com a instalação do citado oleoduto, que também permitirá exportar petróleo siberiano para a costa ocidental dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;O Governo russo anunciou que pretende continuar a desenvolver fortemente o seu sector de hidrocarbonetos, dado que constitui cerca de 55 por cento das suas exportações e o acréscimo dos impostos cobrados, graças à alta dos preços pós-2004, garantem suporte ao forte incremento das suas despesas sociais e de Defesa.&lt;br /&gt;Dado que a capacidade das suas principais vias de escoamento das exportações se encontra praticamente esgotada, o esforço de investimento está dirigido aos transportes, quer terrestres quer marítimos.&lt;br /&gt;Impõe-se a construção de novos oleodutos, a começar pelo que encaminhará o petróleo siberiano para o Porto de Murmansk, de exportação para os Estados Unidos, a um custo estimado de cerca de 6 mil milhões de dólares.&lt;br /&gt;De idêntica importância o que abastecerá a China e o Japão, a um custo de 32.000 milhões de dólares.&lt;br /&gt;De realçar a decisão da construção de uma frota de quebra-gelos para transitar na região do Árctico, cuja entrada em serviço está prevista para 2020, com custos a ultrapassar os 3 mil milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na outra ponta do vector, em casa do maior consumidor mundial, os Estados Unidos, verifica-se que a situação não é brilhante, dado que passaram de leader do mercado, a rapidamente dependentes da importação de nada menos do que dois terços das suas necessidades correntes.&lt;br /&gt;Basta ver que tinham em actividade quase 1.500 poços no ano 1980 e apenas 560 no ano 2000. A partir desta data foi retomada a actividade nalguns deles e iniciadas algumas poucas novas explorações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último estudo publicado pela EIA revela a existência de petróleo bruto convencional no Arctic National Wildlife Refuge, actualmente fora dos limites de exploração, em quantidades entre os 5,7 e os 16 mil milhões de barris em depósitos jazentes naquela zona.&lt;br /&gt;Porém, esta alternativa constituída pela exploração do Árctico, choca frontalmente com os interesses ambientais da região, ainda não resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a alta dos preços do petróleo convencional já deu mostras de consequências consideradas muito positivas para os estados Unidos.&lt;br /&gt;Pelo menos teve o mérito de ter impulsionado investimento em projectos anteriormente considerados sem interesse.&lt;br /&gt;Cabe neste âmbito o lançamento do Jack Field Project, para extracção numa considerável nova bolsa petrolífera localizada em águas profundas do Golfo do México, com investimento próximo dos 100 milhões de dólares.&lt;br /&gt;A bolsa que aparenta conter cerca de 15.000 milhões de barris, encontra-se a uma profundidade de 8.450 metros.&lt;br /&gt;A detecção das quantidades só foi possível, graças à utilização de imagens sísmicas 3D, de avançadas fórmulas matemáticas e de novas tecnologias de interpretação das imagens, que tornaram possível conhecer o potencial desta bolsa e de outras novas descobertas de petróleo e de gás em grandes profundidades oceânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extracção será realizada com recurso a plataformas flutuantes de última geração, que poderão suportar os rigores das tempestades que frequentemente ocorrem na região e que permitirão perfurar mais profundo que as suas predecessoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante à União Europeia, é por demais conhecida a sua dependência no que se refere a combustíveis.&lt;br /&gt;Será de realçar que já viu minorada a sua dependência do Médio Oriente com a entrada em serviço da chamada “Ponte energética Este-Oeste” em Julho do ano passado, constituída pelo oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, que transporta petróleo bruto desde o Mar Cáspio até ao Porto turco mediterrânico de Ceyhan, com capacidade de transporte de 1 milhão de barris/dia,&lt;br /&gt;Este oleoduto constitui uma importante alternativa de fornecimento à Europa Ocidental, com uma mais elevada garantia de segurança.&lt;br /&gt;Também estão a ser envidados grandes esforços dirigidos a um maior aumento da segurança de abastecimento com o lançamento das acções do Projecto INOGATE para o período 2007-2013.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Programa que pretende actuar como catalizador de atracção de investidores privados e de instituições financeiras internacionais, foca um particular interesse na minimização da ameaça constituída pelos acidentes ocorridos no tráfego marítimo em águas circundantes da União Europeia e no fechado Mar Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, no conjunto de constrangimentos a ultrapassar à escala mundial, procede a considerável questão de como conciliar o inevitável e continuado aumento do consumo, com os imperativos ecológicos e ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso paradigmático é o conflito de interesses presentes na manifesta vontade de extracção dos imensos recursos disponíveis no Árctico ou a construção premente e urgente de novas e mais adequadas refinarias.&lt;br /&gt;Se a capacidade de refinação se encontrar extremamente apertada em relação à procura, pode-se atingir uma disrupção da disponibilidade de refinação, com a agravante de que o futuro natural aumento da procura pode provocar uma situação de engarrafamento em que os mais valiosos petróleos são refinados primeiro e os menos valiosos serão marginalizados, conduzindo a uma ainda maior diferenciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de que numerosos países que dispõem de amplos campos petrolíferos comprovados, estão impedidos de exportar as suas potenciais produções por não disporem de adequadas vias de escoamento:&lt;br /&gt;oleodutos e instalações portuárias.&lt;br /&gt;Recorde-se que o custo médio da construção de um oleoduto é equivalente ao de uma auto-estrada. Cerca de 5 milhões de euros por quilómetro.&lt;br /&gt;Mas vejamos com o que podemos contar do lado da oferta em resposta aos previsíveis aumentos do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As previsões da IEA apontam para um aumento do consumo idêntico ao registado nos últimos 50 anos: Cerca de 2 por cento ao ano.&lt;br /&gt;Se não for aplicado um forte “travão” a este consumo desenfreado e aplicadas medidas drásticas e eficazes, estaremos a consumir, no ano 2025, cada dia que passa, quase 120 milhões de barris!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, as descobertas e a sua correspondente declaração, após terem registado substanciais aumentos, quase estagnaram a partir do ano 2002.&lt;br /&gt;Foi a partir desta data que se verificou um fortíssimo aumento dos preços de mercado. De facto o valor do barril, de transacção em Bolsa, passou dos 26 dólares nessa data, para os actuais mais de 120. Mais do que quadruplicaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo dos dados disponíveis, as reservas declaradas, consideradas comprovadas, apenas dariam para mais 30 anos de consumo.&lt;br /&gt;E as restantes, consideradas prováveis, apenas dariam para mais 50 anos. E a que preço!&lt;br /&gt;A partir desta data não seria possível extrair nem mais um barril.&lt;br /&gt;Se se conseguisse tecnologia que permitisse a sua última extracção.&lt;br /&gt;As novas descobertas que garantam o fluxo exigível de sustentação do mercado, envolvem prospecção, extracção, transporte e refinação, a exigir os correspondentes colossais investimentos indispensáveis à sua realização.&lt;br /&gt;Para a alternativa constituída pelo petróleo bruto não-convencional acresce o seu oneroso processamento para obtenção de petróleo sintético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se conhecimento da vontade, ou de decisões já tomadas, da implementação de grandes projectos em todos os grandes produtores, virados para o aumento da extracção de maiores quantidades ou pelo menos, para a manutenção das actuais, como declarado na última reunião da OPEP realizada no passado mês de Março.&lt;br /&gt;Nem sempre fácil de conseguir, já que as grandes bolsas em exploração apresentam sinais de forte declínio e esgotamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a taxa de declínio que se está a registar nos maiores campos petrolíferos, em actividade há muitos anos, é muito preocupante, dado que não se vislumbram novas grandes explorações, pelo menos de dimensões idênticas às que existiram no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão da Saudi Aramco em avançar com o megaprojecto destinado ao aumento da sua capacidade produtiva reflecte a preocupação saudita e a sua vontade de recuperação do tempo perdido. Pretende o rápido desenvolvimento do seu campo petrolífero Khurais, através da abertura de 300 poços em 23 novas instalações já identificadas.&lt;br /&gt;O valor a investir neste projecto atinge os 3 mil milhões de dólares, para conseguir passar a actual extracção de 300.000 barris diários que se estão a extrair nesse campo, para um patamar de 1,2 milhões, a partir do próximo ano.&lt;br /&gt;Este campo não se compara, em dimensão com o grande Ghawar, mas tem sido afirmado conter petróleo de muito boa qualidade.&lt;br /&gt;O projecto inclui a construção de 4 instalações de tratamento e injecção de água do mar, com uma capacidade de produção de 4 milhões diários de barris de água a injectar na bolsa petrolífera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais razões apontadas, justificativas do forte declínio iraquiano registado nos últimos anos, seria o fecho de campos devido a insuficiência de água para injecção e a sua inadequada gestão.&lt;br /&gt;Tem sido recentemente muito acentuado que os depósitos iraquianos, especialmente os localizados no sul do país, são de grande dimensão, elevada qualidade e em estado relativamente imaturo nos seus ciclos de extracção.&lt;br /&gt;O facto é que os depósitos comprovados iraquianos atingem, oficialmente, os 112 mil milhões de barris. Admite-se que possam atingir os 300, enquanto os declarados pela Arábia Saudita ficam-se pelos 265.&lt;br /&gt;Se confiarmos nessas afirmações teríamos que aceitar que as reservas petrolíferas iraquianas seriam superiores às sauditas, consideradas correspondentes a um quarto do total mundial.&lt;br /&gt;Só o lançamento de novos programas de desenvolvimento poderia catapultar a produção iraquiana actual de 2 milhões de barris diários para uns possíveis 3,5 milhões.&lt;br /&gt;Para tanto serão indispensáveis vultosos investimentos e a participação de peritos altamente especializados:&lt;br /&gt;40.000 milhões de dólares iniciais para desenvolvimento de campos petrolíferos já referenciados e ainda não operacionais, seguido de mais 10.000 milhões de dólares para o programa de exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Arábia Saudita e a Federação Russa dominam e continuarão e dominar o mercado do petróleo convencional (o petróleo leve), a alternativa de continuidade de satisfação da procura constituída pelos petróleos pesados, extra-pesados e betumes, ainda muito modestamente aproveitados, é assumida, na sua quase totalidade, pela Venezuela e pelo Canadá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas 4 superpotências energéticas – Arábia Saudita, Federação Russa, Venezuela e Canadá - poderão vir a constituir o núcleo dominante do mercado dos combustíveis hidrocarbonetos à escala mundial:&lt;br /&gt;as duas primeiras nos petróleos leves (o petróleo convencional) e as outras duas nos petróleos ditos não-convencionais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua crescente importância reside no facto de equivaler a cerca de 70 por cento do petróleo bruto ainda existente no mundo.&lt;br /&gt;De acordo com as estimativas avançadas pela International Energy Agency, admite-se que existam no mundo 8 a 9 milhões de milhões de barris de petróleos não-convencionais, dos quais 900 mil milhões poderão ser comercialmente explorados com recurso à tecnologia actualmente existente.&lt;br /&gt;Apesar das suas imensas disponibilidades, só acrescentaram 3 mil milhões de barris anuais, aos mais de 26 mil milhões de petróleo bruto leve, actualmente produzidos. Pouco mais de 10 por cento.&lt;br /&gt;O grande óbice à utilização maciça dos petróleos brutos não-convencionais, reside nos elevados custos de extracção e do processamento que os convertam em petróleo sintético.&lt;br /&gt;Há que ter em conta que a extracção do petróleo não-convencional exige tecnologia e onerosos acrescidos recursos específicos: água e energia abundantes que garantam a injecção de vapor de água nas jazidas. São, geralmente upgraded para lhes reduzir os componentes carboníferos ou para lhes adicionar hidrogénio, antes de os entregar às refinarias convencionais.&lt;br /&gt;Os custos adicionais de processamento e upgrading explicam as razões pelas quais o desenvolvimento dos petróleos pesados ainda se encontrar tão limitado.&lt;br /&gt;Contudo, o aumento das taxas de recuperação de depósitos destas qualidades de petróleo, representa o desafio mais importante que se nos apresenta a curto e médio prazos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Canadá, recentemente auto-assumido oil country, trata-se do aproveitamento de areias betuminosas a céu aberto, disponível em grandes quantidades no Athabasca, cujos valores estão estimados em cerca de 2,4 milhões de milhões de barris, dos quais só 175 mil milhões poderão ser processados com a tecnologia actualmente disponível.&lt;br /&gt;A Energy Alberta Corporation acaba de lançar a construção de uma central nuclear de reactores gémeos, projectada para entrar em serviço em 2016, para abastecimento da energia eléctrica necessária ao processo de extracção e processamento.&lt;br /&gt;A produção canadiana actual de petróleo sintético a partir desta qualidade, atinge 1 milhão de barris/dia, prevendo-se que possa vir a atingir os 3 milhões em 2020, com hipótese de chegar aos 5 milhões em 2030.&lt;br /&gt;A quantidade de energia requerida para a produção de 1 barril de petróleo bruto sintético corresponde a 1/3 da energia contida num barril de betume, o que torna as operações de areias betuminosas numa enorme fonte emissora de gases com efeito de estufa.&lt;br /&gt;O projecto depende significativamente da abundância de água disponível.&lt;br /&gt;A produção de um barril de betume ou de petróleo sintético também requer, além da enorme quantidade de energia, cerca de 10 barris de água para as operações de mineração superficial e de 3 barris para geração de vapor in situ. Apesar da maioria da água utilizada ser reciclada, são requeridos mais cerca de 20 por cento de reposição, o que envolve preocupação acerca da sua conservação e sustentabilidade.&lt;br /&gt;O que significa que virão a ser utilizados, diariamente, mais de 10 milhões de m³ de água, dos quais 2 milhões de m³ serão diariamente consumidos. Ao fim de um ano de normal laboração, terão sido consumidos mais de 700 milhões de m³ de água limpa. Para obtenção de 5 milhões de barris diários de petróleo sintético.&lt;br /&gt;O investimento anunciado, para aplicação neste projecto integrado, ultrapassa os 50.000 milhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Venezuela (membro da OPEP e já um grande exportador de petróleo bruto convencional), trata-se das areias betuminosas situadas na Faixa Petrolífera do Orinoco, estimadas em mais de 2,2 milhões de milhões de barris.&lt;br /&gt;Neste particular, os recursos venezuelanos beneficiam da localização na região do Rio Orinoco, onde foi construída, nos finais da década de 70, a mega-barragem e a Central Hidroeléctrica do Guri, com uma potência eléctrica instalada de 10.000 Megawatt (MW) que garante abundante energia para a sua extracção e o processamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramo-nos, então, perante opções a tomar, que não podem continuar a ser adiadas, sob pena de nos vermos, a curto prazo, numa situação de carência generalizada, de consequências muito difíceis de ultrapassar, a exigir investimentos maciços em novos projectos de desenvolvimento em toda a cadeia produtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta linha de orientação, a Agência Internacional da Energia apresentou no seu Energy Outlook, em 2006, a estimativa de 20 milhões de milhões de dólares, como montante a investir no sector energético durante os seguintes 25 anos, dos quais um mínimo de 4 milhões de milhões a aplicar no sector petrolífero.&lt;br /&gt;O seu Director Executivo acaba de corrigir este valor em alta, ao anunciar na abertura do 11º Fórum Internacional da Energia, realizado em Roma, no passado dia 21 de Abril, a necessidade de investimento de 22 milhões de milhões de dólares, dos quais 5,4 a aplicar no sector petrolífero.&lt;br /&gt;Mais de 150.000 milhões de dólares de investimento por ano.&lt;br /&gt;Em apenas 2 anos o valor de investimento exigido para o sector petrolífero aumentou nada menos que 35 por cento.&lt;br /&gt;Não posso terminar sem reforçar que a futura geração de energia requererá níveis de investimento muito mais elevados do que os aplicados no passado, para compatibilização da satisfação da procura com as exigências ambientais, a descarbonização dos produtos energéticos e o acréscimo dos custos resultantes da implementação de reforçados sistemas da segurança das instalações de extracção e de transporte.&lt;br /&gt;A nova dimensão de relações de segurança entre nações exportadoras e nações importadoras dependentes, resultará da interligação entre o investimento, a finança e o comércio.&lt;br /&gt;Esta reorientação dinamizará um redobrado esforço focado na investigação e na detecção de oportunidades, quer de investimento quer de participação no desenvolvimento das estruturas do sector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado pela atenção dispensada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. Caleia Rodrigues&lt;br /&gt;Conferência proferida em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PREÇO DO PETRÓLEO:&lt;br /&gt;Risk Management &amp;amp; Hedging for End Users&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mega-investimentos exigidos pelo sector petrolífero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 8 de Maio de 2008&lt;br /&gt;Hotel Altis Park&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Institute for International Research&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-7447340835979033025?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7447340835979033025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/7447340835979033025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/mega-investimentos-exigidos-pelo-sector.html' title='Mega-investimentos exigidos pelo sector petrolífero (Conferência &quot;O Preço do Petróleo&quot;, 8.Maio.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-299835881850000655</id><published>2008-05-11T21:19:00.000+01:00</published><updated>2008-05-13T19:14:32.986+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Brasil pode vir a ser terceiro maior produtor (TSF Online, 15.Abril.2008)</title><content type='html'>O Brasil acredita que foi feita a maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos, que poderá tornar o país detentor do terceiro maior campo de petróleo do mundo. Para &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, esta descoberta poderá tornar o país numa grande potência mundial.&lt;br /&gt;O governo brasileiro acredita que foi feita a maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos, que poderá tornar o país detentor do terceiro maior campo de petróleo do mundo.&lt;br /&gt;O director da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, garantiu, esta segunda-feira, que o poço descoberto na Bacia dos Santos pode conter reservas superiores a 33 mil milhões de barris, ou seja, «cinco vezes mais do que as reservas do campo de Tupi», o maior do Brasil, que é operado pelo consórcio da Galp.&lt;br /&gt;Este anúncio está, no entanto, a causar polémica no Brasil, porque há quem considere as declarações de Haroldo Lima desastrosas e defenda que ele seja afastado do cargo por ter revelado informações de forma precipitada.&lt;br /&gt;Caso os dados não se confirmem, Haroldo Lima será processado pelo consórcio e os accionistas poderão avançar com um processo contra o Estado brasileiro.&lt;br /&gt;Apesar da informação ainda não ter sido confirmada pela Petrobras, o anúncio já fez disparar as acções da Galp e da Repsol.&lt;br /&gt;Ouvido pela TSF, &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, especialista em Economia Política e autor do livro «Geopolítica do Petróleo» disse que, caso se venham a confirmar os resultados preliminares, esta descoberta seria motivo de uma grande satisfação.&lt;br /&gt;Esta descoberta confirmaria que o Brasil «seria a terceira maior bolsa em exploração do mundo», sobretudo numa altura em que as grandes bolsas de petróleo, como a da Arábia Saudita, do Kuwait e do México apresentam «taxas de esgotamento» até aos 15 por cento, explicou &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;«Esta bolsa brasileira é do melhor que pode acontecer ao sector petrolífero e ao mundo em geral, que tanto depende da energia», sublinhou.&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, o Brasil vai ganhar com esta descoberta não só para se afirmar como uma grande potência mundial, mas também para ajudar os restantes países a fazer face à crise.&lt;br /&gt;Também em declarações à TSF, Rui Alves Vieira, especialista em extracção de petróleo, apelou à cautela com estas notícias, alertando que, caso as informações se venham a confirmar, serão necessários muitos e variados estudos.&lt;br /&gt;«Para provar a abrangência de uma descoberta com essa dimensões» são necessários anos e «um grande investimento», frisou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-299835881850000655?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/299835881850000655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/299835881850000655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/brasil-pode-vir-ser-terceiro-maior.html' title='Brasil pode vir a ser terceiro maior produtor (TSF Online, 15.Abril.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-760912989205162541</id><published>2008-05-11T21:17:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T21:19:14.889+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Preço perto dos 112 dólares (Rádio Renascença, 17.Março.2008)</title><content type='html'>O preço do petróleo bateu hoje um novo recorde no mercado norte-americano, atingindo 111.8 dólares por barril, mas já baixou para 106.87.&lt;br /&gt;O Brent, que serve de referência a Portugal, também continua em alta, subindo para os 106.35 dólares. A desvalorização da moeda norte-americana face ao euro é apontada pelos especialistas como a principal causa para a subida do preço do petróleo, que desde o início do ano já aumentou cerca de 16%.&lt;br /&gt;Os analistas da Goldman Sachs acreditam que, nos próximos dois anos, o barril de petróleo possa atingir os 175 dólares.&lt;br /&gt;Face à escalada do preço do “ouro negro” e com a OPEP a afastar, por agora, um aumento da produção, a Agência Internacional de Energia marcou para hoje uma reunião de crise, em Paris.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, especialista na análise do mercado global de petróleo, acredita que deste encontro deverá sair uma recomendação essencial: a diminuição do consumo de petróleo.&lt;br /&gt;RV&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-760912989205162541?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/760912989205162541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/760912989205162541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/preo-perto-dos-112-dlares-rdio.html' title='Preço perto dos 112 dólares (Rádio Renascença, 17.Março.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-627176937155755293</id><published>2008-05-11T21:14:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T21:16:55.167+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Pesados de passageiros vão ter gasóleo profissional (Rádio Renascença, 17.Março.2008)</title><content type='html'>Os transportes pesados de passageiros vão ter acesso a gasóleo profissional. É uma decisão do Governo, anunciada hoje, no Porto, pela Secretária de Estado dos Transportes. A medida surge no mesmo dia em que as associações de revendedores de combustíveis manifestam preocupação com a escalada do preço da gasolina e sobretudo do gasóleo. A esta hora, o barril de crude é negociado em Nova Iorque a 110,46 dólares.&lt;br /&gt;O brent - referência para as importações portuguesas de petróleo - está cotado a 107,51 dólares. Deve, contudo, dizer-se que cada euro vale, neste momento, 1,56 dólares, ou seja, a desvalorização do dólar face a euro resulta numa almofada fundamental para a escalada do preço do petróleo.&lt;br /&gt;O presidente da Associação de Revendedores da Petrogal sublinha que, fazendo as contas em euros, o petróleo não está mais caro do que há dois anos. António Saleiro, entrevistado pela Renascença, queixa-se da especulação e apela a uma intervenção da autoridade da concorrência, prevendo, que, até ao final do ano, cada litro de gasóleo chegue a 1,50 euros.&lt;br /&gt;Também Augusto Cymbron, o presidente da ANAREC, Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, considera que a escalada do preço dos combustíveis em Portugal não faz sentido.Por força do preço dos combustíveis, tem diminuído a circulação e venda de automóveis, a particulares, estagnou no último ano. As famílias - diz Neves da Silva, da ANECRA, Associação Nacional de Comercio de Automóveis - ponderam mais antes de comprar carro e, quando o possuem, utilizam-no menos. Ainda assim, apesar do preço do gasóleo se aproximar do preço da gasolina, os carros que mais se vendem são exactamente os abastecidos a gasóleo.&lt;br /&gt;Para hoje, em Paris, está, entretanto, prevista uma reunião de crise da Agência Internacional de Energia, em que estarão presentes peritos do sector petrolífero.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt; - especialista na analise do mercado global de petróleo - diz que, desta reunião, deverá sair uma recomendação para a diminuição do consumo do petróleo e dos seus derivados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-627176937155755293?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/627176937155755293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/627176937155755293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/pesados-de-passageiros-vo-ter-gasleo.html' title='Pesados de passageiros vão ter gasóleo profissional (Rádio Renascença, 17.Março.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-8707015094287079745</id><published>2008-05-11T21:09:00.000+01:00</published><updated>2008-05-13T19:19:55.736+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Alta de preços afectará Portugal em 2008 (Rádio Renascença, 1.Março.2008)</title><content type='html'>Portugal vai empobrecer um pouco mais e a inflação vai crescer em resultado do preço do petróleo a três dígitos, nos mercados internacionais.&lt;br /&gt;Nas últimas horas o crude foi negociado em Nova Iorque a 100 dólares, com reflexos inevitáveis para a economia mundial. Miguel Beleza, antigo ministro das Finanças, diz à Renascença que, neste quadro, baixar os impostos sobre produtos petrolíferos ou avançar para um aumento mais significativo dos salários seria um erro, por parte do Governo. Outro economista, o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Patinha Antão, sublinha que a economia portuguesa, no contexto europeu, é uma das mais sensíveis às subidas de preço do crude, devendo o Governo reconsiderar, assim, as suas politicas micro-economicas. Para Patinha Antão, resulta claro que o Governo também falhou na aposta da taxa de inflação em 2008, fixada em 2,1%.O Orçamento de Estado para 2008 foi desenhado no pressuposto de que o preço médio do petróleo rondaria os 75 dólares. Há longos meses, contudo, que vale muito mais. Trata-se de um erro cálculo, na opinião da Directora Adjunta do Jornal de Negócios, Luísa Bessa, ouvida neste Destaque do Meio-Dia.Nas últimas horas, o preço do petróleo atingiu a fasquia dos três dígitos.&lt;br /&gt;Chegou aos 100 dólares por barril e a tendência de subida parece ser para manter, na opinião de &lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;. Este especialista acredita que o preço do crude pode aumentar mais 20% nos próximos seis meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-8707015094287079745?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8707015094287079745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/8707015094287079745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/alta-de-preos-afectar-portugal-em-2008.html' title='Alta de preços afectará Portugal em 2008 (Rádio Renascença, 1.Março.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-2907672946002802926</id><published>2008-05-11T21:07:00.000+01:00</published><updated>2008-05-13T19:18:55.298+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>Barril de Brent continua a bater máximos (Rádio Renascença, 29.Fevereiro.2008)</title><content type='html'>O preço do crude continua a subir e a tendência é para que continue a valorizar, de acordo com &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, especialista na análise do mercado global de petróleo.&lt;br /&gt;O especialista admite que até Maio, se nada for feito, o mundo poderá assistir a um aumento na ordem dos 20%, o que considera ser “preocupante”. &lt;strong&gt;Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt; critica ainda a falta de uma orientação para inverter a tendência e afirma que não tem existido o investimento necessário para aumentar a extracção.&lt;br /&gt;Até ao momento, o preço do barril de petróleo é de 102,55 dólares, em Nova Iorque e 100,95 dólares, é o valor de referência para as importações portuguesas de petróleo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-2907672946002802926?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2907672946002802926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/2907672946002802926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/barril-de-brent-continua-bater-mximos.html' title='Barril de Brent continua a bater máximos (Rádio Renascença, 29.Fevereiro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-279326381138368900</id><published>2008-05-11T21:03:00.000+01:00</published><updated>2008-05-13T19:17:21.287+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>PSD acusa Governo de previsão “irrealista” (Rádio renascença, 3.Janeiro.2008)</title><content type='html'>O PSD considera que a previsão da taxa de inflação para 2008 do Executivo é “irrealista” face às “tendências altistas” do mercado internacional e chama a atenção para a perda de poder de compra dos portugueses.&lt;br /&gt;Para sustentar as críticas, os social-democratas apontam a escalada do preço do barril de crude, que atingiu esta terça feira um novo máximo, os 100 dólares, e que se prevê que poderá “determinar uma segunda ronda de agravamento dos preços”. Patinha Antão, porta-voz do PSD para a área da Economia, argumenta que a taxa de inflação em 2008 será “significativamente” superior aos 2,1% previstos pelo Governo. A situação, acrescenta, irá reflectir-se de forma negativa no poder de compra dos portugueses, já que, na maior parte dos casos, “os salários” não acompanharão a inflação.&lt;br /&gt;Petróleo poderá subir 20% em seis meses. &lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, especialista na análise de mercado global de petróleo, considera que o preço do crude vai continuar a subir, uma vez “que ainda não estão criadas condições” para que a situação se inverta . De acordo com o especialista, por um lado, “temos aumento dos custos em toda a cadeia produtiva”, e, por outro, há a escassez, que “faz subir o valor”. Perante este cenário, &lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt; é de opinião que nos próximos seis meses o preço do petróleo poderá subir à volta dos 20%.&lt;br /&gt;TA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-279326381138368900?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/279326381138368900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/279326381138368900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/psd-acusa-governo-de-previso-irrealista.html' title='PSD acusa Governo de previsão “irrealista” (Rádio renascença, 3.Janeiro.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-1288176033344245627</id><published>2008-05-11T19:34:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T19:36:20.107+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>A Energia e o Mundo que a Rodeia (ISEP – Instituto Superior de Engenharia do Porto, 23.Março.2007)</title><content type='html'>Assunto: Portugal duplica compra de petróleo ao Irão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ano em que as importações nacionais de petróleo registaram uma ligeira quebra - de 2% para um total de 24 056 milhões de barris -, verificaram-se alterações significativas na lista dos maiores fornecedores de crude a Portugal: a Argélia perdeu peso mas mantém-se na liderança, a Nigéria perdeu o segundo lugar para o Brasil e o Irão e Reino Unido mais que duplicaram os seus fornecimentos. Os preços e a qualidade do petróleo continuam a ser determinantes na escolha pela Galp - que tem o exclusivo destas decisões - dos seus parceiros comerciais. Mas os especialistas sublinham a crescente importância das relações entre os Estados.&lt;br /&gt;O caso do Brasil é o mais paradigmático da nova conjuntura do mercado mundial de petróleo. A Galp estabeleceu uma série de acordos de exploração com a brasileira Petrobras, acompanhados por um estreitamento das relações entre os dois governos. "É evidente que há interesses comuns e alguma empatia entre Portugal e o Brasil, em paralelo com as parcerias de negócio entre a Galp e a Petrobras", sublinhou ao DN Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal e perito em assuntos petrolíferos. O peso do Brasil aumentou, no ano passado, de 10% para os 12% nos fornecimentos de petróleo a Portugal.&lt;br /&gt;Para José Caleia Rodrigues, especialista na análise do mercado global de petróleo, "os Estados estão a negociar cada vez mais as compras de petróleo, porque as empresas nacionalizadas têm vindo a ganhar importância, como no caso da Rússia, Venezuela ou Arábia Saudita". No contexto português, o petróleo saudita continua a ser dos mais importados, mantendo uma relação que se prolonga há mais de uma década. A Rússia não tem ainda um peso significativo - a construção de gasodutos e a noticiada aproximação da Gazprom à Galp deverão alterar esta situação a médio prazo - e a Venezuela perdeu toda a importância que tinha no final da década de 70. As decisões com motivações políticas poderão, por outro lado, explicar o aumento das importações do Iraque a partir de 2003, na sequência da participação de Portugal na força aliada que liderou a ofensiva contra Saddam Hussein. Mas, em 2006, o Iraque perdeu algum peso, passando de 7,3% para 6% do total.&lt;br /&gt;As questões de mercado continuam, no entanto, a ser determinantes. A duplicação dos fornecimentos do Irão - de 2,7% para 6% - explica-se, segundo Nuno Ribeiro da Silva, "pelas características técnicas do crude - mais pobre em enxofre, logo, mais fácil de refinar - mas também porque o facto de ser um país com algum risco pode ter provocado algum desconto no preço de venda". Uma ideia admitida por Ângelo Correia, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe Portugal, para quem "é possível que o estabelecimento de um acordo especial tenha baixado o custo do petróleo iraniano". Os peritos sublinham que as questões geopolíticas - o Irão está no centro de um conflito com as Nações Unidas e os EUA devido à proliferação do nuclear e o Iraque está em plena guerra civil - não constituem um risco acrescido. Isto porque, se os actuais fornecedores saírem do mercado, surgirão outros. O que pode mudar é os preços praticados. Neste aspecto, Portugal continua a beneficiar de uma relação de proximidade com a Argélia, que produz um crude mais pesado, mas barato. *Com AS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-1288176033344245627?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1288176033344245627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/1288176033344245627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/energia-e-o-mundo-que-rodeia-isep.html' title='A Energia e o Mundo que a Rodeia (ISEP – Instituto Superior de Engenharia do Porto, 23.Março.2007)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-9104469054131558469</id><published>2008-05-11T19:29:00.000+01:00</published><updated>2008-05-13T19:21:13.759+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica (Comunicação Social)'/><title type='text'>O medo está a controlar os preços do petróleo (ICEP, 8.Maio.2006, Revista "Dia D", Público (on-line) ]</title><content type='html'>Com o barril de petróleo a subir acima dos 70 dólares, ouve-se frequentemente a palavra "crise", para descrever o panorama energético actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para &lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, autor de dois livros sobre as questões do petróleo - um facto assinalável no mercado editorial português -, a palavra "crise" é mal utilizada. O problema em torno do preço do petróleo e da dependência das economias industrializadas prende-se com questões estruturais, e não de carácter passageiro, facto que justifica o título do seu último livro "Petróleo, Qual Crise?", publicado no mês passado. Vários constrangimentos no sector petrolífero, aliados à incessante procura do "ouro negro", estão na origem da subida dos preços, uma tendência que se irá manter e que ameaça alterar o equilíbrio geopolítico mundial. Os investimentos necessários no sector e o maior custo de extracção e de refinação irão repercutir-se no bolso dos consumidores. Para Portugal, muito dependente desta fonte energética e altamente ineficiente no seu consumo, os custos são muito elevados e impõem uma grande mudança em duas vertentes: para o Governo, no desenvolvimento da aposta em outras fontes de energia (como tem vindo já a suceder na eólica); para os consumidores, na revisão dos seus hábitos e modo de vida.&lt;br /&gt;Em que medida a subida do preço do petróleo nos últimos dois anos não é mais um choque petrolífero, como o que se verificaram em 1973 ou 1979-80?&lt;br /&gt;O petróleo voltou a subir desmesuradamente desde 1998, há seis anos. De 1998 para 2000, o preço duplicou. De 2000 para 2004, subiu mais de 60 por cento. Do meu ponto de vista não estamos a atravessar uma crise como a de 1973, uma vez que, por definição, as crises são passageiras. Por outro lado, devemos separar o sector do petróleo do mercado do petróleo. Não podemos falar de uma crise porque não há uma rotura de abastecimento do mercado. No sector do petróleo existem, sim, constrangimentos fortíssimos, que podem ser ultrapassados. O mercado é que tem factores exógenos que provocam todas estas variações. O petróleo, porque é um produto estratégico, está sujeito à pressão de vários factores, nomeadamente geopolíticos. Hoje, por exemplo, porque pode vir a acontecer um conflito entre dois países [Estados Unidos da América e Irão], o mercado entrou numa situação de pânico. Se só há constrangimentos no sector, se o petróleo continua a fluir, se o custo de transporte por oleoduto não está indexado à procura (é um custo fixo), os preços subiram por medo daquilo que possa vir a acontecer, não por razões ligadas ao sector.&lt;br /&gt;Mas estes acontecimentos exteriores têm um grande impacto porque, do lado da oferta, o mercado percebe que o sector está muito pressionado...&lt;br /&gt;Sim, o sector está muito apertado devido a vários constrangimentos, mas o petróleo bruto convencional ou petróleo leve [mais fácil de extrair e refinar] não está em eminente e evidente extinção, embora as reservas estejam a diminuir substancialmente. De acordo com os petrofísicos, desde a Pensilvânia e Baku [locais das primeiras descobertas de petróleo, nos EUA e no Azerbeijão respectivamente], ou seja, nos últimos 125 anos, consumiu-se um trilião de barris. Nos próximos 35 anos vamos consumir outro trilião de barris, caminhando a passos largos até à sua extinção. De reservas comprovadas, temos petróleo convencional por mais 50 a 60 anos.&lt;br /&gt;Quais são esses "constrangimentos" que pressionam o sector?&lt;br /&gt;Como constrangimentos temos um longo período de muito baixo investimento, em inventariação de novas descobertas, em extracção, em transporte e, sobretudo, em refinação. Só para inventariação de uma nova concessão, com ensaios sísmicos, já se gastam uns milhões de dólares. A extracção é feita muitas vezes em regiões sem segurança o que obriga as empresas petrolíferas a fazerem a sua própria segurança. Depois, temos o pouco investimento em transporte. Um oleoduto tem custos por quilómetro equivalentes a uma auto-estrada, são biliões de dólares para transportar o petróleo através de milhares de quilómetros. Por fim, há fortíssimos constrangimentos na refinação. Mesmo que queira aumentar a entrega de petróleo ao mercado, a capacidade de refinação instalada está hoje muito próxima da entrega total ao mercado, funcionando como um estrangulamento. Enquanto em 1982 estava a refinar à volta de 60 milhões de barris diários e tinha uma capacidade instalada no mundo para 80 milhões, hoje a produção chegou perto dos 80 milhões e a capacidade não aumentou. Temos, assim, constrangimentos do lado da oferta e, por outro lado, uma procura incessante.&lt;br /&gt;Faz parte do grupo dos pessimistas que advogam a teoria do apocalipse com o esgotamento do petróleo, conhecida por "peak oil"?&lt;br /&gt;Sou contra. Porque é um exercício matemático muito interessante e apenas isso. Pode prever-se um esgotamento em 50 anos do petróleo leve, inventariado em reservas prováveis, que até poderá esgotar-se em 30 ou 35 anos, mas temos ainda o recurso ao petróleo pesado, que será inesgotável por umas centenas de anos. Por outro lado, em aplicações em que não sejam absolutamente exigíveis os combustíveis fósseis, nós podemos ter recurso à electricidade a partir de outras fontes energéticas. O "peak oil" é um exercício de pessimismo alarmista.&lt;br /&gt;Enquanto cartel, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) mantém o seu poder de mercado intacto, mesmo com a emergência de novos países produtores à margem da organização, como a Rússia?&lt;br /&gt;A OPEP ainda produz cerca de 33 milhões de barris diários e as reservas comprovadas darão para quase 70 anos, ao ritmo de produção actual. Mas precisam de grandes investimentos para conseguir aumentar a produção. A OPEP não tem hoje a força que tinha não só porque a Rússia entrou no mercado com muita força, mas porque, quando falamos de OPEP, estamos a falar de petróleo leve. Pelo lado do petróleo pesado é que as coisas irão mudar. As reservas russas em petróleo leve e, por outro lado, a Venezuela e o Canadá no petróleo pesado, serão os players do futuro e é com esses que tem que se contar. Na Venezuela já estão a operar as principais petrolíferas mundiais.&lt;br /&gt;Mas esse é o petróleo pesado, é mais caro de extrair e de refinar...&lt;br /&gt;Quando digo que a Venezuela será um player do futuro é porque a faixa do rio Orinoco, que tem uma dimensão à volta de dois terços do nosso país, tem reservas imensas. A extracção é mais cara porque exige injecção de vapor de água, o que na situação da Venezuela é o melhor que lhe poderia ter acontecido. Primeiro porque tem no rio Orinoco água com fartura. Depois, porque tem a mega-barragem do Guri, com energia eléctrica que chega e sobra, de origem gratuita, para injectar o vapor e extrair o seu petróleo. Está na melhor posição do mundo para, no futuro, dominar o mercado. À medida que o tempo passa, o petróleo leve irá escasseando e cada vez mais o pesado terá de ser utilizado. Mas não será nunca uma alternativa mais barata. A alternativa com um método de extracção mais caro não irá fazer baixar o preço, irá sim continuar a fazê-lo subir. É essa a tendência de longo prazo.&lt;br /&gt;As inovações tecnológicas na indústria petrolífera, ao nível da extracção e produção de combustíveis, poderão suavizar o declínio das reservas petrolíferas hoje conhecidas? O consumo de petróleo divide-se em 60 por cento para transportes e 40 por cento para produção de energia eléctrica e para a indústria. O que tem vindo a ser feito em termos de inovação é trabalhar nos 40 por cento, uma vez que a produção de energia eléctrica pode ser feita sem recurso ao petróleo. Mas a extracção do petróleo leve é cada vez mais cara e traz problemas ambientais. O Árctico é hoje um grande depósito de petróleo, mas a extracção, que já está a ser feita, tem riscos ambientais e custos elevados.&lt;br /&gt;Para produção de electricidade, a energia nuclear é uma hipótese...&lt;br /&gt;Pode ser nuclear ou eólica. A nuclear tem os seus riscos, mas nós temos na Europa Ocidental 146 reactores. Só na Bélgica há sete, a França tem 59, o Reino Unido tem 31, a Alemanha tem 19 e a Espanha tem nove. É uma alternativa possível. A eólica é aquela pela qual os portugueses enveredaram e, quanto a mim, muito bem, para reduzir o peso do petróleo na produção de electricidade. Pelos números que me chegaram, nós duplicamos num ano a capacidade eólica instalada, estando hoje Portugal classificado em 11º no ranking mundial, com a Alemanha e a Espanha à cabeça. É por aí que podemos trabalhar para reduzir a dependência nos 40 por cento de petróleo consumidos "extra transportes".&lt;br /&gt;Portugal tem andado desatento em termos de política energética? Que razões encontra para a ausência de uma estratégia nacional nos últimos anos num sector tão importante como o da energia? Andámos adormecidos a pensar noutras coisas. Quando nós temos um produto de que dispomos e supomos que não há problema com ele, distraímo-nos. Mas deveríamos ter estado atentos ao choque petrolífero de 1973. Pela leitura do que nos aconteceu nessa altura, com o embargo, as coisas poderiam ter sido tratadas de outra maneira, com mais atenção. Eu estive em missão na África do Sul e tive ocasião de constatar como este país resolveu a sua situação de dependência. Em 1973, ainda tinham o Irão como aliado, uma vez que o xá Reza Pahlevi era um amigo dos sul-africanos e continuou a abastecê-los. Porém, mesmo antes de 73, a África do Sul já havia previsto que alguma perturbação poderia acontecer e optaram por uma alternativa. Como dispunham de quantidades de carvão enormes, adoptaram um sistema para sintetização do carvão e produção de combustíveis sintéticos, para agregar à gasolina. Em qualquer altura têm o país salvo com esse recurso e, na crise de 1979, foi isso mesmo que aconteceu. Eles seguiram por este rumo e outros decidiram de outra forma, pelo nuclear. Nós, por outro lado, não temos pensado muito nisso, temos andado um pouco adormecidos. E isto são problemas que se resolvem apenas a longo prazo, os resultados não são imediatos. Se fizer agora investimento no que quer que seja, só daqui a vários anos é que vai ter o resultado. O que estamos a fazer nas eólicas é óptimo. A produção de energia eléctrica através da energia eólica em Portugal em 1995 era zero e, em 2004, já representava cinco por cento. A produção de energia hídrica é que baixou substancialmente. Nós temos sol, temos vento, temos água e cada país deve recorrer ao que tem. Usar os recursos dos outros... podemos pagar, mas ficamos muito dependentes.&lt;br /&gt;A China e a Índia são realmente os "maus da fita", responsáveis pelo aumento cada vez maior da procura de petróleo?&lt;br /&gt;A China e a Índia representam um terço da população mundial e são países com quem se deve ter um bom relacionamento. Não são os "maus da fita", trata-se apenas de estratégias económicas e geopolíticas. Os EUA consomem cerca de um quarto do petróleo mundial e importam dois terços do que consomem. No meu ponto de vista, o fiel da balança do poder está a desviar-se para o eixo Sino-Russo. Enquanto os russos e os chineses se olhavam de lado, a China desenvolveu-se pelos seus próprios meios. Mas hoje, para continuar o seu desenvolvimento económico, a China tem um défice de cerca de três milhões de barris diários. A negociação para o abastecimento à China e ao Japão (com a Índia as coisas ainda não estão completamente resolvidas) levou 12 anos a ser concluída. Em Janeiro deste ano, o presidente Putin garantiu um oleoduto à China, com um desvio para o mar do Japão. Abastece a China e o Japão, cumprindo a quase totalidade das necessidades chinesas e uma parte mais pequena das japonesas. Graças à Rússia, a China tem hoje todas as condições necessárias para garantir o desenvolvimento económico continuado. Este novo eixo está a sobrepor-se, em interesse, aos países ditos industrializados, que estão a ser relegados para segundo plano.&lt;br /&gt;O que explica uma das chamadas de capa do seu livro, segundo a qual "China e Rússia estão a esmagar o orgulho ocidental"...&lt;br /&gt;A Rússia tem uma capacidade instalada que lhe permite aumentar a produção, ao contrário da Arábia Saudita que tem a capacidade de extracção esgotada (só com novos investimentos é que pode aumentar a produção). O grande desequilíbrio quando falava em Rússia e EUA é que os EUA importam mais de nove milhões de barris diários, enquanto a Rússia exporta quatro milhões, sem ter ainda começado a fornecer à China e ao Japão através do oleoduto em actual construção, que se prevê concluído daqui a dois anos. Quando dizemos que os EUA importam diariamente nove milhões de barris, estamos a falar de 630 milhões de dólares diários. A Rússia recebe contrapartidas de 300 milhões de dólares diários. Além disso, a extracção suplementar de petróleo para a China e para o Japão, assim como os oleodutos, são financiados pelo Japão e pela China, com pouco investimento russo. Os americanos, por outro lado, para garantir o fornecimento ainda têm que pagar a segurança. Ou seja, os custos para os EUA e os benefícios para a Rússia e China têm todos os ingredientes para que a balança do poder se altere, não pela força mas pela economia.&lt;br /&gt;Esse novo oleoduto irá ter influência no mercado?&lt;br /&gt;A Rússia passa a fornecer a China e o Japão, com três milhões de barris diários, deixando de ter margem para compensar quebras de mercado. Nessa altura, é previsível mais um forte abanão nos preços.Como vê a cada vez maior influência, em termos energéticos, da Rússia sobre a União Europeia (UE)?&lt;br /&gt;A UE não tem uma política energética comum. No mosaico de países que constituem a Europa Ocidental, cada um tem o seu problema para resolver. A Grã-Bretanha é auto-suficiente e exporta, assim como a Dinamarca e a Noruega (que é o terceiro exportador mundial). Estes três países estão muito bem. Quando a Rússia fizer alguma pressão serão eventualmente os alemães, que pretendiam um abastecimento russo directo, os mais prejudicados. Nas outras áreas, cada um vai fazendo o que pode. O problema não é global na Europa, cada um tem o seu problema. Uns têm petróleo, outros resolveram por outra via e outros não fizeram coisa nenhuma e esses estão com mais dificuldades.&lt;br /&gt;Tendo em conta que a energia passou a ser uma questão de segurança nacional, e que os EUA já discutem a criação de uma "proto-NATO" para a energia, não é de estranhar o silêncio da União Europeia sobre este assunto?&lt;br /&gt;As discussões no seio da UE são uma coisa muito complexa. Em 2004, a UE produziu 2,5 milhões de barris diários e consumiu 14,5 milhões e meio - teve 12 milhões barris diários de défice. Em gás natural tiveram 255 biliões de metros cúbicos de gás. Mas, nestes números, incluem-se a Dinamarca e a Grã-Bretanha, que não têm problemas. Cada um tem as suas vantagens e dificuldades específicas e vai ser difícil chegar a acordo por causa disso, é uma área muito sensível. Os EUA são estados unidos, criaram-se com várias guerras, entenderam-se e têm um governo central que fala por eles. A UE é um convénio, entenderam prescindir de alguma soberania e conseguir um mercado comum. Depois, os EUA podem ter muito mais urgência que os europeus para agir desta forma, porque têm um problema grave. Não só pelo que têm que pagar pelas importações, mas também porque são quem paga pela segurança do abastecimento.&lt;br /&gt;"Reveja a sua forma de vida"&lt;br /&gt;Em quatro anos, a factura portuguesa da importação de petróleo quase duplicou.&lt;br /&gt;Numa altura em que o barril de petróleo abaixo dos 50 dólares parece ser uma memória de tempos já idos, a dependência de Portugal face a esta fonte de energia significa uma factura grande para pagar. Em 2005, "pela mesma quantidade que importávamos há quatro anos, pagámos cerca do dobro", aponta Caleia Rodrigues. Dos 2,2 mil milhões de euros desembolsados em 2002, Portugal passou para quase quatro mil milhões de euros em 2005. "São vários TGV em cada ano", comenta Caleia Rodrigues. Esta subida dos preços irá obrigar os portugueses - os mais ineficientes na utilização da energia na União Europeia a quinze - a "rever a sua forma de vida". Além do investimento em energias alternativas, Caleia Rodrigues destaca a necessidade de optar por caminhos mais racionais no consumo, num equilíbrio entre conforto e eficiência energética. "Uma alternativa são os transportes públicos, que podem ser alimentados com energia eléctrica", sugere. Contudo, as dificuldades serão grandes. "A educação, leva algum tempo", lembra. "Na nossa estrutura de vida há pessoas a viverem a 50 ou a 60 quilómetros do local de trabalho, vai ser difícil manter uma situação dessas".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-9104469054131558469?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/9104469054131558469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/9104469054131558469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/o-medo-est-controlar-os-preos-do.html' title='O medo está a controlar os preços do petróleo (ICEP, 8.Maio.2006, Revista &quot;Dia D&quot;, Público (on-line) ]'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-3225108366099305659</id><published>2008-05-11T19:24:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T19:29:11.355+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crítica (Comunicação Social)'/><title type='text'>"Petróleo - Qual Crise?" (Forum Energia.eu, 22.Janeiro.2007)</title><content type='html'>Este livro editado em 2006 pela Booknomics, foi escrito pelo Prof. &lt;strong&gt;J. Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, sendo este o resultado de anos de investigação contínua no terreno levado a cabo, "em países estratégicos para a problemática do petróleo, primeiro em Angola e na Venezuela, em funções privadas, depois no desempenho exemplar das suas elevadas funções de Delegado do ICEP e de Conselheiro Comercial das Embaixadas de Portugal em Israel, Marrocos e na África do Sul." Sinopse: Quanto petróleo existe no subsolo? Quanto poderá vir a ser possível extrair no futuro? Nunca ninguém soube ou terá a veleidade de tentar inventariar! Mas a delapidação dos recursos petrolíferos é preocupante. Surgiram, entretanto, novos actores na cena internacional: a China e Índia, que comportam um terço da população mundial e estão dependentes do petróleo para dar continuidade aos seus programas de desenvolvimento. Estes novos consumidores gigantes sobrepuseram-se ás economias industrializadas que foram relegadas para lugar secundário na ordem das prioridades a satisfazer. Com a alteração do naipe de consumidores acabou por emergir a Rússia a liderar o mercado de abastecimento com os seus imensos recursos de gás e petróleo. (...) A alternativa pode estar nos petróleos pesados ou nos sintéticos a partir do carvão, já em produção comercial. Para quem os puder pagar! O grande obstáculo à utilização maciça destes petróleos não-convencionais reside nos custos da extracção e do processamento. Ambos exigem um grande esforço financeiro de retorno a longo prazo. Sem esquecer as exigências ambientais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-3225108366099305659?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3225108366099305659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/3225108366099305659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/petrleo-qual-crise-forum-energiaeu.html' title='&quot;Petróleo - Qual Crise?&quot; (Forum Energia.eu, 22.Janeiro.2007)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-4202233929307746028</id><published>2008-05-11T19:20:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T19:23:51.760+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Crise? Qual crise? (Executive Digest, Maio.2006)</title><content type='html'>Crise? Qual crise?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt; acaba de publicar o livro: «Petróleo: Qual Crise? – China e Rússia estão a esmagar o orgulho Ocidental» onde responde a algumas questões pertinentes sobre o futuro das nações que não têm recursos naturais de petróleo e que o têm de pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Pedro Costa Coelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que o preço de petróleo sobe, semana após semana, e que a questão energética volta a estar na ordem do dia, quisemos saber algumas das ideias de um dos especialistas de geopolítica e energia sobre a suposta crise petrolífera e como teremos de enfrentar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vê pela primeira vez o seu livro depara-se com uma frase destacada e que diz «reveja a sua forma de vida». Como é que devemos rever a nossa forma de vida, estando tão dependentes do petróleo e aparentemente sem alternativas?&lt;br /&gt;Essa frase é na sequência de uma anterior: «China e Rússia estão a esmagar o orgulho Ocidental». Mas, claro, é uma frase alerta. Nós somos «petro gastadores», esbanjadores.&lt;br /&gt;Apesar do que vou dizer ser mais do domínio da sociologia, julgo que faz sentido dizer que se constitui esta vida social porque o petróleo tinha um valor reduzido e as pessoas habituaram-se a utilizar o petróleo de uma forma pouco realista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está a referir-se à nossa forma de vida, ao uso excessivo das viaturas particulares.&lt;br /&gt;Sim, entre outras. Nós utilizamos o carro, nalguns casos as famílias utilizam até dois carros, porque nos habituámos a isso sem pensar muito. É que consumimos o petróleo da seguinte forma: 60% para transportes e 40% para energia. Temos, portanto, que pensar em alternativas que nos façam poupar a factura diária e fazer um esforço muito grande pois andámos muitos anos sem tomar decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, ainda há pouco tempo, ouvi um dos especialistas nacionais sobre energia defender que as pessoas deveriam organizar-se em pequenas comunidades para que um só carro servisse para três ou quatro pessoas e assim se evitasse vermos carros apenas com um condutor. Parece-lhe viável, na forma em que a sociedade portuguesa urbana actual está organizada?&lt;br /&gt;Pois, eu também já falei nesse assunto. No meu tempo, por exemplo, tudo girava à volta de comunidades pequenas. Eu andava numa escola ao pé de casa e nunca ninguém me levava à escola, como é evidente. Inclusive construíam-se indústrias e bairros confinadas a espaços delimitados para que a mobilidade fosse fácil e eficiente.&lt;br /&gt;Depois entrou-se nesta fúria da construção e dos automóveis tendo com premissa o petróleo barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é apenas à nossa escala, de Portugal. Quando se transporta o mesmo exemplo para o resto do mundo as coisas tomam uma proporção enorme.&lt;br /&gt;Mas olhe que uma boa parte do mundo vai viver muito bem. E outra, muito mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a questão que levanta no seu livro. Qual é a sua opinião, então?&lt;br /&gt;A partir de 1962 a Europa deveria ter pensado que ou passava a ter «juízo» ou desaparecia do mapa. É que a Europa andou em guerras constantes a destruir o que tinha e o que não tinha e depois, a partir de 1962, com aquela resolução da ONU sobre a soberania permanente dos recursos naturais ficou decidido que são os povos que têm os recursos os únicos donos desses recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso, em teoria, não está incorrecto…&lt;br /&gt;Mas a Europa deveria, nessa altura e quando deram as independências políticas a alguns países, ter percebido que se tinha acabado os recursos dos outros. E que se os quiserem têm de pagar. Esse foi o primeiro passo para esta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que se poderia ter equilibrado a questão política – as independências dos países – e a questão da localização geográfica dos recursos?&lt;br /&gt;O que eu digo é que a partir dessa altura teríamos de viver o futuro com o que se tem e não com aquilo que os outros têm. Deveríamos ter organizado a vida nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por exemplo, os Estados Unidos apesar de terem recursos próprios também vivem dos tais recursos dos outros.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos, primeiro, são estados que se uniram. E que se uniram através da guerra. Não foi uma decisão de braço no ar. Mas os Estados Unidos têm um forte mercado interno de consumo e de recursos naturais. Porém, essas coisas esgotam-se e têm que ir aos recursos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pagar…&lt;br /&gt;Mas mesmo pagando têm que defender a compra. Analisemos o presente: há situações que vão com certeza conduzir a grandes alterações políticas. Quando eu escrevo aí na capa que a China e a Rússia estão a esmagar o orgulho Ocidental quero dizer que nós tivemos um período nos últimos 20 anos do século XX em que havia os «nic’s», os novos países industrializados. Agora, temos os «bric’s», ou seja, Brasil, Rússia, Índia e China que são os países emergentes do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo que a Índia e a China serão as próximas potências económicas daqui muito pouco tempo…&lt;br /&gt;Exacto. Os analistas dizem mesmo que a China será maior potência mundial dentro de 15 anos. Repare: a China tem uma população de mil e trezentos milhões de habitantes e nos últimos 20 anos cresceu 32%. A Índia que tem, actualmente, mil e cem milhões de habitantes cresceu 57% em vinte anos.&lt;br /&gt;Ora, a China que tem um deficit de 3 milhões de barris de petróleo, o que estrangula um bocado a economia e apesar do crescimento económico de dois dígitos, quer continuar a crescer economicamente e precisa do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como entra a Rússia?&lt;br /&gt;Como se sabe, a Rússia e a China eram adversários ou inimigos políticos até há pouco tempo. Com esta nova classe política e depois de uma enorme controvérsia na Rússia, decidiram que o melhor era darem-se bem e assim surgiu a construção de oleoduto para fornecer à China 2,5 milhões de barris com um ramal para o Japão. Ou seja, a China passa a ter todos os ingredientes para assegurar a competitividade do crescimento económico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um oleoduto «politicamente» estratégico…&lt;br /&gt;É um oleoduto com 4 mil quilómetros, que custa 17 milhões de dólares e que faz pender a balança da influência para o outro lado do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os Estados Unidos de fora dessa balança…&lt;br /&gt;Ainda sobre os Estados Unidos: eles estão a importar 9,5 milhões de barris por dia. Com os custos a que está isso dá um valor de 665 milhões de dólares diários. Se acrescentarmos o custo de importação de gás, os Estados Unidos estão a importar hidrocarbonetos no valor de 700 milhões de dólares por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Rússia a vender…&lt;br /&gt;Pois é. A Rússia está a receber, por dia, 328 milhões de dólares.&lt;br /&gt;Mas os Estados Unidos ainda têm outro problema, se assim se pode chamar. É que para assegurar a compra desses hidrocarbonetos no valor de 700 milhões de dólares tem que ter uma força militar enorme para proteger as origens. O que deverá custar outro tanto. Enquanto a Rússia não gasta um cêntimo, pelo contrário. O oleoduto que a vai ligar à China e ao Japão é pago por esses dois países e alguns privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma situação de desequilíbrio entre a Rússia e os Estados Unidos.&lt;br /&gt;De desequilíbrio muito grande. Com a Rússia a permitir o desenvolvimento sustentado da China e, assim, com o eixo do poder a desviar-se para a China e Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a Portugal e uma vez que não temos recursos naturais de petróleo, temos que investir nas chamadas energias renováveis? Estamos, nesse sentido, numa situação privilegiada?&lt;br /&gt;Nós estamos numa posição muito boa pois temos água, sol e vento, e tudo mais ou menos de uma forma equilibrada. Portanto, há que aproveitar e investir nessas energias renováveis e alternativas para que possamos baixar, por muito pouco que seja, a nossa factura com o petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a energia nuclear? Não temos que equacionar essa hipótese?&lt;br /&gt;Equacionar, talvez. Mas antes de mais temos que ter a preocupação de defender o ambiente. Vejamos: grande parte da chuva de Chernobyl foi para ao Árctico; grande parte das reciclagens nas nucleares europeias vai parar ao Árctico. A calote de gelo do Árctico, que há 30 anos tinha uma espessura média de 3,40 metros, tinha há poucos anos 1,40 metros. É demais. E perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o petróleo que é explorado no Árctico?&lt;br /&gt;Parece-me irreversível que os Estados Unidos e a Rússia continuem a retirar o petróleo do Árctico. Completamente irreversível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que podemos fazer, uma vez que a nuclear acarreta uma série de inconvenientes?&lt;br /&gt;Devemos organizar a nossa vida de outra forma, de maneira a vivermos com o que temos. Esta dependência do petróleo tem que ser corrigida. Nós importamos 6 milhões de barris por ano. Com o barril a 70 dólares são 7 mil milhões de dólares. De cada vez que o petróleo sobe dez dólares não pagamos mais mil milhões de dólares. Até quando é que nós vamos poder pagar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caixa&lt;br /&gt;Mega-investimentos requeridos&lt;br /&gt;Perante a escassez de reservas comprovadas de petróleo bruto convencional e da capacidade de refinação disponível, é feito apelo a novo e substancial investimento no sector.&lt;br /&gt;A não se realizarem investimentos de grande envergadura, envolvendo sectores a montante e a jusante, a produção mundial no ano 2020 será sensivelmente a mesma que se obtinha em 1980.&lt;br /&gt;Porém, a população mundial atingirá quantidade aproximadamente dupla e muito mais industrializada, logo mais dependente do petróleo, do que em 1980. Portanto, a procura mundial por petróleo, ultrapassará largamente o seu ritmo de aumento de produção. Numa situação destas, os preços continuarão a subir incessantemente e as economias dependentes do petróleo para o seu desenvolvimento sustentado implodirão com os consequentes potenciais riscos de confrontações violentas.&lt;br /&gt;Os efeitos consequentes de uma pequena quebra na produção produzem efeitos devastadores. Lembremo-nos que, durante os choques petrolíferos da década de 70, a redução da produção atingiu apenas os 5 por cento, causando a quadruplicação dos preços do petróleo convencional. Afortunadamente, a catapultagem desses preços foi temporária e passageira. Por isso foram chamados “choques”.&lt;br /&gt;Segundo as estimativas de muitos analistas, o inevitável decréscimo de produção poderá atingir uma taxa de 8 por cento anuais, Outros até predizem reduções da ordem dos 10 a 13 por cento. Grande parte dos petrofísicos expressam a opinião de que o ano 2007 será o último ano da bonança do petróleo barato, o que conduzirá a uma maior escassez de combustíveis e a um severo aumento de bloqueamentos a começar entre 2008 e 2012.&lt;br /&gt;As chamadas “alternativas” ao petróleo podem ser consideradas, de facto, actualmente como “derivativas”. Sem abundante e seguro abastecimento de petróleo, não parece ser possível alcançar estas alternativas em grau suficiente que energize rapidamente o mundo moderno.&lt;br /&gt;Recordemos que, após uma primeira informação de possibilidade de existência de nova bolsa petrolífera, só as análises sísmicas que permitem determinar a estrutura dos jazigos (rochas-reservatório), quer em quantidade extraível quer em qualidade (densidade, taxas de enxofre, etc.), atingem encargos de não poucos milhões de dólares. Note-se que, actualmente, já se estão a realizar extracções a mais de 3 mil metros de profundidade.&lt;br /&gt;A globalização da economia e a internacionalização das empresas, também poderá ter contribuído para o agravamento do consumo global de combustíveis, dado que os produtos percorrem grandes distâncias desde os locais de produção até chegarem aos mercados consumidores. Daí o recurso à deslocalização dos centros de produção para inserção em locais mais próximos dos consumidores finais.&lt;br /&gt;À guisa do realce da urgência da implementação de novos desenvolvimentos, devemos salientar que são precisos, pelo menos, 12 anos desde a tomada de decisão até à obtenção de taxas correntes de produção a partir do petróleo pesado ou dos xistos betuminosos. Não considerando tempos de revisão do projecto para adaptação às constantes alterações das exigências ambientais a cumprir. Na mesma ordem de ideias, são precisos 15 anos para a aprovação e construção de uma refinaria de processamento de petróleo pesado, mesmo tendo em conta um conhecimento tecnológico disponível e um perfeito respeito pelas normas ambientais. Apesar das esperanças postas no petróleo pesado e extra-pesado, deve ter-se em consideração que só apresentam soluções de satisfação a médio-prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insuficiente capacidade de refinação&lt;br /&gt;O sector da indústria de refinação encontra-se em fase de transição, após ter sido sujeito a um longo período de redução real da sua capacidade.&lt;br /&gt;O consumo manteve a tendência altista, ajudando a suportar o aumento do nível de actividade económica. O consumo aumentou, mas a capacidade de refinação viu-se reduzida. Constata-se, actualmente, uma crescente necessidade de capacidade adicional de refinação. Esta foi, pura e simplesmente, ajustada aos novos níveis de procura do produto que se seguiram aos choques dos preços e conduziram aos consequentes ajustamentos políticos e económicos.&lt;br /&gt;As condições da indústria de refinação foram muito favoráveis durante vários anos. Durante os dois anos que se seguiram ao conflito do Golfo Pérsico, os custos foram facilmente previsíveis, dado que os preços do crude se mantiveram relativamente estáveis. Logo, quando os preços voltaram a cair, os custos do abastecimento baixaram e aumentaram as margens. Porém, a procura continuou a aumentar dinamizada pela expansão económica, particularmente nos países em desenvolvimento.&lt;br /&gt;A indústria refinadora encontra-se perante a evidente necessidade de satisfazer as novas exigências do mercado e de encontrar adequadas localizações para novas instalações.&lt;br /&gt;Dado que a construção de capacidade adicional exige elevados custos financeiros, é crítico que os planos de expansão cumpram a capacidade requerida e o tempo em que decorram.&lt;br /&gt;A localização de novas unidades também apresenta questões críticas, tendo em atenção que grande parte das localizações consideradas adequadas estão sujeitas a regulamentações ambientais muito severas que as tornam muito onerosas e exigem muito tempo para conseguir alcançar a desejada e requerida capacidade adicional. Os maiores desafios continuam a estar situados no sector a jusante da cadeia produtiva. A crescente preocupação posta nas questões ambientais conduziram a uma proliferação de novas regras e regulamentações que exercem uma muito elevada pressão nas operações a jusante. Porém, o cumprimento das novas regras requer grandes investimentos. Acresce a necessidade de resposta à igualmente crescente procura de um conjunto muito diversificado de produtos refinados. É perfeitamente compreensível que o desenvolvimento do sector a jusante se tenha tornado muito difícil de perspectivar.&lt;br /&gt;Espera-se que se operem, entretanto, alterações e ajustamentos significativos no sector a jusante. O aumento da procura choca com a particularidade das preocupações ambientais. A localização da necessária adicional capacidade de refinação que satisfaça o incessante aumento da procura, constituirá a maior preocupação no próximo futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-4202233929307746028?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4202233929307746028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/4202233929307746028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/crise-qual-crise-executive-digest.html' title='Crise? Qual crise? (Executive Digest, Maio.2006)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5155476717992203219</id><published>2008-05-11T19:13:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T19:16:09.158+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicações (Citações)'/><title type='text'>O petróleo está finalmente mais caro em 2007 que em 2006 (Economia &amp; Finanças, 22.Novembro.2007)</title><content type='html'>&lt;a title="Ligação permanente a Quem sobe mais o petróleo ou o euro?" href="http://economiafinancas.com/2007/10/quem-sobe-mais-o-petroleo-ou-o-euro/"&gt;Quem sobe mais o petróleo ou o euro?&lt;/a&gt; perguntava eu aqui há dias. O Diário Económico actualizou hoje as contas que haviamos apresentado em meados de Setembro no artigo “&lt;a title="Ligação permanente a Preços do petróleo, um problema de contas" href="http://economiafinancas.com/2007/09/precos-do-petroleo-um-problema-de-contas/"&gt;Preços do petróleo, um problema de contas&lt;/a&gt;”. Na altura era evidente que o preço medio do petróleo no mercado fornecedor da economia portuguesa estava ainda abaico do preço médio registado ao longo de 2006. Na prática o custo dessa matéria-prima estava significativamente abaixo do apurado em 2006, hoje, próximo do final de Novembro e com um subida do preço do petróleo medido em dólres a um ritmo superior à da subida da taxa de câmbio euro/dolar já não será assim. Segundo o &lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1060498.html" target="_blank"&gt;Diário Económico:&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“(…) O barril de Brent, negociado em dólares, estava ontem 8,5% mais caro do que a média de 2006; em euros valia mais 0,2%, quando até aqui esteve a cair. A cotação média diária do barril em 2007 (70,7 dólares) também já ultrapassa a prevista pelo Governo no Orçamento do Estado, de 69,5 dólares.&lt;br /&gt;Daqui em diante, dizem os especialistas, a situação tenderá a agravar-se, ou seja, empresas e consumidores vão sentir cada vez mais o impacto negativo da subida do petróleo e do euro. “Não vai parar de subir. Continuo muito preocupado pois nada mudou nos fundamentais: a oferta de petróleo não tem capacidade para crescer mais e a procura continua em alta com o forte crescimento das economias emergentes”, lembra &lt;strong&gt;José Caleia Rodrigues&lt;/strong&gt;, economista especializado no sector da energia. Esta tese é defendida por outros observadores, como Agostinho Pereira de Miranda, advogado e  consultor nesta mesma área, e Nuno Ribeiro da Silva, professor de Economia da Energia do ISEG. (…)”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5155476717992203219?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5155476717992203219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5155476717992203219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/o-petrleo-est-finalmente-mais-caro-em.html' title='O petróleo está finalmente mais caro em 2007 que em 2006 (Economia &amp; Finanças, 22.Novembro.2007)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-5098010114442949830</id><published>2008-05-11T19:11:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T19:12:49.988+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo de Opinião'/><title type='text'>A influência da qualidade no nível actual de preços (Diário Económico, 31.Março.2008)</title><content type='html'>A quantidade e variedade de petróleos que são comercializados no mercado internacional aumentaram enormemente nos últimos anos.&lt;br /&gt;O petróleo bruto ou crude oil é apresentado numa complexa mistura de uma numerosa quantidade de componentes orgânicos que variam em aspecto e em composição, de uma bolsa petrolífera para outra. Da sua composição dependem as propriedades físicas e químicas, como sejam a viscosidade, a densidade (Grau API), o teor de enxofre ou a acidez (TAN).&lt;br /&gt;Estas variáveis são altamente responsáveis pela dimensão das diferenças que os seus efeitos introduzem no nível geral de preços.&lt;br /&gt;Um dos mais importantes recentes desenvolvimentos no mercado foi a entrada de quantidades substanciais de petróleos muito ácidos e de alto teor de enxofre, tendente a colmatar a escassez que está a sufocar o mercado. O seu processamento provoca corrosão nos equipamentos das refinarias e requer soluções técnicas especiais e onerosas. Muito poucas refinarias estão presentemente aptas a refinar petróleos “high TAN”, pelo que a maioria necessita de os misturar com outros antes da refinação. Dado que o petróleo é adquirido em grandes proporções, a mistura de tais quantidades com múltiplas quantidades de petróleo “low TAN” é muito oneroso, apenas realizada se os preços forem compensadores.&lt;br /&gt;Os petróleos que contêm quantidades apreciáveis de ácido sulfúrico (H2S) ou outros componentes sulfurosos reactivos, são denominados “sour”. Os que contêm menos enxofre são denominados “sweet”.&lt;br /&gt;Os recentes aumentos de nível geral de preços do petróleo bruto convencional, registados após 2003, têm muito a ver com as diferenças entre petróleos leves (alto grau API) e pesados (baixo grau API) e entre “sweet” (baixo teor de enxofre) e “sour” (alto teor de enxofre) manifestados pelos petróleos disponíveis no mercado.&lt;br /&gt;Os petróleos leves e “sweet” (como o saudita Super Light, o nigeriano Bonny Light ou o americano WTI) são considerados petróleos de elevada qualidade e exigem um prémio de preço mais alto que os petróleos mais pesados e “sour” (como o iraquiano Kirkuk).&lt;br /&gt;A limitada disponibilidade de capacidade residual de refinação também tem sido recentemente muito realçada como factor determinante do aumento global do nível de preços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5695691005413094935-5098010114442949830?l=coisasdopetroleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5098010114442949830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5695691005413094935/posts/default/5098010114442949830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdopetroleo.blogspot.com/2008/05/influncia-da-qualidade-no-nvel-actual.html' title='A influência da qualidade no nível actual de preços (Diário Económico, 31.Março.2008)'/><author><name>José Caleia Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07502721297123269440</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_CYcnhU0UvMQ/SYrXQ_LBUEI/AAAAAAAAACk/_ot00rUTh64/S220/01.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5695691005413094935.post-9179883522737742409</id><published>2008-05-11T19:09:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T19:10:52.499+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo de Opinião'/><title type='text'>Boas expectativas (Diário Económico, 15.Abril.2008)</title><content type='html'>Tem sido apontada como causa primeira do colossal aumento de preços a disponibilidade de oferta muito próxima do valor do consumo do petróleo bruto convencional, o petróleo leve a que nos referimos quase diariamente.&lt;br /&gt;O atraso do arranque de novos projectos, motivado pela retracção do investimento, parece ter sido o grande responsável pela situação dramática a que se chego
